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28/08/2020 - Witzel ataca procuradora da PGR e a acusa de relacionamento próximo à família Bolsonaro

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O político foi afastado por suspeita de irregularidades na área da saúde Carlos Magno via Fotos Públicas O governador afastado do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), fez pronunciamento rápido essa manhã à imprensa, na residência oficial do governador no Palácio Laranjeiras, zona sul do Rio. Em sua fala, ele negou todas as acusações de chefiar suposto esquema criminoso de desvios de recursos públicos fluminenses. E atribuiu seu afastamento a um suposto uso político do Judiciário por parte da Procuradoria Geral da República (PGR), com influência do presidente Jair Bolsonaro e sua família. Claudio Castro, vice-governador, deve assumir governo do RJ PGR chegou a pedir prisão de Witzel, mas STJ não atendeu solicitação 5 perguntas e respostas para entender o afastamento de Witzel Witzel declarou-se indignado em ser alvo de outro mandado de busca e apreensão. O político já tinha sido alvo de mandado nesse sentido em maio desse ano. Para ele, essas ações são na verdade "um circo a ser realizado" com ações da PF, impulsionado pela PGR. Na análise dele, o ministro do STJ Benedito Gonçalves, que autorizou afastamento por 180 dias, "está se especializando em perseguir governadores". "Assim com outros governadores, estou sendo vítima de uso político da instituição [da Justiça]", afirmou. Em seu pronunciamento, Witzel atacou várias vezes Lindora Araújo, sub-procuradora geral da República responsável pela Operação Lava-Jato na PGR e considerada braço direito de Augusto Aras, Procurador-Geral da República. Ele acusa Lindora de ser próxima à família Bolsonaro, em especial do senador Flavio Bolsonaro, filho do presidente. Witzel atacou duramente o presidente Jair Bolsonaro de usar a Justiça em perseguição política. Afirmou que um dos motivos pelo qual o presidente o persegue é o fato de Jair Bolsonaro achar que ele, Witzel, vai concorrer à Presidência em 2022. Criticou ainda a decisão de seu afastamento durante a pandemia, quando ajudou o Estado a se equipar, com alocação de investimentos no Rio nesse momento. Para Witzel, o afastamento tem fundamentos que ele desconhece, e ele discorda totalmente dessa ação. A ação de hoje da PF, no qual está inserido pedido de afastamento de Witzel, denominada Tris in Idem, é desdobramento da Operação Placebo, que investiga corrupção em contratos públicos do Executivo fluminense, principalmente na pasta de Saúde. O governador afastado comentou que ele tirou do comando da pasta de Saúde o ex-secretário Edmar Santos e decretou banimento de uso de Organizações Sociais (OS), no Estado - mecanismo que está sendo investigado pela Justiça como meio utilizado para desvios. Witzel afirmou ainda que determinou auditorias em pagamentos de Estado, e que implantou sistema eletrônico transparente de gastos. O político disse que sindicância no Rio de Janeiro apontou culpa de servidora de saúde em desvios de recursos a mando de ex-secretário de Saúde. Isso, completou, comprovaria que ele não tem praticado qualquer ato para atrapalhar investigações na Justiça. Sobre Santos, ele chamou o ex-secretário de "canalha" "mentiroso" e "vagabundo". Afirmou ainda que delação de Santos, que foi afastado do cargo em maio, preso em julho e teve colaboração premiada homologada pela Justiça em agosto, acusando Witzel de ser chefe de suposto esquema criminoso, seria "mentirosa". "Interesses poderosos" Witzel afirmou também que há "interesses poderosos" que não o querem governando o Estado e disse estar sendo "massacrado politicamente" e que a ação de afastamento teria relação com isso. No entendimento do governador afastado, decisões do Judiciário estariam sendo usadas como recurso político. Com exemplo de que isso não ocorreria somente com ele, citou decisão da Segunda Turma Federal (STF) que declarou parcialidade do ex-ministro Sergio Moro, da Justiça e Segurança Pública, em ação que ele atuou como juiz no caso Banestado (que mirou esquema bilionário de evasão de divisas entre 1996 e 2002). "Não sou a favor de Lula nem contra Lula mas STJ [no caso, STF] diz que Moro foi parcial", afirmou ele. Witzel comentou, sem citar detalhes, que foi uma decisão de Moro, enquanto era juiz em Vara de Justiça Federal em Curitiba, que impediu candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva no último pleito presidencial. Para Witzel, uma das razões políticas por trás de seu afastamento de 180 dias estaria em sua escolha, em dezembro, do novo Procurador-Geral, que comandará o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), atualmente sob gestão de Eduardo Gussem. É no MPRJ que corre o processo das "rachadinhas", suspeita de desvio de recursos públicos por meio de uso de salários de assessores parlamentares de Flávio Bolsonaro, na época em que ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. "Porque 180 dias [de afastamento]? Porque, se em dezembro escolho o novo Procurador Geral?", perguntou Witzel. Outro aspecto político citado por Witzel foi seu combate ao avanço dos milicianos e ao tráfico de drogas no Estado. Em junho, investigações da polícia e do MPRJ apontaram possíveis ligações entre Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro, e o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, o capitão Adriano, segundo apurou reportagem do jornal ?O Globo?. O governador afastado afirmou ainda que, embora não tenha críticas a fazer em relação ao ministro do STJ Benedito Gonçalves, que autorizou sua saída do cargo, vai recorrer da decisão de afastamento, tanto no STJ quanto no Supremo Tribunal Federal (STJ). Especificamente sobre a ação de hoje, Witzel comentou que Pastor Everaldo, presidente nacional do PSC e alvo de mandado de prisão na operação da PF nesta sexta-feira, não faz parte da administração do Estado do Rio. Witzel também negou participação de sua mulher, Helena, em suposto esquema criminoso. O escritório de advocacia da primeira-dama, advogada, teria sido usada como intermediária para repasses de possíveis desvios de recursos públicos fluminenses, de acordo com investigação do Ministério Público Federal (MPF) - e também foi alvo de mandado de busca e apreensão na ação da PF de hoje. Ela foi denunciada à Justiça pela Procuradoria Geral da República (PGR) na ação de hoje. No fim de sua fala, Witzel negou ainda ter recebido R$ 270 milhões originados de possíveis desvios de recursos públicos do Estado. Também informou que a decisão de afastamento do cargo, por parte do STJ, permite que ele permaneça na residência oficial do governador, no Palácio Laranjeiras. O governador afastado também negou ter ligações com empresário do setor de saúde Mário Peixoto, citado na operação de hoje da PF, e afirmou que "nunca pediu para nenhum secretário" de sua pasta contratação de empresas específicas junto ao governo estadual. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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