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19/02/2021 - Crise da Petrobras não se encerra com decisão de Bolsonaro, diz Kawall

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Para ex-secretário do Tesouro troca de Castello Branco é "desastrosa" A decisão do presidente Jair Bolsonaro de trocar o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco pelo general Joaquim Luna e Silva é "desastrosa" e desfaz anos de esforços para recuperar a credibilidade não só empresa, mas também do governo e da economia brasileira, avalia o diretor do ASA Investiments, Carlos Kawall. Em sua opinião, a crise aberta na estatal com a interferência do presidente também não se esgota com o ato, uma vez que o nome de Luna e Silva e eventuais alterações na política de preços precisam ser debatidos dentro do conselho de administração. "A governança corporativa dentro da Petrobras agora é outra. Não é mais como nos governos do PT, onde o conselho era capacho das decisões do Executivo. Desta vez, o conselho deve lutar contra, pode tentar derrubar ou então renunciar a seus cargos. A crise não se encerra na decisão de hoje e a situação pode até piorar", diz Kawall, que foi secretário do Tesouro entre abril e dezembro de 2006. O mesmo pode se dizer sobre eventuais mudanças na política de preços da estatal, o motivo da irritação de Bolsonaro com Castello Branco. "É prematuro dizer, mas hoje existe percepção de que hoje o conselho é mais forte, os investidores são mais fortes, os minoritários têm representantes não alinhados com o governo. É mais difícil fazer uma alteração radical na política como já ocorreu no passado", diz. "Agora, é claro que é subjacente a essa decisão desconforto com política de preços, se não ocorreria uma mudança tão traumática." Para o economista, a decisão é um trauma muito grande de governança para empresa, que vinha trilhando por um novo caminho, saindo de situação financeira difícil. "Ela é uma decisão errada na hora errada, criando turbulência onde não tinha e lançando cada vez mais dúvidas sobre capacidade de conseguir restaurar condições de credibilidade do ponto de vista da condução da política econômica." Kawall observa que o dano não está no nome escolhido para substituir Castello Branco, mas sim no processo que culminou em sua demissão. "O ponto é que, da forma como foi feito, este processo não conseguiria chegar a um nome que resultasse em uma troca do tipo "seis por meia dúzia. Nenhum gestor ou executivo de renome aceitaria assumir o controle da empresa nessas circunstâncias.? Castello Branco, presidente da Petrobras Leo Pinheiro/Valor SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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