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19/02/2021 - Incerteza política derruba ações da Petrobras e pressiona Ibovespa

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Índice da bolsa recuperou terreno perdido durante a manhã, mas não consegue aproveitar melhor a influência favorável do mercado externo por conta da forte queda das ações da estatal As críticas do presidente Jair Bolsonaro ao reajuste de preços da Petrobras e a promessa de que mudanças estão por vir na estatal agravaram as preocupações no mercado sobre o risco de interferência política na companhia. Como resultado, as ações da Petrobras chegam a cair mais de 6% e pressionam o Ibovespa em meio à vastidão de incertezas, que incluem até a possibilidade de substituição do CEO da estatal, Roberto Castello Branco. Por volta das 13h45, o Ibovespa tinha queda de 0,08%, aos 119.109 pontos, depois de recuar até 117.867 pontos mais cedo. O giro financeiro é de R$ 13,8 bilhões, com projeção de chegar a R$ 30,78 bilhões no fim do dia. Apesar de o índice se beneficiar do ambiente mais favorável ao risco no exterior, o principal movimento do dia é bastante local com queda forte das ações da Petrobras. Há pouco, as ações ordinárias recuavam7,20% e as preferenciais caíam 5,77%. A queda dos papéis ocorre mesmo com a redução das perdas observadas no preço do petróleo nesta manhã, quando a commodity chegou a cair 2%. Profissionais de mercado dizem que não é possível cravar exatamente quem está vendendo mais as ações, se são os estrangeiros ou os locais. No entanto, a queda mais forte das ações ordinárias - preferidas pelos não residentes - indica que os estrangeiros estão atuando bastante na ponta vendedora. Além disso, o preço da ordinária está mais baixo que o da preferencial, o que deve ser visto como um termômetro do estresse do mercado, dizem os analistas. A pressão se estende para outras ações ligadas ao Estado. É o caso do Banco do Brasil ON, que cai 0,90%, sendo a única baixa do setor bancário entre os nomes mais tradicionais listados na bolsa. Ontem, depois de a empresa aplicar novo reajuste de preços e reduzir a defasagem do diesel para referências internacionais, Bolsonaro endureceu o tom contra a atuação da Petrobras. Após dizer que "não pode" e "nem iria interferir" na Petrobras, Bolsonaro afirmou que "alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias, tem que mudar alguma coisa, vai acontecer". Mencionou também que o presidente da Petrobras teria dito que "não tem a ver com caminhoneiro" e que "isso vai ter uma consequência, obviamente". Os comentários agravaram preocupações no mercado em relação à companhia. De acordo com o gestor de ações de um grande fundo, os comentários de Bolsonaro agravam as incertezas no mercado, inclusive de demissão do atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. "Bolsonaro mostra que realmente não entende como as coisas funcionam. Ainda precisamos entender o que significa 'mudanças na Petrobras'. Mas se ele demitir o Castello Branco, será extremamente negativo", disse o profissional ao Valor logo após a Live de Bolsonaro. "Esse tipo de declaração só causa tumulto" Outro profissional de mercado afirmou, também logo após a Live, que as falas acabam sendo até contraditórias e não deixam nenhum sinal claro sobre o que esperar. "Reduzir o imposto é bom para Petrobras e o Bolsonaro reafirmou não interferir, mas fez uma ameaça que não dá para saber. Pode ser que seja só algo para 'jogar para a torcida'" "Apesar de não ser possível avaliar impactos sobre a Petrobras das declarações do presidente da República, acreditamos que o mercado deverá reagir de maneira negativa tendo em vista a maior percepção de riscos para a autonomia da estatal e de sua política de preços de combustíveis", dizem os analistas da XP Investimentos em nota. Para eles, isso reforça a visão da casa de maior cautela com a Petrobras. "Temos recomendação neutra nas ações da Petrobras, com preços-alvo de 12 meses de R$32 para PETR4 e PETR3". Já os analistas do Credit Suisse dizem que, apesar de uma visão construtiva da empresa, a possibilidade de mudanças na Petrobras é negativa. Embora o presidente tenha reiterado a independência da Petrobras na precificação dos combustíveis, ele expressou críticas sobre o aumento de preços feito ontem. Portanto, os profissionais acreditam que o mercado possa precificar um risco maior de interferência. "A ambiguidade das falas do presidente levanta dúvidas sobre a possibilidade de maior ingerência política dentro da companhia, inclusive com o surgimento de rumores de uma possível demissão do atual CEO. Esse nível de incerteza atrapalha demasiadamente uma precificação justa das ações da Petrobras", dizem os analistas da consultoria Levante. Para eles, os impactos de uma possível intervenção na Petrobras podem ir além de simplesmente gerar prejuízos financeiros. "Pode afugentar o capital estrangeiro para investimentos, o que já vem ocorrendo no país de alguma forma", alertam. Eles afirmam que a fuga pode se espalhar não somente nos ativos em processo de venda pela companhia (refinarias principalmente), mas também em ativos nos setores de infraestrutura, energia elétrica e em todos os setores que há alguma regulamentação estatal mais firme, com consequências sobretudo no médio e longo prazo. Pixabay SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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