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11/02/2021 - Dólar fecha em alta de olho em discussão sobre auxílio

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Contrariando o comportamento da maior parte das divisas emergentes lá fora, a moeda brasileira se desvalorizou na sessão A discussão sobre o auxílio emergencial voltou a deixar investidores na defensiva nesta quinta-feira. Contrariando o comportamento da maior parte das divisas emergentes lá fora, a moeda brasileira se desvalorizou na sessão, ainda que apenas levemente, enquanto investidores acompanharam a discussão sobre o benefício, cada vez mais próximo de ver a luz do dia. No fim do dia, o dólar foi negociado a R$ 5,3884, alta de 0,31%, após tocar R$ 5,4110 na máxima da sessão. No mesmo horário, o dólar cedia 0,37% contra o peso mexicano 0,84% na comparação com o rand sul-africano e 0,43% frente à lira turca. O dia começou mais com algum alívio para o câmbio local, seguindo o viés vindo de fora. No entanto, em mais um sinal de que a sensibilidade dos agentes locais ao tema fiscal continua alta, o pêndulo começou a virar após declarações do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para quem o ministro da Economia, Paulo Guedes, precisa encontrar uma ?solução imediata? para o tema. "Urge que Guedes dê alternativa viável como a sociedade quer", disse o parlamentar. Lira reiterou que nenhum gasto será feito fora do teto, mas salientou que este pode ser o caso se houver uma ?segunda onda da covid-19 muito grave". A alta do dólar se firmou, no entanto, durante a tarde, após o presidente Jair Bolsonaro declarar que o benefício pode vir em até quatro parcelas. ?Está quase certo, ainda não sabemos o valor. Com toda certeza, pode não ser, a partir de março. Três ou quatro meses, está sendo acertado com o Executivo e o Parlamento também porque queremos ter responsabilidade fiscal?, disse o presidente. Embora nenhum outro detalhe tenha sido dado em relação ao valor das parcelas ou o custo total do programa, a fala pegou mal porque, até o momento, a maior parte dos analistas trabalhava com até três parcelas. O viés de alta da moeda americana foi ajudado, ainda, por comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Em evento promovido pelo J.P. Morgan, Campos mostrou preocupação com a desaceleração da atividade no curto prazo e voltou a reiterar que divergência explicitada na última ata do Copom não deve ser encarada como sinal de política monetária. O tom mais ?dove? (favorável à manutenção dos estímulos) ajudou a esvaziar ainda mais as apostas para uma alta da Selic em março, que haviam dado impulso à moeda brasileira nas últimas semanas. Apesar da desconfiança que envolve o auxílio, os real e os demais ativos locais podem acabar registrando um impacto positivo caso, no fim das contas, seja estabelecido um programa de auxílio que signifique um gasto extra de R$ 20 bilhões a R$ 30 bilhões este ano, diz o economista-chefe da Garde, Daniel Weeks. "Se for só isso mesmo, deveria melhorar [o mercado]. Mas é claro que fica difícil falar agora, porque ainda terá a negociação dentro do Congresso", pondera. Weeks condiciona o efeito positivo à mensagem de que este será um gasto pontual, motivado pela segunda onda da pandemia no país. Por outro lado, a medida ainda seria encarada pelo Copom como uma flexibilização temporária do arcabouço fiscal. Ou seja, é mais um argumento a favor do início da normalização da política monetária em março, como a gestora projeta, o que traria alívio adicional ao câmbio. Sobre a encruzilhada representada pela combinação de inflação forte e atividade perdendo fôlego, o profissional entende que o Copom vai dar mais peso ao primeiro. "O BC não tem mais os graus de liberdade que tinha até o fim do ano passado com esse novo choque de commodities", argumenta. "Então faz sentido subir em março e vai ser algo parcial. Os 4% a que imaginamos a Selic chegar no fim do ano ainda são estimulativos, significa um juro real zerado.? Daniel Acker/Bloomberg SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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