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12/02/2021 - Aumento da longevidade exige conduta preventiva

SyndContentImpl.value= O colunista Renato Bernhoeft analisa impacto no planejamento familiar do crescimento da população idosa e de aposentados Estudos mais recentes, incluindo no Brasil, sobre os impactos provocados pelo aumento da longevidade mostram que sua extensão e efeitos atingem as mais diferentes áreas da vida humana. E seu escopo vem se ampliando a cada dia. Qualidade de vida, projetos pessoais e profissionais, novas carreiras, finanças, saúde, lazer, cuidados com o corpo e mente, estrutura familiar, arquitetura, instalações físicas, lazer, centros de acolhimento e turismo estão entre as várias áreas a serem consideradas para atender todas as necessidades de serviços e produtos deste novo segmento, formado pela população dos maiores de 60 anos. Até mesmo as políticas sociais e previdenciárias dos países começam a ser revistas em função do aumento populacional de idosos e aposentados. O Brasil já começou, embora com atraso, um complexo debate sobre as urgentes e necessárias mudanças no sistema previdenciário. Tomando como base a experiência das reformas que vem acontecendo nos países desenvolvidos, o que já podemos concluir é que o aumento da longevidade exige que todos os indivíduos em idade ativa planejem e busquem alternativas para criar reservas financeiras sem depender, exclusivamente, do sistema previdenciário oficial. Isto exige desenvolver um processo, permanente, de educação financeira. Um estudo que relaciona os efeitos da longevidade sobre os juros, feito pelos economistas Andrea Ferrero, da Universidade de Oxford, no Reino Unido; Fernanda Nochio, do Federal Reserve, o banco central americano, e Carlos Viana Carvalho, da PUC do Rio de Janeiro concluiu de que ?o dinheiro que deixa de ser consumido no presente para ser gasto no futuro reduz a pressão inflacionária?. Segundo os economistas, que pesquisaram 17 países desenvolvidos, o aumento da expectativa de vida pode ter motivado a queda de 1,5 ponto percentual na taxa de juros entre os anos de 1991 e 2014. Entre os países que os autores destacaram estão Canadá, Suécia, Alemanha e Holanda. Em todos, a idade média aumentou, no período de 25 anos, de 76/78 anos para 81/83 anos de vida. Mas o que foi possível constatar é que também a taxa de poupança e instrumentos de reserva financeira, individual, cresceu. Entre 1991 e 2014, a relação poupança x PIB, nos países mencionados acima aumentou na média entre 2 e 6%. O que representou uma queda no consumo desta mesma população. A queda dos juros, nos 17 países estudados, entre os anos de 1990 e 2013, foi de 6,3%, considerando que 24% desta redução se deve a mudanças de conduta e hábitos da população mais idosa. Esta análise, quando feita em relação ao Brasil, apresenta conclusões preocupantes. A idade média do brasileiro é calculada hoje em torno dos 75 anos de vida. É preocupante verificar que a taxa de poupança e reservas financeiras do brasileiro caiu. Entre os anos de 1991 e 2014, ela diminuiu de 19% para 16% na relação com o PIB. Ou seja, as pesquisas sinalizam um alerta: as pessoas, economicamente ativas ? algo entre 20 e 45 anos de idade ?devem começar a cuidar, com muita disciplina e determinação, de construir uma reserva financeira que garanta um padrão mínimo de qualidade de vida na aposentadoria. E isto deve ser feito sem descuidar, com a devida atenção, dos demais aspectos mencionados no início do artigo: saúde, projeto de vida, autoestima, estrutura familiar, entre outros. Quem sabe é chegado o momento de iniciar, com sua família, um debate e planejamento sobre as demandas deste futuro, possivelmente não muito distante. 2020: o ano de novas provocações Escola da vida não tem diploma nem férias SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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