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12/02/2021 - Ano começa fraco, diz Renner, confirmando projeções de retomada lenta

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Rede informou que uma recuperação na demanda só deve ficar mais clara no segundo trimestre e ganhar maior "tração" na segunda metade do ano Dados informados hoje pela Renner sinalizam um início de ano difícil no setor, com ritmo de demanda em linha com o fraco mês de dezembro em segmentos considerados não essenciais. Na semana passada, o Valor já havia antecipado dados de desempenho de varejo mostrando que janeiro e fevereiro estavam com retomada lenta nas vendas em diversos segmentos do comércio. A Renner informou que uma recuperação na demanda só deve ficar mais clara no segundo trimestre e ganhar maior "tração" na segunda metade do ano. ?2020 foi um ano difícil e 2021 começou desafiador, mas estamos otimistas com uma recuperação?, disse a analistas nesta tarde o CEO da Renner, Fabio Faccio. Como informado hoje pela Renner, a decisão de aumentar os investimentos em 2021, atingindo valor recorde de R$ 1,1 bilhão, e de elevar despesas operacionais em áreas como digital, vai adiar a recuperação de margens da companhia. Mas a varejista entende que precisa acelerar alguns projetos e reforçar quadro de pessoal para conseguir voltar a crescer de forma mais rápida após o fim da pandemia, mesmo que isso tenha um impacto em rentabilidade agora. Pela manhã, o comando já havia dito ao Valor Pro, serviço de informação em tempo real do Valor, que a atual margem bruta (que caiu em 2020 ante 2019) está num patamar que deve se manter em 2021. ?As margens operacionais poderiam crescer mais rápido, mas tem um investimento importante que precisa ser feito e para isso, teremos uma recuperação mais gradual da margem, mas que será mais potente quando ocorrer?, disse o CEO Fabio Faccio. A margem bruta no quarto trimestre foi de 53,8%, ante 58% no ano anterior, e a margem Ebitda, que mede lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (medida após descontar despesas) passou de 26,4% para 19,1% no mesmo período. Esse indicador sente o efeito da piora nas vendas e de pressões maiores em custos. Já os investimentos não afetam diretamente a margem, mas ao retomar projetos, a medida também acabam elevando as despesas operacionais como um todo. Segundo a diretora de relações com investidores, Paula Picinini, a margem bruta volta a patamares saudáveis em 2021, mas não para o nível de 2019, considerado um ano muito positivo. ?O aumento de capex é para elevar vendas e geração de caixa futuro. Já em temos de opex [despesas operacionais] estamos trabalhando em 2021 para aumentar o time de digital, e numa nova configuração de funções, além da criação de uma diretoria de dados e de uma estrutura dedicada na logística para a demanda dos canais integrados [site e lojas]?, diz a diretora. Sobre a margem Ebitda, a executiva afirma que valorização do câmbio, alta da inflação e restrições de circulação ainda afetarão esse índice em 2021, pelo peso de produtos importados no portfólio da empresa, além da menor demanda geral, especialmente no começo do ano. Investimentos Por conta desse cenário de vendas ainda afetadas pela pandemia e necessidade de voltar a investir, a Renner vai investir em 2021 mais que a média de 5% a 7% da receita, e deve voltar a esse patamar em 2022. O montante projetado de R$ 1,1 bilhão é recorde na empresa ? o maior até hoje era de cerca de R$ 750 milhões em 2019 ? mas apesar do volume alto, a rede diz que tem caixa para arcar com os desembolsos, e ressaltou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures informada ontem. Eram R$ 2,6 bilhões em saldo de caixa em dezembro, o dobro do ano anterior. A diretoria financeira ressaltou a analistas que as despesas em 2021 ainda sofrem outra pressão relativa aos esgotamento da queda de alguns gastos durante a pandemia, como renegociação de aluguéis e de salários pelas medidas do governo que autorizaram redução. ?Esses benefícios começam já a cessar. Os ganhos devem vir de negociações mais específicas, individuais?, disse Alvaro de Azevedo, diretor financeiro. Sobre estoques e vendas, a direção informou que o nível de estoques está mais ajustado, e de melhor qualidade neste ano, depois que a empresa acelerou as reduções de produtos parados nas lojas em 2020. Isso ocorre normalmente por um aumento de remarcações, que também afetam rentabilidade. A respeito de demanda, o CEO afirmou que o ritmo de vendas em categorias para casa e decoração ainda está acima do verificada em moda no começo do ano. Vendas on-line Para analistas um dos destaques positivos da Renner no quarto trimestre foi o braço digital, e a empresa informou hoje que o aumento no peso do on-line nas vendas vai continuar mesmo com a reabertura das lojas, disse o presidente. No site e aplicativo, as vendas cresceram 123,2% e representaram 9,4% do total. Questionada sobre o fechamento de lojas de concorrentes, a Renner disse que está ganhando mercado, após os encerramentos de lojas de redes de grande porte e de cadeias regionais menores. A Zara fechou quase 10% de suas unidades no Brasil em janeiro. O lucro líquido da Renner no quarto trimestre caiu 31% para R$ 354 milhões. A receita líquida de venda de mercadorias subiu 1,6% no período, que inclui Natal e Black Friday, para R$ 2,9 bilhões. Renner Silvia Costanti/Valor SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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