Home / Notícias / 26/08/2020 - O que faço se não me passam tarefas e me cobram entrega?

26/08/2020 - O que faço se não me passam tarefas e me cobram entrega?

SyndContentImpl.value= A colunista Karin Parodi responde leitora que está com problemas na adaptação do primeiro emprego >> Envie sua pergunta, acompanhada de seu cargo e sua idade, para: diva.executivo@valor.com.br "Olá, Até semana passada, eu era menor aprendiz. Exerci a função por dois anos até me contratarem como auxiliar mesmo à revelia da supervisora. Eu era responsável direta por todos arquivos da empresa e sempre mantinha tudo bem organizado nesse período. Como efetiva, passei a trabalhar em período integral ? e não mais só às tardes. Nesse modelo, minha supervisora me via de manhã sem nada o que fazer e me repreendia. Mas o que posso fazer se ela não me passa mais tarefas? Gosto muito da empresa, mas tenho medo de ir falar que estou sem ter o que fazer para a gerência, ainda mais considerando a proximidade dela com a supervisora. Como posso agir?" Auxiliar administrativa, 17 anos Parabéns por ter sido efetivada em um momento do mercado de trabalho tão complicado, incerto e competitivo. Você não seria efetivada se não tivesse entregado resultados, tido atitudes positivas e mostrado que possui valores alinhados à organização. Milhares de jovens neste momento estão em busca de uma oportunidade ou simplesmente da primeira chance de trabalho. A taxa de desemprego entre os jovens já vinha crescendo em 2019 e em 2020 deve subir mais ainda em função da pandemia e o aumento de pessoas disponíveis em busca de um trabalho. Em função de que não sabemos o que vem pela frente, do que será esse ?novo normal?, se é que vai existir um ?normal?, busque agarrar essa oportunidade como uma leoa, já que você gosta muito da empresa. Só para situar sobre o que acontece no mundo do trabalho: o primeiro motivo de saída de pessoas das empresas são processos de fusões e aquisições onde 2 estruturas se juntam e inevitavelmente existe duplicidade de posições. O segundo motivo é a falta de alinhamento com a cultura e valores da organização e os demais motivos passam por líderes que não desenvolvem suas equipes, performance individual, síndrome do burnout, jogos políticos, dentre outros. No livro a Bússola do Sucesso, meu grande amigo de vida e guru, Paolo Gallo, referência em comportamento organizacional e desenvolvimento de lideranças, discorre sobre gestão de carreira e cultura organizacional. Em uma das passagens, fala de confiança. Segundo Paolo, a fórmula da confiança é a soma de nossa credibilidade, confiabilidade e proximidade. Este capital representa a nossa reputação, que é o que se diz de nós quando não estamos presentes. Confiança entre membros de equipes está diretamente relacionada à qualidade das relações entre si. É o que mantém as equipes juntas. Pessoas que compõem uma equipe baseada na confiança, criam um ambiente onde é seguro admitir fraquezas, pedir ajuda aos outros, compartilhar ideias e opiniões, dar feedback, sem medo de ser julgado ou colocado de lado. O ideal é construir esse ambiente de confiança com a tua supervisora. Para que isso aconteça, marque uma reunião de feedback com a tua supervisora. Peça feedback sobre a tua performance, comportamento e outras coisas que quiser explorar. Ao mesmo tempo, vá preparada para essa conversa apresentando exemplos das situações que você tem vivido e a importância de você ter um maior desenvolvimento com novos desafios na área. Dê uma chance para ela mudar de postura. Caso isso não ocorra, sugiro acessar primeiro a área de RH para um aconselhamento de como proceder. Como sempre digo, a área de RH é o guardião da coerência nas organizações e está habituada a lidar com esse tipo de situação de forma madura e com sigilo. O comportamento da tua supervisora dá indícios de que você começa incomodar ou como dizem ?fazer sombra? e isso é muito mais comum nas organizações do que imagina. Você ainda está iniciando uma longa jornada na carreira e poderá se deparar outras vezes com esta situação. São os jogos políticos, inseguranças, medo de demissão que levam a pessoa a tentar se manter na posição e possivelmente boicotar talentos. Infelizmente, é comum empresas com esse tipo de comportamento perderem talentos para o mercado. Dependendo da conversa e da postura da tua supervisora daqui para frente, comece a buscar novas oportunidades dentro da empresa, verifique com o RH vagas abertas em outros departamentos. Exerça o networking interno com outras áreas, busque construir novos relacionamentos com outras equipes. Sei que neste momento não está fácil fazer tudo isso on-line, mas não custa se esforçar e tentar. E caso tudo isso não funcione, comece a avaliar novas oportunidades no mercado. Boa sorte. >> Envie sua pergunta, acompanhada de seu cargo e sua idade, para: diva.executivo@valor.com.br Esta coluna se propõe a responder questões relativas à carreira e a situações vividas no mundo corporativo. Ela reflete a opinião dos consultores e não a do Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações. O que faço se o sonho de ser líder virou um pesadelo? Posso me prejudicar dizendo que sou mal-tratada? SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

Atendimento

COTAÇÃO ONLINE

Envie sua solicitação. A Miller Torres liga para você.

ONDE ESTAMOS

Rua 104 nº 192 St. Sul
Goiânia-GO, Brasil
CEP 74083-300

ATENDIMENTO

Telefone: (62) 3093-8080
Horário de atendimento:
Segunda a Sexta-feira
das 8:30h às 18:00h

NEWSLETTER