Home / Notícias / 12/02/2021 - Ainda há longa jornada por diversidade em conselhos, dizem especialistas

12/02/2021 - Ainda há longa jornada por diversidade em conselhos, dizem especialistas

SyndContentImpl.value=
Participação de mulheres vem crescendo, mas, quando se inclui a questão racial, há muito para se evoluir, disseram executivas na Live do Valor O número de mulheres em conselhos de administração vem crescendo, mas em uma velocidade ainda aquém da desejada. E, quando se inclui a questão da diversidade racial, ainda há uma longa jornada para se evoluir, de acordo com as executivas que participaram da Live do Valor nesta sexta-feira. O Spencer Stuart Board Index Brasil mostrou que o percentual de mulheres em conselhos passou de 7,2% em 2015 para 11,5% no ano passado. "Existe um crescimento, mas a uma velocidade aquém do que gostaríamos. Desde o ano passado, há uma procura maior sobre conselheiras", disse a coordenadora do Programa Diversidade em Conselho, criado pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Adriana Muratore. No caso das mulheres negras, cuja remuneração corresponde a 70% dos valores recebidos por homens brancos, a fundadora do Conselheiras 101, Lisiane Lemos, afirmou que ainda há um trabalho para que saiam de posições iniciais para as de alta liderança. Entre as conselheiras nas empresas brasileiras de capital aberto, apenas duas são negras. Um conselho mais diverso tem como benefícios a mitigação dos riscos para uma companhia de maneira mais completa e um leque maior de opções para a solução de riscos. "Em qualquer negócio, com uma gestão e um conselho que têm diversidade, os resultados financeiros são melhores", lembrou Adriana. O Conselheiras 101 é um programa que visa ampliar o conhecimento de lideranças femininas negras em conselhos nos temas relacionados ao papel de conselheira. A ideia é dar visibilidade de que existem mulheres negras capacitadas para ocupar postos de alta liderança e com conhecimento técnico para isso. Segundo Lisiane, é necessário sair da zona de conforto atual do mercado e indicar outras mulheres além das duas que já ocupam cargos. "Para as negras ainda há um problema de barreira de entrada. Mesmo com o recorte de gênero, ainda não começamos a ser consideradas nas entrevistas", disse Lisiane. Entre as principais barreiras, segundo ela, estão o fato de ainda não terem uma rede de contatos forte ou mesmo julgarem que ainda não é o momento de tentar uma vaga. "O grande entrave é ser considerada, estar nas listas de networking e ter o conhecimento técnico considerado", disse a fundadora do Conselheiras 101. Segundo ela, os negros ainda são chamados para falar de diversidade em eventos, mas não especificamente sobre suas áreas de conhecimento. "Não adianta colocar a pessoa em um conselho se ela não tem voz nem representatividade e assume lugar de tokenização. É o velho clássico de "meu amigo negro" ou "eu não sou racista porque tem essa pessoa aqui no meu conselho"", disse Lisiane. O importante, disse ela, é buscar aliados - pessoas que possam ajudar no networking ou nas indicações - que compreendam esse papal e ajudar a negra ter voz ativa. Sobre a criação de cotas para conselheiras, Adriana acredita que o Brasil ainda não está maduro. "Temos que abrir oportunidades maiores para que mulheres sejam ouvidas e participem de processos seletivos", afirmou. No mês passado, os parceiros do Programa Diversidade em Conselho ? B3, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), International Finance Corporation (IFC), Spencer Stuart e WomenCorporateDirectors (?WCD?) ? divulgaram uma carta a fim de promover a ampliação da diversidade na formação dos colegiados de instituições. O documento incentiva que considerem promover mais diversidade de gênero, cor, etnia, orientação sexual, formação, idade e região, nas empresas em que atuam. Reprodução SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

Atendimento

COTAÇÃO ONLINE

Envie sua solicitação. A Miller Torres liga para você.

ONDE ESTAMOS

Rua 104 nº 192 St. Sul
Goiânia-GO, Brasil
CEP 74083-300

ATENDIMENTO

Telefone: (62) 3093-8080
Horário de atendimento:
Segunda a Sexta-feira
das 8:30h às 18:00h

NEWSLETTER