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19/02/2021 - ?Não podemos ficar reféns? de distribuição de vacinas, diz governador do Espírito Santo

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Casagrande defendeu compra direta de vacinas por governos estaduais e prefeituras A compra direta de vacinas contra a covid-19 por governos estaduais e prefeituras, inclusive pela iniciativa privada, também é defendida pelo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). A aquisição descentralizada das doses do imunizante ganhou a adesão de prefeitos e governadores que buscam alternativas para suprir, com menos sobressaltos, a demanda da população por vacinas. Para Casagrande, o cronograma de distribuição de doses, apresentado esta semana pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, foi um ?passo importante? para que os Estados possam cobrar a entrega das vacinas nas datas programadas. Até julho, 231 milhões de doses das vacinas deverão ser distribuídas, conforme divulgou esta semana o Ministério da Saúde. ?Por um lado, foi bom [ter a previsão de entrega], mas não podemos ficar reféns desse cronograma. Precisamos ter condições de buscar alternativas para além desses contratos que o governo já tem, seja através de novos contratos do próprio governo federal ou da participação dos Estado?, disse Casagrande, em entrevista ao Valor. O governador informou que o Espírito Santo está disposto a aportar recursos do próprio orçamento para a compra das novas doses, mesmo que os imunizantes sejam distribuídos em ação coordenada pelo Ministério da Saúde. ?Alternativas não só são bem vindas como nós, do Espírito Santo, estamos topando até colocar parte do dinheiro para financiar um número maior de vacinas?, reforçou. Renato Casagrande Ruy Baron/Valor Para ele, as consequências da pandemia, especialmente sobre a saúde da população, não permitem que qualquer ajuda seja desprezada. ?O Brasil deveria fazer um grande mutirão, de recursos públicos e privados, para a gente poder comprar todas as vacinas que estiverem à disposição", defendeu. Casagrande concorda, por outro lado, que as novas soluções de compra do imunizante devem respeitar as definições do Plano Nacional de Imunizações, estruturado para o Sistema Único de Saúde (SUS). Essa também foi a condição imposta pelo ministro da Saúde para aceitar discutir outros meios descentralizados de aquisição das vacinas. A posição de Pazuello foi manifestada na reunião virtual desta semana com os governadores, na última quarta-feira, que contou com a participação do governador do Espírito Santo. Nesta sexta-feira, em encontro por videoconferência com prefeitos, o ministro disse que o governo federal compraria todas as vacinas que vierem a ser oferecidas aos municípios ou aos Estados, conforme relatou o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette, após reunião. Concentrando as compras no âmbito federal, o Ministério da Saúde acredita que ainda poderá assumir o protagonismo na estratégia de imunização de toda a população no menor prazo possível. Sem a previsão do ministério de distribuir novas doses, alguns municípios chegaram a suspender o plano de vacinação ao longo desta semana, o que gerou desgaste para a pasta. Casagrande contou que, para os governadores, Pazuello falou que o ministério está empenhado para ?comprar todas as vacinas? que forem colocadas à venda pelos laboratórios. Diante da posição do ministro, o governador do Espírito Santo afirmou que os governos locais precisam ?verificar se existem vacinas, para além dessas que o ministério tem comprado?, para que o esforço de compra direta das doses não se sobreponha ao do governo federal. O Ministério da Saúde prevê a distribuição das vacinas AstraZeneca, da Fiocruz e Oxford, Coronavac, do Instituto Butantan e do Sinovac, Covax Facility, do consórcio de países criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Sputnik V, da União Química e do Gamaleya, e Covaxin, da Precisa e da Bharat Biotech. Estas duas últimas vacinas ainda terão a compra formalizada com os laboratórios. As datas de entrega dos lotes das vacinas foram recebidas com desconfiança ao serem anunciadas nesta semana. Além da demora em assinar os contratos com os laboratórios, há ainda a incerteza quanto à importação dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs), essenciais para a produção das doses no Brasil. Casagrande considera que o governo federal falhou em esperar tanto tempo para buscar parcerias com os laboratórios, principalmente pelo processo de compra antecipada. Agora, ele se diz disposto a até ?esquecer os erros do passado? na tentativa de impulsionar o ritmo de vacinação. Nesse sentido, o governador afirma que os Estados têm conversado com representantes do setor empresarial interessados em fazer aquisição de doses adicionais. ?Os empresários que têm condições de ajudar estão muito sensíveis à causa. Eles sabem que com a vacina, além de salvar vidas, nós vamos retomar a economia mais rapidamente?, afirmou. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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