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22/02/2021 - Após interferência, Petrobras perde quase 20%, Ibovespa cai forte e dólar sobe

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A troca de comando na Petrobras por iniciativa do presidente Jair Bolsonaro, bem como outras declarações suas sugerindo que haverá novas mudanças na estatal e possivelmente intervenções no setor elétrico, deterioraram o sentimento de investidores em relação a ativos brasileiros. A crise leva as ações da Petrobras a perder cerca de 20%, se estende para todo o mercado financeiro e derruba também outras estatais e o Ibovespa. O dólar abriu acima de R$ 5,50 e só moderou o avanço após atuação do Banco Central (BC) no mercado. E os juros futuros reagem ao aumento do risco e também sobem. Os investidores continuam a digerir a decisão de Bolsonaro de indicar, na sexta-feira, o general Joaquim da Luna e Silva para a presidência da estatal, no lugar de Roberto Castello Branco. Na manhã de hoje, Bolsonaro voltou à carga, criticando Castello Branco por trabalhar remotamente na pandemia e dizendo que ele ganha R$ 50 mil por semana. Segundo Bolsonaro, a atual política de preços da companhia atende a certos grupos e a Lei de Responsabilidade Fiscal prevê que, em estado de calamidade pública, a companhia ?deve olhar para outros objetivos?. A canetada do presidente sobre a estatal tem implicações mais amplas, nota a Capital Economics. "A decisão de Bolsonaro aponta para uma maior intervenção do governo na economia e pode ser um prelúdio de maior afrouxamento fiscal também. Isto sugere que os mercados financeiros locais devem se manter sob pressão e eleva as chances de uma alta da Selic já na próxima reunião do Copom, em março", diz a consultoria em relatório. Bolsa Às 16h10, o principal índice da Bolsa tinha queda de 4,34%, aos 113.293 pontos, com giro intenso de R$ 42,5 bilhões e projeção de chegar a R$ 64,716 bilhões no fim do dia. As ações da Petrobras lideram o movimento - tanto de queda da bolsa quanto de volume de negociação. Há pouco, Petrobras ON tinha perda de 19,78% enquanto Petrobras PN recuava 19,83% - o giro na preferencial chegava ao valor significativo de R$ 8,6 bilhões. O movimento reflete ainda uma série de rebaixamentos de recomendação por parte de bancos e corretoras. É a maior desvalorização dos papéis para um dia só de negociação desde março de 2020 quando o mercado sofria os piores momentos da crise deflagra pela pandemia da covid-19. O tombo das ações em dois dias - até a mínima do de hoje - é de 27% e 21%, respectivamente. Com isso, em apenas dois pregões, a Petrobras já perdeu R$ 100 bilhões em valor de mercado, de acordo com dados registrados no Valor PRO durante a manhã. A companhia saiu de um patamar de R$ 383 bilhões no fechamento de quinta-feira, logo antes do estouro da crise, e agora está sendo negociada a R$ 282 bilhões - um tombo de 25% em seu valor de mercado. De acordo com profissionais de mercado, a crise na Petrobras se soma hoje ao vencimento de opções sobre ações e um ambiente externo mais negativo, culminando na forte queda das ações. Ações de outras estatais também são castigadas nesta manhã, sob efeito da ameaça de mais medidas intervencionistas por parte do presidente Bolsonaro. É o caso de Banco do Brasil, que perdia 11,2%, e de Eletrobras , cuja ações ON perdiam 3,98% e PNB tinham queda de 3,07%. Segundo relato de gestores ouvidos pelo Valor, há um claro movimento de zeragem de posição por parte do fundos, tanto nos papéis de Petrobras quando nos de outras estatais, como Banco do Brasil. ?Vamos ajustar posições. A incerteza sobre a tese de investimentos tanto em Petrobras quando em Banco do Brasil aumentou demais, e não faz mais sentido manter as mesmas posições?, diz o profissional, sob condição de anonimato. Outras ações de peso do índice também tem queda firme. Vale ON recuava 1,10%; Bradesco ON declinava 5,19% e a PN cedia 5,87%; Itaú Unibanco PN diminuía 6,87%. Por outro lado, entre as poucas altas do dia, Lojas Americanas PN subia 18,76% e B2W ON avançava 3,43% após aprovarem um estudo sobre a potencial combinação de seus negócios. Câmbio Após o susto inicial no início do dia, quando chegou a tocar R$ 5,53 na esteira do noticiário sobre Petrobras, o mercado de câmbio vê a pressão se reduzir à medida em que investidores continuam a digerir o novo quadro brasileiro. Com isso, o real passou a operar mais em linha com os demais pares emergentes, que também se desvalorizam nesta segunda-feira. Às 16h15, a moeda americana subia 0,85%, a R$ 5,4334. No mesmo horário, a divisa ganhava mais de 1% contra o peso mexicano, quase 1% frente à lira turca e cerca de 0,30% na comparação com o rublo russo. ?Não houve uma melhora significativa dos fundamentos, o que houve é um rebalanceamento normal de carteira após o estresse do mercado pela mnhã?, diz Cassio Xavier, gestor de renda fixa da Sicredi Asset. O profissional nota ainda que, apesar das notícias negativas relaciondas à ingerência do governo sobre a Petrobras, a casa ainda não revisou seu cenário para os ativos domésticos. ?O risco cresceu, as probabilidades pioraram, mas em termos de cenário, ainda não houve mudança significativa?, diz. ?A mudança de postura do governo ainda é de não ter ruptura fiscal, mas nitidamente mostra os limites do que pode ter de surpresa positiva?, diz Xavier, lembrando que esta semana tem a votação da PEC Emergencial, que deve ajudar a trazer mais visibilidade para o quadro fiscal doméstico. Sobre a Petrobras, continua, é preciso monitorar os próximos passos do presidente. ?O mercado está de olho nos desdobramento da intervenção e de quanto Bolsonaro é capaz de dobrar a aposta ou não. Hoje, ele fez comentários mostrando não ter sensibilidade à dinâmica dos preços.? SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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