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26/08/2020 - Moro reconhece reveses da Lava-Jato, mas defende que operação ?foi um livro escrito a várias mãos?

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"É clara a percepção de que foi um trabalho não individual, mas de cunho institucional", disse Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil O ex-ministro Sergio Moro reconheceu, nesta quarta-feira, que a Lava-Jato, da qual foi o juiz responsável em Curitiba, tem sofrido uma série de reveses. Ele defendeu, no entanto, o trabalho da operação e afirmou que o resultado das investigações é fruto de uma ação coletiva e não apenas dele ou do procurador Deltan Dallagnol, que coordena a força-tarefa paranaense. Segunda Turma do STF aponta parcialidade de Moro e anula sentença contra doleiro no caso Banestado Conselho do MP arquiva pedido da defesa de Lula contra Deltan Dallagnol "Infelizmente, eu fico até um pouco triste de falar isso, parece que nós vivemos um momento de certo refluxo", disse durante uma palestra sobre "Corrupção e Estado de Direito" na Uniceub, onde começa a dar aulas este semestre. Ele citou como exemplo o fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter derrubado a prisão após condenação em segunda instância e o Congresso ter aprovado a lei sobre abuso de autoridade. Moro, no entanto, defendeu que a maioria das suas decisões como juiz da operação foi referendada por outras instâncias. "Foi um livro escrito a várias mãos, e não um produto de ações individuais específicas. Isso é importante destacar, porque, às vezes, se ouve alguns ataques, mas é clara a percepção de que foi um trabalho não individual, mas de cunho institucional", disse. Na terça-feira, a Segunda Turma do STF apontou a parcialidade de Moro e anulou uma sentença proferida por ele no caso Banestado. A suspeição do ex-juiz nos inquéritos envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tem data para ser analisada. No mesmo dia, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu arquivar uma reclamação contra Deltan proposta pela defesa de Lula sobre o caso do "power point", mas, durante a sessão, os conselheiros enviaram uma série de recados ao coordenador da Lava-Jato. Durante a palestra, o ex-ministro também apontou que a existência de uma corrupção sistêmica acaba abalando a confiança das pessoas na democracia, o que favorece o surgimento de propostas "populistas" e "autoritárias". Ele defendeu ainda que não existe saída para a corrupção sem que seja pela via democrática. "Democracia pressupõe confiança entre os representantes e o representados, entre os governantes e governados. Quando se tem um quadro de corrupção disseminada, num primeiro momento nós pensamos no problema econômico, mas, num nível ainda mais profunda, a principal vítima acaba sendo a confiança, acaba gerando um clima de desconfiança. E não raramente, a depender da profundidade desse clima, surgem propostas muitas vezes populistas, autoritárias, para a solução deste tipo de questão ", disse. Em sua fala, Moro contou que, certa vez, durante uma manifestação em apoio à Operação Lava-Jato, ele pediu para que um grupo recolhesse uma faixa sobre intervenção militar. "Em determinado nível, quando a corrupção é disseminada, e quando a corrupção não encontra resposta nas nossas instituições, seja para preveni-la, seja para puni-la quando provada, eventualmente mina a própria credibilidade da democracia e acaba favorecendo o surgimento de discursos autoritários ou de populistas, que nunca acaba sendo o desejado", frisou. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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