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29/11/2016 - Mercado de trabalho qualificado é uma das principais exigências na Indústria 4.0, segundo especialistas

Empresários se reuniram no Paraná para o Simpósio Internacional: Indústria 4.0 ? Paraná e Baden-Württemberg

A qualificação profissional para cargos na indústria será um dos grandes desafios para que o Brasil consiga ingressar de fato na indústria 4.0. É o que revelaram alguns especialistas durante o Simpósio Internacional: Indústria 4.0 ? Paraná e Baden-Württemberg, nesta segunda-feira (28), em Curitiba (PR). Empresários dos dois países debateram quais os caminhos necessários para se enfrentar os desafios dessa nova fase de revolução industrial, que traz novas tecnologias e, consequentemente, necessidade de qualificação para o mercado de trabalho.

O simpósio teve a participação, no painel de abertura, do diretor do Conselho Temático de Política Industrial, Inovação e Design da Fiep, Rodrigo Martins, que disse que a Indústria 4.0 não é só um conceito, mas uma tendência natural de evolução tecnológica das indústrias, com repercussão social e econômica, porque afeta o ganho de produtividade das empresas que adotam esse tipo de automação. Quando se fala em aumentar a qualificação profissional, segundo Martins, isso tende a trazer melhor qualidade tanto no trabalho quanto para a renda do empregado da indústria.

?A gente está falando de um nível de tecnologia importante, e automaticamente, se você tem mais qualificação, aumenta a renda do trabalhador?, explica. O diretor diz ainda que a criação de novos postos de trabalho e o aperfeiçoamento dos já existentes vão gerar uma migração no mercado de trabalho e as escolas de educação profissional terão papel importante nesse sentido. "Não só o Senai, o próprio Sesi, a academia, o IEL PR têm uma responsabilidade grande sobre esse tipo de formação, e as universidades de uma maneira geral estão se atentando a isso?, diz.

O vice-presidente executivo da Seção Brasil da American Society For Engineering Management, Maximiliano Vargas, destacou o trabalho das federações, como a Fiep e a Fiesp, em São Paulo, na formação profissional, além do Senai, mas disse que os próprios profissionais que já fizeram carreira na indústria, precisam ficar atentos para essas mudanças trazidas pela Indústria 4.0 para não perderem espaço. ?[São profissionais que] já estão operando, e vão sofrer o maior impacto. Se eles não se prepararem de maneira condizente, podem perder o emprego?, alerta.

Preparação

O superintendente do Sesi e do IEL no Paraná e diretor regional do Senai no Paraná, José Antonio Fares, destacou o preparo do Senai, com os institutos de tecnologia e inovação. ?Ao falar em Indústria 4.0, é importante dizer que o Senai vem se organizando e encontra-se em plenas condições técnicas de dar sustentação às empresas?. Ele também acrescentou o papel do Sesi na área de qualidade de vida, e do IEL, na formação de lideranças, para essa nova realidade da indústria que chega ao país.

Martins disse que o Brasil precisa ter pró-atividade quando o assunto é o avanço tecnológico com a Indústria 4.0. ?Nós no Brasil geralmente compramos tecnologias que já estão consolidadas em outros países. Nós temos a oportunidade nesse momento de nos inserir efetivamente na Indústria 4.0 como fornecedores?. Ele também destacou o papel dos Institutos Senai de Tecnologia e Inovação (ISTs e ISI) como meios para o desenvolvimento dessas tecnologias.

Na opinião do gerente da empresa alemã Landesnetzwerk Mechatronik, Volker Schiek, um dos grandes desafios que a nova revolução industrial traz é a complexidade. Ele dá como exemplo a Alemanha, que está atingindo um alto estágio de complexidade, do qual se faz necessário encontrar novos caminhos para revolvê-la. ?Nós estamos falando de uma complexidade e de uma gestão de complexidade poupando recursos e favorável para o meio ambiente?. O gerente cita a cooperação entre diferentes regiões do mundo dentro desta nova realidade industrial. ?Tudo tem que funcionar junto, seja em Stuttgart, seja em Curitiba. Nós temos diferentes pontos de vista, nós temos diferentes desafios, temos definições diferentes. E essas definições tem que combinar?, diz, sobre as alianças entre os países.

Este foi o primeiro dia de palestras do simpósio, que será realizado também em Maringá, no Noroeste do Paraná, nesta quarta-feira (30), e em Londrina, no Norte do estado, nesta sexta-feira (2). O evento é uma parceria do Sistema Fiep com o Ministério da Economia, Trabalho e Habitação de Banden-Württemberg, na Alemanha.

Serviço:

Simpósio Internacional: Indústria 4.0 ? Paraná e Banden-Württemberg

Maringá

Data: quarta-feira (30)

Local: Instituto Senai de Tecnologia em Metalmecânica - Rua José Correia de Aguiar, 361 ? Jardim Leblon

Horário: 9h às 17h30

Londrina

Data: sexta-feira (2)

Local: Senai Londrina - Rua Belém, 844, Centro.

Horário: 9h às 17h30

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