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11/02/2021 - Banco do Brasil tem queda de 20% no lucro ajustado do 4º trimestre

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No ano, o ganho foi de R$ 13,8 bilhões, queda de 22,2% ante 2019 O Banco do Brasil (BB) registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,695 bilhões no quatro trimestre de 2020, aumento de 6,1% frente ao terceiro trimestre e queda de 20,1% em relação a igual período de 2019. No ano, o ganho foi de R$ 13,884 bilhões, queda de 22,2% ante 2019. A margem financeira bruta (MFB) totalizou R$ 14,2 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 1,1% em comparação ao terceiro trimestre. Segundo o BB, a variação pode ser explicada pela alta de 1,0% na receita com operações de crédito, suavizada por uma alta das despesas de captação (comercial e institucional) em 0,4%. Em 2020 a margem totalizou R$ 56,7 bilhões, crescimento de 5,1% na comparação com 2019, justificada pela redução de 30,1% nas despesas com captação e pelas reduções de 7,3% da receita com operações de crédito e de 16,8% do resultado de tesouraria. Segundo o BB, tanto as receitas quanto as despesas financeiras foram influenciadas pela queda de 53,7% do CDI no período. As provisões para crédito de liquidação duvidosa (PCLD) ampliada, composta pela despesa de PCLD líquida da recuperação de crédito, descontos concedidos e imparidade, tiveram queda de 6,4% frente ao terceiro trimestre, totalizando R$ 5,2 bilhões. Já as receitas de prestação de serviços totalizaram R$ 7,4 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 1,5% na comparação trimestral ? destaque para o crescimento das operações de cobrança(6,7%), arrecadações (5,0%) e processamento de convênios (5,2%) e mercado de capitais (5,5%). Na comparação anual, no entanto, houve queda de 1,6%. No período houve expansão dos ganhos na maioria das linhas de negócios, de acordo com o banco. Além disso, o BB ressaltou que o último trimestre de 2020 teve dois dias úteis a menos que o trimestre anterior e pelo segundo trimestre consecutivo as receitas de prestação de serviços apresentaram elevação. Em 2020 as receitas de prestação de serviços somaram R$ 28,7 bilhões, queda de 1,7% na comparação com o ano anterior. A retração é explicada, principalmente, pela redução das taxas associadas a conta corrente e operações de crédito. O BB destaca crescimento nos serviços de administração de fundos (7,2%), seguros, previdência e capitalização (4,8%) e consórcios (14,5%). No último trimestre de 2020, as despesas administrativas totalizaram R$ 8,1 bilhões, crescimento de 3,7% em relação ao trimestre anterior. O aumento foi influenciado pelas outras despesas administrativas, com elevação de 7,7% na mesma comparação, e também pelo crescimento de 1,5% nas despesas de pessoal, devido ao reajuste concedido no acordo coletivo de trabalho em setembro de 2020. Em 2020 as despesas administrativas somaram R$ 31,6 bilhões, permanecendo estáveis em relação ao exercício anterior. O desempenho foi influenciado pela queda de 1,1% em despesas de pessoal, especialmente por conta da adoção do novo Plano de Cargos e Salários (PCS), em fevereiro de 2020. O índice de eficiência acumulado em 12 meses, que mede a relação entre as despesas administrativas e as receitas operacionais do Banco do Brasil, apresentou melhora de 40 pontos base na comparação com o trimestre anterior. Carteira de crédito O BB informou que a carteira de crédito ampliada, que inclui, além da carteira interna, TVM privados e garantias, somou R$ 742 bilhões em dezembro de 2020, crescimento de 1,5% na comparação com setembro do mesmo ano, com destaque para as operações com o varejo e o agronegócio. A carteira de pessoa física cresceu 3%, principalmente devido à performance positiva no crédito consignado (4,0%) e no cartão de crédito (15,9%). Na carteira de pessoa jurídica, o banco destaca o crescimento das operações com micro, pequenas e médias empresas (11,1%), impulsionado pela variação trimestral de R$ 2,5 bilhões nas linhas de crédito enquadráveis no programa de Capital de Giro para Preservação de Empresas (CGPE). No agronegócio, destaque para o crédito rural, com crescimento de 2,7% no período. Por outro lado, tiveram retração no período o crédito agroindustrial (-29,1%) e a comercialização agropecuária (-31,0%). Segundo o banco, a queda na linha de agroindustrial pode ser explicada pela renegociação de um caso específico, resultando na transferência do saldo da carteira agro para a carteira renegociada do segmento PJ. A retração na comercialização pode ser explicada por liquidações mais aceleradas e pela alta no preço dos produtos agropecuários, tornando a venda dos produtos mais atrativa para o produtor, em detrimento à armazenagem. As despesas líquidas de provisões de crédito (PDD) somaram R$ 5,157 bilhões no 4º trimestre, queda de 6,4% no trimestre e alta de 46,3% em 12 meses. Segundo o BB, o saldo das operações ativas de crédito prorrogadas do BB totalizou R$ 130,1 bilhões em dezembro de 2020, o que representa 20,0% da carteira de crédito interna, distribuídos em mais de três milhões de operações. Desse montante, 94,7% das operações possuem rating entre AA e C, e 98,1% das transações não tinham histórico de atraso nos últimos 12 meses. Além disso, 62,6% estão atreladas a garantias e mitigadores. O tempo médio de relacionamento dos clientes que prorrogaram operações é de 17,1 anos. O índice de inadimplência do BB de mais de 90 dias mostrou redução em dezembro frente a setembro (2,43%) e alcançou 1,90. No final de 2019, estava 3,27%. A redução da inadimplência no trimestre foi influenciada pelo crescimento da carteira de crédito e pela renegociação do caso específico. Projeções para 2021 O BB prevê que terá lucro líquido entre R$ 16 bilhões e R$ 19 bilhões neste ano, em termos ajustados. O número implica um crescimento de pelo menos 15,2% em relação ao resultado de R$ 13,884 bilhões obtido em 2020. A melhora esperada pela instituição financeira virá principalmente de um menor volume de despesas com provisões contra perdas no crédito (PDD). A estimativa do banco é que elas voltem à normalidade e fiquem entre R$ 14 bilhões e R$ 17 bilhões em 2021, depois de terem atingido R$ 22,1 bilhões no ano passado em resposta à alta no risco de crédito na pandemia. O banco também conta com um aumento de 2,5% a 6,5% na margem financeira bruta no exercício atual ? um desempenho não muito distante da alta de 5,1% alcançada no último ano. O BB deverá ter mais um ano difícil nas receitas com prestação de serviços, esperando que elas oscilem entre retração nominal de 1,5% e alta de 1,5%. Também é esse o intervalo previsto pelo banco para as despesas administrativas. 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