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30/03/2021 - Ipea prevê alta de 3% no PIB em 2021, mas recuo de 0,5% no 1º trimestre

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Apesar da nova rodada de medidas fiscais de combate aos efeitos da pandemia programada para começar em abril, "o impacto negativo sobre a atividade econômica tende a prevalecer" no primeiro semestre do ano A diretoria de Macroeconomia do Instituto de pesquisa Econômica Aplicada (Dimac/Ipea) prevê crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, com recuo de 0,5% no primeiro trimestre do ano, com ajuste sazonal. Em 2022, o Ipea projeta que o PIB vai avançar 2,8%. As previsões constam do boletim Carta de Conjuntura do Ipea para o primeiro trimestre, publicada nesta terça-feira. Com relação ao primeiro semestre de 2021, os técnicos do Ipea afirmam que, apesar da nova rodada de medidas fiscais de combate aos efeitos da pandemia programada para começar em abril, "o impacto negativo sobre a atividade econômica tende a prevalecer", mas em magnitude "significativamente" menor do que a verificada no ano anterior. Para o segundo semestre, preveem os técnicos, o cenário considerado é que a cobertura vacinal contra a covid-19 esteja avançada e permita a retomada do crescimento devido ao aumento da confiança dos consumidores e empresários e à redução de medidas de isolamento social. Rovena Rosa/Agência Brasil A projeção de avanço de 2,8% para o PIB de 2022, inferior ao previsto para esse calendário, se justifica, segundo o Ipea, pela manutenção do ritmo de retomada da atividade esperado para o segundo semestre de 2021. Na prática, os pesquisadores preveem avanço lento após a retomada dos níveis de atividade pré-pandêmicos, que devem ser alcançados com o avanço da vacinação. "As previsões para 2021 partem de um cenário de curto prazo em que a economia tende a perder ritmo em virtude do recrudescimento da crise sanitária da covid-19 e do consequente endurecimento das medidas de isolamento social por parte dos governos estaduais e municipais. São levadas também em conta as incertezas quanto à capacidade de se promoverem os ajustes nas contas públicas necessários para uma trajetória fiscal equilibrada e seu impacto sobre a confiança de investidores e consumidores. Outro fator de risco para a dinâmica da economia diz respeito à aceleração inflacionária, refletindo a alta nos preços administrados acima do esperado no início de 2021 e nos dos alimentos e bens industriais, que seguem pressionados tanto pela trajetória altista do preço das commodities nos mercados internacionais quanto pela escassez de matérias-primas em alguns setores", diz o documento. O instituto detalhou ainda a evolução do PIB por segmentos da economia, pelo lado da oferta e da demanda, para esse ano e o próximo. De acordo com os pesquisadores do Ipea, pelo lado da oferta, o PIB da agropecuária deve subir 2,2% em 2021 e 2% no ano seguinte. O PIB da indústria deve registrar altas de 3,7% e de 2,5%, respectivamente, e o PIB de Serviços deve ter altas de 2,8% e de 3%, na ordem. Já pelo lado da demanda, o consumo das famílias deve avançar 2,7% tanto em 2021 quanto em 2022. O consumo do governo, por sua vez, deve ter alta de 2% neste calendário e no seguinte. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, uma medida de investimentos) deve mostrar altas de 5,8% e de 4,6%, em 2021 e em 2022. Na participação brasileira no mercado internacional, por sua vez, as exportações devem subir 3,6% em 2021 e avançar 4,8% em 2022. Já as importações devem aumentar 5,2% esse ano, com elevação de 5,3% no calendário seguinte. Também foi alterada a previsão para inflação em 2021: a taxa de variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,6% e não mais 3,7% como previam os técnicos do Ipea. "À exceção dos serviços livres, exceto educação, cuja expectativa inflacionária manteve-se em 3,6%, todos os segmentos foram revistos para cima", informam os pesquisadores na Carta de Conjutnura do Ipea para o primeiro trimestre, publicada na tarde desta terça-feira. Em 2022, o Ipea projeta desaceleração da alta do IPCA para 3,4%. A variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - que abrange as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos - esse ano será de 4,3%, segundo o Ipea. Antes, a variação prevista para o INPC era de 3%. "Essa projeção considera as surpresas inflacionárias adversas do início do ano, especialmente em relação aos preços administrados, bem como o recente período de seca verificado nas principais regiões produtoras de carne e leite, a trajetória observada e esperada para a taxa de câmbio e a continuada aceleração dos preços das matérias-primas no mercado internacional", dizem os pesquisadores no documento. O Ipea projeta que a inflação em 12 meses chegue a 8%, possível teto, em junho. Logo em seguida, porém, observa que, "no contexto de uma política monetária mais apertada e sob a hipótese de que as atuais incertezas fiscais sejam controladas", é esperado que a inflação volte a cair ao longo de 2021 e permaneça controlada em 2022. No caso específico dos alimentos, mesmo diante de uma projeção de aumento de 2,3% para a produção vegetal e de 1,9% para produção animal, a previsão de inflação do Ipea passou de de 4,4% para 5%. Essa revisão foi influenciada pela trajetória esperada para a taxa de câmbio e, também, pelas estimativas de aumento de preços de carne e leite, dado o recente período de seca nas principais regiões produtoras brasileiras. Segundo o Ipea, os demais bens livres também devem sofrer uma pressão altista maior por conta do câmbio, além da continuada aceleração dos preços das matérias-primas no mercado internacional, de modo que a estimativa de inflação deste segmento passou de 3,0% para 3,8%. "Em relação aos preços administrados, o aumento da previsão de 4,4% para 6,4% é decorrente de uma revisão de praticamente todos os segmentos que compõem esse conjunto de preços", continua o Ipea. Os pesqusiadores ressaltam que, mesmo diante do segundo anúncio feito pela Petrobras de redução do preço da gasolina, em março, essa queda não será suficiente para compensar os reajustes autorizados anteriormente, e acrescentam que a as projeções futuras para o preço do barril do petróleo, "em patamar elevado, próximo a US$ 65" podem se tornar "foco de pressão adicional" em 2021. A gasolina tem peso grande na cesta de consumo das famílias. 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