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19/02/2021 - Petrobras perde 8% e protagoniza baixa no Ibovespa

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Ações da estatal desabaram após Bolsonaro criticar o reajuste do diesel e prometer mudanças na companhia Pressionado pelo forte tombo das ações da Petrobras, o Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, após o presidente Jair Bolsonaro criticar a decisão da estatal em reajustar preços de combustíveis e prometer mudanças na companhia. O principal índice da bolsa brasileira encerrou queda de 0,64%, aos 118.431 pontos, com giro financeiro de R$ 27,423 bilhões. Boa parte desse volume de negócios veio dos papéis da Petrobras. A ação ordinária caiu 7,92%, aos R$ 27,10, com giro de R$ 1,835 bilhões, enquanto a preferencial perdeu 6,63%, aos R$ 27,33, com volume financeiro de R$ 5,979 bilhões - o maior dentre todas as ações do mercado à vista. A forte queda das ações e o intenso volume de negócios remetem a crises recentes vividas pela companhia. A baixa de mais de 6% da ação preferencial, por exemplo, foi a mais intensa desde março de 2020 quando a bolsa enfrentava os piores momentos da crise deflagrada pela pandemia. Já o giro financeiro ficou praticamente igual ao de 12 de abril de 2019 (R$ 5,933 bilhões), quando a Petrobras também se viu envolvida em uma confusão com o presidente Jair Bolsonaro devido a reajuste nos preços do diesel. Naquela época, a companhia desistiu do aumento de 5,74% no preço do diesel nas refinarias. O recuo na decisão da companhia ocorreu após Bolsonaro mostrar incomodo com reajuste de preços. Desta vez, a tensão também vem após críticas do presidente à decisão da empresa em aplicar novo reajuste de preços. Ontem, Bolsonaro endureceu o tom contra a atuação da Petrobras. Após dizer que "não pode" e "nem iria interferir" na Petrobras, Bolsonaro afirmou que "alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias, tem que mudar alguma coisa, vai acontecer". Mencionou também que o presidente da Petrobras teria dito que "não tem a ver com caminhoneiro" e que "isso vai ter uma consequência, obviamente". Os comentários agravaram preocupações no mercado em relação à companhia. "Apesar de não ser possível avaliar impactos sobre a Petrobras das declarações do presidente da República, acreditamos que o mercado deverá reagir de maneira negativa tendo em vista a maior percepção de riscos para a autonomia da estatal e de sua política de preços de combustíveis", dizem os analistas da XP Investimentos em nota. Para eles, isso reforça a visão da casa de maior cautela com a Petrobras. "Temos recomendação neutra nas ações da Petrobras, com preços-alvo de 12 meses de R$32 para PETR4 e PETR3". Já os analistas do Credit Suisse dizem que, apesar de uma visão construtiva da empresa, a possibilidade de mudanças na Petrobras é negativa. Embora o presidente tenha reiterado a independência da Petrobras na precificação dos combustíveis, ele expressou críticas sobre o aumento de preços feito ontem. Portanto, os profissionais acreditam que o mercado possa precificar um risco maior de interferência. Pixabay SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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