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11/02/2021 - Rui Cosa critica Anvisa e afirma que Nordeste mantém esforços para compra de vacinas

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?Virou uma luta do corporativismo à brasileira em detrimento da saúde?, disse o governador O governador da Bahia, Rui Costa (PT), fez duras críticas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quinta-feira, durante painel virtual organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), junto com o ex-embaixador Marcos Azambuja e o professor de direito Rui Falcão. Rui Costa estuda adotar auxílio emergencial na Bahia "A Anvisa tem medo de perder poder por não ter capacidade de responder tecnicamente [à pandemia] no curtíssimo prazo. Virou uma luta do corporativismo à brasileira em detrimento da saúde pública brasileira. Vou provocar Congresso Nacional sobre a revisão do que e como licenciar em produtos de saúde no Brasil", disse Costa. Ele afirmou que o governo da Bahia havia ingressado no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a exigência da Anvisa de realização da fase três de testes de vacinas no Brasil e comemorou o fato de a própria reguladora ter revisto posição a este respeito recentemente. "Essa exigência não fazia o menor sentido em um contexto de crise sanitária grave. Então houve esse avanço. Outro será estipular um prazo para que a Anvisa se posicione [sobre a análise de documentações]. Sou crítico dessa política da Anvisa de que absolutamente tudo tenha [obrigatoriedade] de registro no Brasi", disse ele. Rui Costa Silvia Costanti/Valor Sobre vacinas, Costa afirmou que o consórcio de Estados do Nordeste continua ativo para viabilizar a compra de imunizantes a preços acessíveis, inclusive compartilhando espaços físicos com entidades análogas dos Estados do Norte e Centro-Oeste. Ao comentar individualmente as vacinas, ele disse que o preço de compra pública da chinesa CoronaVac é de algo em torno de R$ 50 a dose (R$ 100 as duas doses necessárias à imunização), o que seria muito próximo do preço da vacina russa Sputinik V, que os Estados conseguiriam acessar por US$ 19 a dose. Mais caras, as vacinas de Pfizer e Moderna estariam fora do alcance dos Estados. Ainda assim, ele disse acreditar em um barateamento das vacinas com o aumento da oferta no curto prazo, citando sete novos produtos chineses que estão próximos de chegar ao mercado e outros indianos em etapa parelha de desenvolvimento. Nesse esforço de compra de vacinas pelos Estados, disse Costa, "ajudaria muito" a sanção presidencial ao projeto de lei que libera a utilização das vacinas aprovadas por Agências estrangeiras quando vencidos os prazos de análise dos produtos. A Anvisa se manifestou contrariamente à redução do prazo. Costa também descartou a produção local de vacinas fora do Rio de Janeiro e de São Paulo, definindo como "esforço insustentável" a criação de laboratórios com anos de especialização acumulada, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). "[A construção de] um laboratório desse não custa menos de R$ 200 milhões, para não entrar no tempo de contratação e treinamento de pessoal." Por mais de uma vez, ele reclamou das exigências de registro nacional para produtos aprovados em outros mercados. Como exemplo, citou o caso de próteses ortopédicas com autorização de uso em países da Europa e nos Estados Unidos e que, mesmo assim, "entram em uma fila de quatro, cinco ou seis anos" à espera de aprovação da agência brasileira para a distribuição dos produtos no país. "Não vejo porque próteses ortopédicas têm de repetir testes no Brasil. Ninguém está disposto a ter essa despesa. Assim deixamos de internalizar produtos e conhecimento científico por conta de capricho da Anvisa", reclamou. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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