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12/02/2021 - IGP-10 de fevereiro sinaliza aceleração da inflação no 1º trimestre, aponta FGV

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Fatores que impulsionaram o IGP-10 do mês devem continuar a pressionar o cenário de preços, conforme a entidade Pressionado por commodities e combustíveis mais caros no atacado, o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) acelerou de 1,33% para 2,97% entre janeiro e fevereiro de 2021, maior taxa desde novembro de 2020 (3,51%). Para André Braz, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), os fatores que impulsionaram o IGP-10 do mês devem continuar a pressionar o cenário de preços, pelo menos até o fim de primeiro trimestre desse ano - e, com isso, impulsionar a inflação dos Índices Gerais de Preços (IGPs), no período. Braz detalhou que, de janeiro a fevereiro, a inflação atacadista apurada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo -10 (IPA-10) acelerou de 1,60% para 3,90%. Assim como ocorreu na primeira prévia do IGP-M de fevereiro, as cinco principais influências de alta no IPA-10, que representa 60% do IGP-10, são commodities e combustíveis. É o caso das altas em minério de ferro (7,96%); soja em grão (9,42%); bovinos (10,07%); milho em grão ( 9,36%) e gasolina automotiva (12,68%). O especialista comentou que, em meio à pandemia, com começo de vacinação no exterior, mais cedo do que no Brasil, a economia mundial ensaia reaquecimento. Isso na prática eleva procura por commodities no cenário internacional, principalmente pela China, o que deixa demanda maior do que oferta, elevando preços. Ao mesmo tempo, a cotação do petróleo em alta no exterior favorece reajustes em derivados, como os combustíveis no mercado doméstico brasileiro nas refinarias, pela Petrobras, notou ele. Para os próximos IGPs de fevereiro, essas influências vão perdurar, notou ele. Ao mesmo tempo, as commodities não dão mostras de arrefecimento de alta de preços no curto prazo, tendo em vista que o processo de aquecimento da economia global é contínuo, na medida em que mais pessoas são vacinadas, notou ele. Ou seja, na prática, o especialista comenta que, nos primeiros meses do ano, o cenário de commodities mais caras no atacado deve continuar e, assim, permanecer como influência a pressionar para cima o IPA, dentro dos IGPs. Outro aspecto mencionado pelo especialista é a provável aceleração de preços no varejo nos próximos IGPs. Isso porque as commodities agropecuárias em alta no atacado devem ter elevações de preço, em parte, repassadas para seus respectivos derivados no setor de alimentos no varejo, lembrou ele. No IGP-10, a inflação do varejo ainda segue comportada. O Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) desacelerou de 0,59% para 0,35% entre janeiro e fevereiro. No mesmo período, a inflação no grupo Alimentação passou de 1,42% para 0,71%. "Mas não vão ficar desacelerando por muito mais tempo [IPC e alimentos]", acrescentou Braz. Para o técnico, o IGP-10 em alta em fevereiro "deu o tom" do comportamento dos indicadores inflacionários no começo do ano. "O IGP-10 de fevereiro deve influenciar para cima as expectativas inflacionárias de todo o primeiro trimestre", resumiu ele. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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