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27/08/2020 - CNI pede ao governo ampliação do orçamento do Proex em 2021

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A Confederação Nacional da Indústria pediu que se amplie a previsão orçamentária da modalidade Equalização do Programa de Financiamento às Exportações dos atuais R$ 1 bi para R$ 1,6 bi A Confederação Nacional da Indústria (CNI) pediu ao governo federal que amplie a previsão orçamentária para o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) modalidade Equalização em 2021 dos atuais R$ 1 bilhão para R$ 1,6 bilhão na proposta orçamentária que será encaminhada ao Congresso Nacional na próxima segunda-feira (30). Outro pedido é para que haja uma suplementação de pelo menos R$ 400 milhões para o programa ainda neste ano, dos atuais R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão. O pedido foi realizado formalmente pela CNI em parceria com o Fórum de Competitividade das Exportações (FCE), com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), tanto por escrito quanto por meio de reuniões com representantes do governo. O Proex é um programa do governo federal de apoio às exportações brasileiras de bens e serviços criado em 1979. Na modalidade Equalização, ele assume parte dos encargos financeiros do financiamento de exportações brasileiras, tornando-os equivalentes àqueles praticados no mercado internacional. As entidades destacaram, neste pedido, que o programa é essencial por promover igualdade e isonomia entre as exportações do Brasil de alto valor agregado e as dos demais países. Segundo elas, o custo de financiamento das exportações brasileiras é significativamente mais alto que o de exportações de países concorrentes da zona do euro, Japão, Estados Unidos, Reino Unido ou Coreia do Sul. O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, afirmou que, na prática, o Proex representa um investimento. De acordo com ele, em 2019, para cada US$ 1,00 alocado para equalização de juros do Proex foram gerados US$ 25,7 em exportações de bens de alto valor agregado. Em termos de arrecadação, a cada US$ 1,00 investido no programa Proex Equalização gerou-se, aproximadamente, US$3,20 em impostos pagos pelas empresas à União. Para a CNI, embora possa inicialmente representar um gasto a mais em um momento de ajuste das contas públicas, reforçar o Proex Equalização contribuirá para o crescimento das empresas exportadoras e para que elas façam frente à crise econômica desencadeada pela pandemia de covid-19, inclusive com geração de empregos formais no país. O programa contribui para que as empresas que recebem o financiamento exportem, aproximadamente, 15% a mais, ampliem seus mercados em até 70% e aumentem o número de empregados em 10%, mesmo diante de uma balança de pagamentos desfavorável. ?Apesar desses resultados positivos, os recursos do Proex Equalização para 2020 e a previsão de R$ 1 bilhão para 2021 são insuficientes para as exportações brasileiras. As empresas preveem exportar mais do que o programa hoje pode beneficiar. Além disso, a alta taxa de câmbio tem agravado a situação, uma vez que reduz ainda mais o orçamento disponível do Proex Equalização, dado que ele é referenciado em reais?, ressaltou Abijaodi. O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, destaca a relevância do programa para os exportadores brasileiros. ?O Proex Equalização é extremamente importante para a indústria de transformação brasileira. O programa, sozinho, com R$ 1,6 bilhão alocado para equalização de juros, pode alavancar US$ 9 bilhões em exportações. Poderíamos, com isso, gerar 1,5 milhão de empregos com carteira assinada e atender a mais de mil empresas nessa cadeia de fornecimento?, disse Velloso. Para o presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, é essencial dar continuidade ao Proex Equalização. ?Todo país exportador sonha ter um sistema de financiamento à exportação como o Proex e é fundamental dar continuidade a esse programa?, alegou ele. ?De janeiro de 2019 até junho de 2020, as exportações de manufaturados caíram quase 40%, mas nenhuma medida de apoio financeiro foi adotada para mitigar ou impedir esta queda de divisas e de empregos?, completou. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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