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18/03/2021 - Risco para negócios no Brasil pós-covid supera o de Chile, Peru e México

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Em uma escala em que 100 representa o maior risco, o país marca 51, com uma nota "C" O risco operacional para os negócios no Brasil em um horizonte pós-covid encontra-se em uma faixa intermediária, de acordo com o relatório "Risco Operacional na América Latina", da The Economist Intelligence Unit (EIU). Em uma escala em que 100 representa o maior risco, o país marca 51, com uma nota "C". O maior risco (86 e nota "E") está na Venezuela, seguida por um grupo de países nota "D": Nicarágua (65), Haiti e Bolívia (ambos com 63). O único território com nota "A" é Aruba (19), uma ilha com dependência holandesa, mas governo autônomo. Em seguida vem o Chile (25), já no grupo de nota "B", onde também encontram-se sul-americanos como Peru (37) e Uruguai (39). O Brasil tem risco operacional superior também a pares do grupo "C" como Colômbia (42), México (44) e Paraguai (47), mas está melhor do que Equador (54) e Argentina (57). O relatório da EIU destaca pontos de atenção para os negócios em países da região em três áreas principais: riscos políticos, econômicos e de políticas regulatórias, tributárias, trabalhistas, entre outras. ?Muita atenção está voltada para os impactos imediatos da pandemia, mas estamos olhando para as grandes mudanças que podem ocorrer após a covid-19. Em um ambiente onde as propostas de políticas populistas para os problemas da América Latina estão começando a prosperar, vemos grandes riscos para as estruturas jurídicas e regulatórias, para a política tributária e para o mercado de trabalho", comenta Fiona Mackie, autora do relatório e diretora regional para a América Latina e o Caribe da EIU. O risco político é alto, segundo o relatório, porque ?eleitores reclamam contra os incumbentes e clamam por mudanças nas políticas, dando espaço para que as propostas populistas prosperem", afirma a equipe, citando aumento nos riscos de agitação social. Demandas por mudanças nas políticas econômicas devem ficar mais claras na pressão por mais gastos públicos, conforme a população ainda enfrenta os efeitos do coronavírus sobre a renda e o emprego, diz a EIU. Entre os riscos econômicos para o Brasil, a EIU destaca o setor externo. O Brasil não tem problema de balanço de pagamentos, mas o relatório considera que a "gestão negligente da floresta amazônica" pode levar a sanções por parte da União Europeia e dos Estados Unidos. Esse risco, segundo a EIU, tem alta probabilidade, mas seus impactos seriam moderados. Em termos políticos, a EIU avalia que a segurança é o ponto mais frágil no Brasil, acima de riscos de estabilidade e eficácia política. O risco em segurança é visto como moderado, mas seu impacto seria alto, considerando um cenário em que a queda nos roubos de cargas, por exemplo, se reverta. Falando sobre a América Latina como um todo, o relatório diz que os desafios à segurança tendem a se agravar após a recessão, além de a pandemia trazer novas oportunidades para os crimes organizado e cibernético. Já o risco de efetividade do governo no Brasil, que também é moderado, diz respeito ao governo de Jair Bolsonaro enfraquecer instituições democráticas, o que teria um impacto alto, segundo a EIU. Marcelo Camargo / Agência Brasil As demandas por um papel maior do Estado no pós-pandemia e um possível retorno de governos populistas sugerem também riscos para políticas como na área legal/regulatória, tributária, trabalhista e de infraestrutura. No Brasil, o risco na área tributária é "muito alto", envolvendo a não aprovação da simplificação nos impostos ou as reformas orçamentárias, aponta a EIU, considerando que isso teria um impacto alto no país. Já em infraestrutura, o risco de que concessões/privatizações enfrentam longos atrasos ou sejam abandonadas também é "muito alto", mas seu impacto seria moderado, de acordo com o relatório. O documento lembra que governos da América Latina em geral lançaram mão de uma combinação de redução de impostos, transferências de renda e garantias de empréstimos para proteger empresas e famílias na pandemia, mas o problema "é a falta de espaço para continuar a reforçar medidas de apoio fiscal sem criar preocupações sobre crédito que possam se transformar em instabilidades macroeconômicas". A alta carga de estímulo fiscal apresenta riscos de aumento da volatilidade nas taxas de câmbio dos países e de um retorno da inflação, o que complicaria o ambiente de política monetária e aumentaria o risco financeiro, diz a EIU. "Nossas previsões para a América Latina neste ano e no próximo são cautelosamente otimistas. Mas, olhando além das questões imediatas de implantação de vacinas e apoio fiscal, vemos grandes riscos de as políticas favoráveis aos negócios serem revertidas e agendas de reforma favoráveis aos negócios desandarem?, afirma Mackie. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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