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18/03/2021 - Hospitais do RS deixam de abrir leitos por falta de sedativos, que sobem até 900%

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Um dos Estados onde o número de casos de covid-19 mais cresce no país tem centenas de pessoas à espera de um leito em unidade de terapia intensiva Hospitais filantrópicos do Rio Grande do Sul estão deixando de abrir leitos de UTI por causa da falta de sedativos usados na intubação de pacientes. E há o temor de faltar medicamento para quem já está respirando por aparelhos. Um dos Estados onde o número de casos de covid-19 mais cresce no país tem centenas de pessoas à espera de um leito em unidade de terapia intensiva. O forte aumento dos preços dos medicamentos também preocupa. "Se não conseguirmos reposição dos estoques de medicamentos podemos ver leitos de UTI sendo fechados. Hoje, a escassez já nos impede de abrir novos leitos e o que nos assombra é a possibilidade de não ter insumos para os leitos já ocupados", afirma José Clóvis Soares, diretor da Federação das Santas Casas, Hospitais Beneficentes, Religiosos e Filantrópicos do Rio Grande do Sul, que representa 70% da oferta de leitos no Estado. Soares, que também é diretor de operações da rede Divina Providência, com cinco hospitais, diz que em duas unidades da rede o número de leitos de UTI destinados a pacientes com covid-19 poderia passar de 98 para 136, mas não há garantia de suprimento dos remédios necessários. "Não conseguimos repor os estoques juntos aos fornecedores, que não estão cumprindo o cronograma de entrega", diz. O problema foi levado ao governo do Estado, mas segue sem solução. A demanda por certos medicamentos necessários para a intubação quadruplicou, diz Soares. Em um dos hospitais, o Independência, o consumo do medicamento rocurônio aumentou de 3 mil para 12 mil ampolas por mês. Os preços deste e de outros insumos também subiram significativamente. Hospitais do país inteiro enfrentam o mesmo problema, afirma Francisco Balestrin, presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp). "Faltam medicamentos na indústria e nos distribuidores, não conseguimos repor nossos estoques". A pesquisa mais recente feita pela entidade, na semana passada, mostrou que 40% dos hospitais ligados à entidade relataram problemas de reposição; 30% tinham estoque para uma semana. Em situações normais, em média, os hospitais têm estoque para um mês e compras garantidas para mais 30 dias. Aumento de preços O levantamento também mostrou que 80% relataram aumento de preços dos medicamentos. "Essas drogas, mesmo quando feitas pela indústria nacional, precisam de IFA importado e o mundo inteiro está competindo para ter esses produtos", observa Balestrin. O Insumo Farmacológico Ativo (IFA) é o mesmo produto usado na produção de vacinas contra a covid-19, em sua maior parte importado da China e da Índia. Entre os medicamentos usados na UTI, o campeão de aumento de preços é o rocurônio, com 900% em março sobre março do ano passado, informa Balestrin. Midazolam (+400%), atracúrio (+200%) e propofol (+140%) também ficaram muito mais caros. Angelo Esslinger/Pixabay SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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