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28/08/2020 - Bolsonaro deu um "carrinho" com declarações do Renda Brasil, diz Guedes

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Segundo Ministro da Economia, governo deverá decidir nos próximos dias se haverá uma prorrogação de auxílio emergencial ou o lançamento do substituto do Bolsa Família O ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizou nesta sexta-feira a divergência, exposta esta semana, com o presidente Jair Bolsonaro, na formatação do Renda Brasil, programa social que substituirá o Bolsa Família. Ele, no entanto, admitiu que recebeu a fala do presidente como um "um carrinho". ?O salário de 75% dos trabalhadores CLT é abaixo de um salário e meio, realmente é tirar de uma base de trabalhadores brasileiros e passar para quem está desempregado numa situação pior ainda. E o presidente reagiu, com o senso político dele?, afirmou Guedes em videoconferência promovida pelo Instituto Aço Brasil. O ministro disse que, nos próximos dias, será decidido se haverá uma prorrogação de auxílio emergencial ou o lançamento do Renda Brasil. ?Estamos conversando sobre o que é mais adequado?, explicou. Ele disse, que existe a ?preocupação de não interromper abruptamente esse reforço do consumo de baixa renda? Guedes reforçou o compromisso com o limite de gastos públicos, ?tudo dentro do teto de gastos?. Além disso, há ainda o comprometimento com as reformas estruturais. Ele voltou a dizer que há a situação de que a ?classe política perdeu capacidade de gestão? pela alta das despesas indexadas. O ministro reiterou que há uma aposta no modelo de juro baixo que reforça a importância de respeitar o teto de gastos e alertou que ainda é preciso ?dar muitos passos? antes de retirá-lo. ?Temos que travar o piso ou o teto vai cair na nossa cabeça?, disse. Para o ministro Paulo Guedes, reação do Bolsonaro sobre a proposta de Renda Brasil seguiu "senso político" do presidente Pablo Jacob/Agência O Globo O ministro disse que é ?natural? haver choques com os ministros que querem gastar mais, mas lembrou que o presidente tem decidido sempre na direção da responsabilidade fiscal. ?O fato de estimular obras no Nordeste é natural?, disse. O Pró-Brasil, insistiu ele, é uma consolidação de programas dentro da responsabilidade fiscal. ?Essa ideia de que meia dúzia de ministros, que nós vamos gastar bastante, furar teto, vamos crescer, não é assim. O presidente está muito consciente disso?. Sem as reformas, disse o ministro, o Brasil fica em situação instável. ?O juro longo subiu com as dúvidas sobre o teto?, exemplificou. E juros longos altos impedem os investimentos. Embora o governo tenha elevado muito suas despesas para enfrentar a pandemia, já está claro ?para o Brasil inteiro? que após a crise é necessário retomar ao nível normal de gastos. ?O caminho ruim passa pela Argentina e chega à Venezuela?, disse, referindo-se a exemplos de irresponsabilidade fiscal. ?Você destrói as finanças de um país em 3, 4 meses.? ?Não podemos simplesmente rolar a dívida em bola de neve e hipotecando o futuro de filhos e netos. Não é isso que vamos fazer?, concluiu. Retomada Guedes voltou a destacar que a economia brasileira já dá sinais consistentes de retomada. ?A economia já pegou no tranco?, disse o ministro. Em recado ao setor siderúgico, o ministro afirmou que o religamento do autoforno da Usiminas, em Ipatinga (MG), representou a retomada em ?V? da economia. O ato contou com a presença de Bolsonaro nesta semana. ?Reafirmo que nós temos a noção de estarmos percorrendo um caminho, um caminho de prosperidade, comprometido com as reformas que vão colocar o Brasil na rota de crescimento novamente?, disse Guedes. O ministro avaliou que os recursos disponibilizados no mercado de crédito finalmente ?chegaram na ponta?. ?Vem aí uma enxurrada de crédito até o fim do ano?, afirmou. Segundo ele, o país deve contar com R$ 100 bilhões a R$ 200 bilhões de crédito até o fim deste ano para garantir que a economia terá ?lubrificante para continuar girando?. Ele mencionou, no entanto, que o papel da Caixa no financiamento da construção será diluído. Guedes afirmou que a construção civil não chegou a mergulhar na crise e manteve um ritmo ?tão forte que não sentiu a pandemia?. O ministro acredita que o ?boom da construção civil? vai durar ainda de 5 a 10 anos. Para ele, a exportação também ?está girando rápido?. ?Nós vamos reindustrializar o Brasil. O Brasil foi desindustrializado aceleradamente. No mundo inteiro houve crescimento do setor do comércio e a indústria foi perdendo importância relativa, mas no Brasil foi queda induzida?, disse Guedes. O ministro disse ainda que o Bolsonaro tem sido favorável a manter agenda de estímulo com responsabilidade fiscal. Além disso, considera que o Congresso é ?reformista? e demonstra disposição em colaborar com o governo. Ele citou a atualização do marco legal do mercado de gás, que avança na Câmara e disse que Bolsonaro quer retomar a reforma administrativa. ?O Brasil está atravessando a covid unido e resiliente?, afirmou o ministro no evento. ?Nós trabalhamos incessantemente, a indústria nos ajudou muito, a produção agrícola. O Brasil não tomou o choque externo previsto?, acrescentou. Privatizações O ministro prometeu o anúncio de três ou quatro grandes privatizações. ?Ou privatização, ou tangibilização de ativos.? Citou como exemplo: PPSA. Docas, Correios. ?Existe convergência para ir em direção a essas reformas.? Ele comentou que hoje o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, participou de novos leilões em infraestrutura. E afirmou que o formato dos leilões foi alterado, pois em rodadas anteriores empresas se exauriram financeiramente para pagar a outorga e depois ficaram sem recursos para investir, quando a economia entrou em retração. ?Preferimos fluxo de investimentos contínuo do que arrecadar muito de uma vez.? O caminho é retomar o trilho das reformas, insistiu o ministro, para que o Brasil não entre em mais um ?voo de galinha?. Ele afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), precisa "ligar o forno" da reforma do pacto federativo. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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