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11/02/2021 - Pressionado por CPI, Pazuello pede que senadores não abram nova frente em 'guerra' da covid

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Acuado pela possibilidade de o Senado abrir uma CPI para apurar ações e omissões do governo na atuação contra a pandemia da covid-19, o ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello pediu que os senadores não abram uma nova frente de combate ? no caso, com uma investigação sobre os atos de sua gestão e do presidente Jair Bolsonaro. Em seu ?alerta?, Pazuello chegou a comparar a situação brasileira com as derrotas da Alemanha na primeira e segunda Guerras Mundiais ? incluindo o regime nazista comandado por Adolf Hitler -, para dizer que um embate na arena política pode desarticular toda estratégia de governo. ?Queria fazer o meu alerta: A Alemanha perdeu a guerra duas vezes porque ela abriu a frente russa. Todo mundo avisou ao ditador que não devia abrir a frente russa ? e ele abriu. Não há como manter duas frentes. Nós temos uma guerra, é contra a covid. Ela é técnica, de saúde, não é política?, afirmou o ministro da Saúde. ?Se abrir uma segunda frente, política e técnica, vamos apertar. Se nós entrarmos numa nova frente nessa guerra, que é a frente política, nós vamos ficar fixados. Se fixarmos a tropa que está no combate, vai ser mais difícil ganhar a guerra (...) o resultado disso é morrer mais gente?, completou. Reprodução Youtube Pazuello está sendo duramente criticado na audiência pública que ocorre no Senado. Parlamentares o acusam de não coordenar as ações necessárias ao combate à pandemia e ter se omitido na crise que se abateu sob o Amazonas. ?Não está tudo bem, não está tudo certo, e não foi feito tudo o que poderia ter sido feito. Eu estive com vossa excelência no seu gabinete, em dezembro, eu já dizia que nós iríamos enfrentar uma onda no Amazonas muito grave?, acusou Eduardo Braga (MDB-AM). Fabiano Contarato (Rede-ES) foi mais longe. ?E eu tenho fé em Deus que tanto o senhor como o Presidente da República irão responder por genocídio, seja aqui no Brasil, seja no Tribunal Penal Internacional. O senhor deve ser responsabilizado criminalmente, como o presidente, porque vocês estimularam aglomeração, o não distanciamento social, a não utilização de máscaras e o uso de medicação sem nenhuma comprovação científica?. Pazuello não assumiu responsabilidade sobre a distribuição de medicamentos sem comprovação científica para combate à covid-19 nos Estados. Da mesma forma, disse que equipamentos que permanecem estocados e não foram distribuídos, sob risco de ficarem inutilizados, não foram solicitados. ?Nenhum item sai para um Estado sem que seja pedido, incluindo medicamentos. Tentamos atender as demandas. Se ainda tem respirador estocado, é porque não pediram. Eu não vou empurrar para ninguém. Se eu tenho testes estocados em Guarulhos com validade é porque os estados e municípios não me demandam.? O ministro admitiu que o governo Bolsonaro não estava preparado para a escala de contaminações que atingiu Manaus no início do ano. Segundo ele, o Executivo trabalhava com um possível aumento do número de casos por conta de uma sazonalidade, mas não esperava que fosse tão elevado. Sobre isso, o ministro afirmou também que, se outros Estados forem atingidos por uma curva de contágio parecida, a situação será "drástica". Pazuello negou que a nova cepa do vírus tenha sido espalhada a partir de Manaus. De acordo com o ministro, a linhagem surgiu a partir de mutações em várias partes do país. Em alguns Estados, entretanto, essa nova cepa vai se tornar dominante. "O vírus já está mutado em várias partes do país. Essa cepa já existia há vários meses em Manaus e no Brasil. Em algumas cidades, essa nova cepa vai se tornando dominante. Em outros Estados, ela fica como cepa coadjuvante. Em Manaus, 95% dos exames definem essa nova linhagem do vírus. Isso não significa que Manaus está distribuindo essa cepa para o Brasil. A existência dessa linhagem não significa que ela vai se tornar dominante em qualquer lugar", argumentou. Além disso, Pazuello disse que a cepa também não foi importada de outros países. "Não é uma cepa importada da Inglaterra ou da África do Sul, ela sempre existiu, mas foi ocupando espaço. A cepa já existe em todo o País, confirmado pela Fiocruz; em alguns lugares, ela vai ocupar bastante espaço e temos que acompanhar", explicou. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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