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28/08/2020 - Dólar cai quase 3% na sexta, refletindo ajuste de política do Fed

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No mês de agosto, no entanto, o dólar ainda acumula alta de 3,75% sobre o real As mudanças na forma de conduzir a política monetária do Federal Reserve continuaram a reverberar nesta sexta-feira. A moeda americana se enfraqueceu fortemente contra praticamente todos as demais divisas, emergentes ou desenvolvidas. No Brasil, o movimento levou o dólar a fechar em baixa de 2,93%, aos R$ 5,4125. Esta é a maior queda para um único dia desde 2 de junho, quando registrou um tombo de 3,25%. O desempenho desta sexta-feira praticamente garantiu toda a queda de 3,48% da semana. No mês de agosto, no entanto, o dólar ainda acumula alta de 3,75%. Vídeo: Fique por dentro do que aconteceu no mercado financeiro com o resumo de finanças do Valor Fed muda política monetária e derruba o dólar no mundo A adoção como meta da média da inflação de um período (AIT, na sigla em inglês) deve levar o Fed a manter por um tempo prolongado os juros baixos, o que também significa dólar fraco por mais tempo. Apesar da reação inequívoca dos mercados cambiais nesta sexta-feira, alguns analistas se mostram céticos em relação a quanto isso deverá ajudar o real. "Um dólar relativamente mais fraco após o anúncio de Powell talvez tenha beneficiado a moeda brasileira, mas é preciso levar em consideração que o real tem tido um dos piores desempenhos entre as principais moedas recentemente. Fatores técnicos, ruídos políticos e incertezas fiscais certamente contribuíram nesse sentido", diz Danny Fang, estrategista para moedas emergentes do BBVA. "Por outro lado, é verdade que os últimos meses têm sido um tanto frustrante para moedas emergentes em geral e em especial para as latino-americanas. Então há alguma esperança, sim, de que elas voltem a ganhar tração." No caso da moeda brasileira, continua, um pouco de impulso pode ajudar a quebrar a dinâmica atual do mercado local, que é a de servir como hedge (proteção) para posições em outros ativos ou também contra os riscos idiossincráticos. "Claro, os riscos persistem. O real ainda é uma moeda bastante volátil e sua performance em relação ao sentimento de risco é assimétrica. Talvez, seja preciso esperar algum tempo para confirmar que o real pode voltar a apresentar tendência de apreciação?, diz. Avaliação semelhante faz o economista-chefe do ING para a América Latina, Gustavo Rangel. ?Acho que eventualmente o dólar fraco e as commodities em alta tendem a ajudar as divisas da América Latina, mas o risco bastante alto, especialmente na região (recessão mais profunda e riscos fiscais mais altos), além de taxas de juros nas mínimas históricas, sugerem que o real e moedas vizinhas podem continuar tendo performance abaixo da média, até que riscos macro melhorem e justifiquem um menor prêmio de risco", diz. Rangel vê dificuldade para o real surpreender positivamente neste cenário. "Os riscos fiscais muito altos, que provavelmente vão continuar sem resolução por algum tempo, além de continuidade de ajustes no mercado local devido a redução da Selic e do overhedge fazem com que o real continue com um viés de performance abaixo da média em relação a outros emergentes." Pixabay SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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