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18/02/2021 - ?Se não colocarmos freio agora, Câmara virará uma Babel?, diz integrante da Mesa Diretora

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Em caráter reservado, deputado defendeu a manutenção da prisão de Daniel Silveira Um dos integrantes da Mesa Diretora da Câmara disse ao Valor, em caráter reservado, que a maioria do plenário deve votar pela manutenção da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), sobretudo pela necessidade de uma resposta pedagógica à escalada do discurso extremista na política. Mesa da Câmara defende cassação de Daniel Silveira O temor desse parlamentar, compartilhado por políticos experientes, é de que, se a Câmara não colocar um freio agora, o radicalismo representado por Silveira ganhará espaço no Congresso, com vistas às eleições do ano que vem. O deputado só não vê esse desfecho se o Supremo Tribunal Federal (STF) relaxar a prisão na audiência de custódia programada para 14h30. Esse relaxamento, entretanto, é considerado improvável por ministros da Corte, conforme informou mais cedo o Valor Pro. Cleia Viana/Câmara dos Deputados ?Ele é um reincidente contumaz?, disse o integrante da Mesa, relembrando a atuação de Silveira nos protestos ocorridos no ano passado, em que seguidores do presidente Jair Bolsonaro defendiam o fechamento do Congresso e do STF em uma nova versão do Ato Institucional nº 5 (AI), que endureceu a Ditadura Militar em 1968. Outros deputados extremistas como Silveira também fizeram coro aos protestos contra as instituições e de ameaça à democracia do ano passado. No entanto, esse parlamentar da Mesa Diretora pondera que chegou a hora de impor um limite a esses excessos, e Silveira acabou virando ?isca? ao reincidir, sozinho, nas ofensas contra o STF: ?Caititu fora do bando vira isca?. ?Um deputado no exercício do mandato tem todo o direito de defender as ideias em que acredita, mas, em uma sociedade, há limite para tudo?, observa o parlamentar. ?Um dos limites é o direito coletivo do poder. Nenhum deputado tem o direito de expor a Câmara, de expor os companheiros como ele fez. Ele agrediu de forma covarde os ministros do STF, e violou a Constituição que prevê a relação harmônica entre os poderes?, acrescentou. ?Se não colocarmos um freio agora, a partir de janeiro do ano que vem, a Câmara vai virar uma Torre de Babel, porque não haverá medida. Temos que ter a clareza de que não podemos brincar nessa questão?, ressaltou. O deputado reconhece que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tentou construir um entendimento com o STF ? para que Silveira fosse liberado, mediante o compromisso de um célere julgamento no Conselho de Ética ? porque está desempenhando o seu papel institucional de dialogar com os outros poderes e buscar a conciliação. Sem o relaxamento da prisão, esse integrante da Mesa afirma que o caminho mais provável ? e pedagógico ? será a confirmação pela Câmara da decisão unânime dos ministros da Corte. Adiante, o desfecho caminha para a cassação do mandato de Silveira no Conselho de Ética da Câmara. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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