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11/02/2021 - Divergência na ata do Copom não é sinal sobre política monetária, diz Campos

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Observação foi apenas uma maneira de aumentar a transparência do colegiado, afirmou O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a divergência presente na última ata do Comitê de Política Monetária (Copom) foi uma maneira de aumentar a transparência do colegiado e não um "sinal" a respeito de possíveis decisões sobre a taxa básica de juros. "Mencionamos que a divergência não era um sinal", disse nesta quinta-feira em inglês em 'webinar' promovido pelo JP Morgan. Segundo ele, sempre há uma espécie de dilema para os bancos centrais entre melhorar a transparência e correr riscos de aumentar os ruídos de comunicação. Campos também afirmou que economistas divergem em reuniões privadas mais do que o público tem conhecimento. Atividade fraca vira dilema para o Copom Campos disse que a autoridade monetária vem tentando entender melhor os efeitos que dois fatores podem ter sobre a inflação: o aumento em reais dos preços das commodities e a retirada do auxílio emergencial. Segundo ele, é difícil separar os impactos desses fatores sobre os preços de alimentos, por exemplo. "Estamos tentando entender essa dinâmica", disse. Lira cobra Guedes por solução imediata para auxílio emergencial De um lado, os preços de commodities em reais têm aumentando e se espalhado por outras cadeias, no relato de Campos. Em sentido oposto, os efeitos do fim do auxílio emergencial parecem, em uma análise bastante preliminar, ser maiores do que o esperado. "Mas ainda é muito cedo, não quero que tirem conclusões a respeito do que estou dizendo", afirmou. O comentário de Campos foi feito após uma pergunta sobre a dicotomia entre as perspectivas de uma atividade econômica mais fraca e uma inflação mais alta. De acordo com ele, embora ainda existam muitas incertezas, "há um sinal claro" de desaceleração da atividade na margem. O desempenho dos serviços em dezembro foi melhor do que o esperado, por exemplo, enquanto o desempenho do varejo foi pior, segundo o presidente do BC. De qualquer maneira, o crescimento da atividade no primeiro trimestre "deve ser menor do que esperávamos", disse. Impulso à atividade no 2º trimestre Campos afirmou que a reabertura dos negócios deve dar impulso à atividade no Brasil a partir do meio do segundo trimestre. Ele reforçou que o segundo semestre deve ser melhor em termos de atividade. O presidente do BC voltou a destacar que a "recuperação no Brasil está perdendo momentum". Segundo ele, a incerteza continua alta, ligada a questões como novas variantes do coronavírus. "Não sabemos quanto a variante de Manaus se espalhou pelo país", disse. A perda de fôlego no primeiro trimestre tem sido inclusive tema de conversas com outros banqueiros centrais. "Ainda há muita incerteza relacionada às vacinas, se há novas variantes, se vacinas são eficazes contra novas variantes", afirmou. Ele disse que outros países estão revisando para baixo suas projeções de crescimento referentes ao começo de 2021 e que o desempenho da atividade "vai depender de como as vacinas vão avançar". O presidente do BC voltou a chamar a atenção para o crescimento da dívida pública no Brasil durante a pandemia. "Precisamos estar muito vigilantes", disse. Mas afirmou que "há um entendimento que, se precisar estender [o auxílio emergencial], será preciso dar uma mensagem firme sobre a convergência da dívida". Campos também reiterou que a "inflação está virando um assunto" no Brasil e que "as contas externas devem melhorar em 2021", puxadas pelas exportações. Por fim, reforçou que há espaço para a adoção de novas medidas emergenciais de crédito, caso elas sejam necessárias. "Mas precisamos ver como ficará a demanda por crédito", disse. Inflação é a meta O presidente do BC reforçou que o principal alvo da autoridade monetária é a inflação. Ele também reiterou que os núcleos de inflação, mais sensíveis à taxa básica de juros e à atividade econômica, estão acima do que era esperado. Campos destacou a importância de entender o arcabouço com o qual o BC trabalha, destacando que o quadro fiscal é importante para a tomada de decisões, mas lembrou que a meta perseguida pela instituição é a inflação. "Estamos comunicando claramente, de todos os jeitos que podemos, que o fiscal é importante", disse. Minutos depois, o presidente do BC também reforçou que, com o abandono do ?forward guidance? (orientação futura), o balanço de riscos para a inflação volta a ganhar importância na análise. Com o ?forward guidance?, o foco estava no cenário básico do BC, segundo Campos. Reflação no exterior Índices que apontam a possibilidade de uma reflação no exterior tiveram "forte aceleração" nos últimos dias, afirmou Campos Neto. Ele reforçou que o mercado vem precificando essa possibilidade, em função da combinação do avanço da vacina com estímulos econômicos. Segundo o presidente do BC, "está claro" que, se esse cenário se concretizar, haverá um efeito na parte longa da curva de juros dos países emergentes. Já os impactos sobre o câmbio ainda não estão claros, de acordo com ele. O tema vem sendo debatido com outros bancos centrais, afirmou o presidente da autoridade monetária. Em outro momento da palestra, no entanto, Campos afirmou que o BC trabalha com um cenário externo de juros baixos e "alta liquidez" por um longo período. Leonardo Rodrigues/Valor SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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