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26/08/2020 - Ibovespa sofre dura queda com suspensão de programa e tensão no governo

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Também não foi bem recebida a informação do governo de que a chamada "nova CPMF" não será aplicada somente para meios digitais, tendo um alcance mais amplo As incertezas em torno dos rumos das contas públicas no Brasil voltaram a pesar no mercado de ações nesta quarta-feira. O Ibovespa sofreu forte queda e chegou a perder pontualmente a marca de 100 mil pontos, em um movimento que evidencia a sensibilidade dos investidores aos ruídos políticos em torno das diretrizes fiscais do governo. Gestores e estrategistas afirmam que a forte depreciação dos ativos locais, após declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre descartar o plano da equipe econômica sobre o Renda Brasil, parece ?exagerada? e esperam que políticas fiscalistas sejam mantidas. No entanto, a magnitude da depreciação evidencia o momento de insegurança dada a fragilidade das contas públicas. O principal índice de bolsa fechou em baixa de 1,46%, aos 100.627 pontos, após ajustes. Na mínima, chegou a cair até 99.359 pontos. Apenas 9 ações que compõem o índice escaparam da queda, todas as demais caíram. Além disso, o volume financeiro acusa que o susto hoje foi grande. Depois de pregões mais mornos, o giro foi elevado hoje, de R$ 22,8 bilhões - acima da média diária em 2020. Houve pressão adicional no setor bancário da bolsa. Não foram bem vistos os comentários da assessora especial do Ministério da Economia, Vanessa Canado, durante live do Valor, de que a chamada "nova CPMF", eventual tributo que está sendo analisado pelo governo, não será aplicada somente para meios digitais, tendo um alcance mais amplo. Isso impactou diretamente as ações dos bancos, o setor com maior peso do Ibovespa. Fecharam em forte queda BB ON (-2,41%), Bradesco (-2,24% a ON e -2,08% a PN), Itaú PN (-2,10%) e units do Santander (-2,54%) Hoje, Bolsonaro criticou publicamente a proposta do Renda Brasil apresentada pela equipe econômica nesta semana e disse que a proposta está ?suspensa? e que não será enviada ao Congresso. O presidente também descartou a proposta de extinção do abono salarial. ?Não posso tirar dos pobres para dar aos paupérrimos?, afirmou. Assim, aumentam as dúvidas entre os investidores sobre as alternativas para financiar o Renda Brasil e, consequentemente, os temores sobre o aumento de gastos públicos sem contrapartidas suficientes para amenizar o rombo orçamentário. Alguns profissionais afirmam, inclusive, que a ideia ventilada nos últimos de ampliar os gastos públicos e aprovar reformas estruturais na contrapartida não convence, porque não há garantia dessa compensação. Assim, os investidores seguem apreensivos diante da leitura que não há solução fácil para os próximos meses. Por ora, a economia caminha bem ?sob efeito de drogas", o que passa a sensação de normalidade. No entanto, o país acabará numa situação delicada entre o fim dos estímulos e a necessidade de ajuste de contas públicas. ?De um lado, há a pressão para a criação de um benefício permanente com elevado impacto fiscal. De outro, o presidente demonstrou não apoiar a solução da área econômica de fazer a consolidação dos programas atuais. Assim, fica complicado encontrar uma saída para acomodar o gasto do Renda Brasil sem o estouro do teto. Será preciso buscar uma solução, mas até lá será normal os mercados adotarem uma postura cautelosa?, explica Silvio Campos Neto, economista da Tendências. Não à toa, os principais ativos brasileiros têm desempenhos bem inferiores aos demais emergentes, o principal ETF de ações brasileiras em Nova York, o iShares MSCI Brazil (EWZ), operava em baixa de 2,85% neste fim de tarde, em uma sessão de instabilidade acentuada - o índice VIX de volatilidade desse ativo sobe mais de 10%. Essa composição ? de queda de preços e instabilidade elevada ? é bem diferente dos demais emergentes. O ETF semelhante para mercados em desenvolvimento opera em leve alta de 0,27%, enquanto seu índice de volatilidade sobe 4,62%. Dias de estresse com hoje também servem para explicar o fato de que os estrangeiros ficam mais receosos com Brasil e o protagonismo fica com investidores locais. Exemplo dessa transição, foram 20 ofertas de ações no total em 2020, que movimentaram R$ 52,9 bilhões. Disso, R$ 16,4 bi ficaram com os estrangeiros. Julio Bittencourt/Valor SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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