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31/08/2020 - Mercado de trabalho deve recuperar 60% das ocupações até dezembro; veja setores beneficiados

SyndContentImpl.value= Análise do Safra aponta que indústria, varejo e construção civil têm se recuperado de maneira acelerada e podem alcançar rapidamente o patamar pré-crise A discussão sobre a recuperação do mercado de trabalho após o pior período da pandemia é central para determinar a velocidade da retomada econômica. Para especialistas em macroeconomia do Banco Safra, avaliar o desempenho dos setores da atividade é fundamental para estimar como será a volta do emprego. Após analisarem os números do segundo trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra à Domicílio (PNAD), os economistas do Safra destacam que a indústria, o varejo e a construção civil têm se recuperado de maneira acelerada e podem alcançar relativamente rápido o patamar pré-crise. Por outro lado, alguns setores prestadores de serviços recuperam-se lentamente. O Safra destaca que parece pouco provável que o emprego e atividade nesses casos consigam retomar o mesmo patamar de fevereiro, antes da pandemia, no curto prazo. Além da avaliação setorial do mercado de trabalho, a sua rigidez é outro ponto que precisa ser considerado, destacam os especialistas do Safra, já que dificulta a recuperação rápida do emprego. O programa de preservação da renda e emprego preservou mais de 10 milhões de postos de trabalho, segundo o Ministério da Economia, e os efeitos ao final do programa ainda são incertos. Contudo, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostraram criação líquida de empregos formais em julho, sugerindo que esta parcela do mercado de trabalho já esboça reação. A composição setorial do desemprego no mercado formal também indica que a recuperação será mais rápida, na avaliação dos economistas. A PNAD mostra que 1,9 milhão das ocupações destruídas no mercado formal foram no comércio, indústria e construção civil, justamente os setores que crescem de maneira mais acentuada a partir de maio, representando 62,0% da queda na ocupação formal. Já em relação ao emprego informal, a menor regulação pode permitir uma volta mais rápida. Assim como o setor formal, os setores mencionados que já mostram recuperação foram responsáveis pela destruição de 43,3% das ocupações (2,8 milhões de pessoas). No entanto, os segmentos da economia que ainda sofrem com a pandemia, como serviços de alojamento e alimentação e outros serviços, também representam parcela significativa da queda na ocupação no setor formal e informal ? 27,6% e 22,4%, respectivamente. Outro grupo que merece destaque entre os informais é o de trabalhadores domésticos, que representaram 17,5% da queda na ocupação (1,2 milhão). Portanto, por mais que os analistas do Safra estejam construtivos com a volta do emprego, ponderam que o processo será longo e que, ao final de 2020, serão recuperadas aproximadamente 60% das ocupações perdidas, e teremos cerca de 4 milhões de ocupações a menos que ao final de 2019. Impulso fiscal para o mercado de trabalho O Safra destaca que o impulso fiscal gerou uma grande poupança na economia doméstica, devido à impossibilidade de consumo em meio às medidas de distanciamento social. Para eles, boa parte da recuperação surpreendente observada vem da utilização de uma fração desta poupança. Com a transferência de renda às famílias, a recuperação do consumo deve continuar, refletindo também no mercado de trabalho. Desta forma, o Safra estima que o emprego deve seguir se recuperando ao longo de 2021, atingindo o nível observado em fevereiro deste ano na primeira metade do ano que vem. A partir daí, deve retomar a trajetória do mercado de trabalho observada pré-crise. Essa premissa de recuperação relativamente rápida do mercado de trabalho é um fator fundamental para a estimativa de forte crescimento do PIB em 2021, de alta de 4,0%. Tesouro não enfrenta problemas de solvência Na última semana, foram divulgados o resultado primário do Governo Central e o Relatório Mensal da Dívida referentes ao mês de julho. Bastante influenciados pelos efeitos da crise causada pela pandemia, os dados foram negativos e já sinalizam o que esperar para o ano, aponta o Safra. Os especialistas em macroeconomia destacam que há ainda a preocupação quanto ao cumprimento do teto de gastos no próximo ano e à continuidade do ajuste fiscal que estava em curso antes da pandemia, além de suas consequências para a trajetória da dívida pública. Para os especialistas do Safra, o déficit primário será bastante alto, como reflexo da queda da arrecadação e elevação de gastos como reflexo da crise gerada pela pandemia. Na última semana, o Banco revisou a projeção de resultado primário para o ano, que já tinha viés negativo, de R$ 759 bilhões para R$ 824 bilhões, devido à manifestação do governo em relação à extensão do auxílio emergencial até o fim do ano, porém em valor menor. ?Apesar de ainda circunscrita a este ano, essa medida gera preocupações também sobre 2021, levantando questionamentos quanto ao cumprimento ou não do teto de gastos?, aponta o relatório divulgado pelos analistas. O Tesouro também publicou a revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2020, motivado pelo impacto da pandemia, que ampliou significativamente os gastos públicos e aumentou a necessidade de financiamento do governo. Também houve impacto da maior aversão ao risco e preferência por liquidez por parte dos investidores, da maior emissão de títulos prefixados de curta duração para financiar o aumento de despesas, e do maior risco de refinanciamento. Os gastos para combater a pandemia levaram o Tesouro a precisar usar seu colchão de liquidez, que passou a ficar mais próximo de um limite prudencial que seria suficiente para financiar aproximadamente três meses da dívida pública. Para mitigar o risco de financiamento de curto prazo, o Conselho Monetário Nacional autorizou a transferência de parte do recurso da reserva do BC. Mas ainda assim a nova necessidade de financiamento ficou acima do esperado antes da pandemia. ?Embora não seja uma situação confortável, pois há um encurtamento da dívida, o Tesouro não enfrenta problemas de solvência?, destaca o Safra. Contudo, os especialistas ponderam que a situação ilustra a dificuldade de se continuar aumentando o gasto público e a necessidade de ajuste fiscal de longo prazo. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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