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25/08/2020 - Inflação do início de agosto não demonstra recuperação, diz Ibre/FGV

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Aumentos de preço expressivos não devem acontecer este ano devido à atividade econômica rebaixada pela pandemia de covid-19 A alta de 0,23% nos preços ao consumidor medida entre os dias 15 de julho e 13 de agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ainda está longe de representar qualquer pressão inflacionária. Aumentos de preço expressivos não devem acontecer este ano devido à atividade econômica rebaixada pela pandemia de covid-19. A avaliação é do economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), André Braz. Segundo Braz, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de agosto se deve a âncoras e demandas pontuais, que nada têm a ver com recuperação ou qualquer flutuação na demanda dos consumidores. Do lado das influências positivas, o economista destaca os alimentos, cujos preços avançaram 0,34% puxado pela alta no preço das carnes. Mas ele observa que essa alta não se deve ao crescimento da demanda interna, e sim à combinação entre a retomada contínua de exportações do produto, sobretudo para a China, e as dificuldades da pecuária nessa época do ano. As poucas chuvas tornam as pastagens restritas e levam produtores a investirem em rações e suplementos, custos que são repassados no preço final ao consumidor. Outro destaque do IPCA-15, os combustíveis subiram (2,31%) puxados pela gasolina (2,63%) e o óleo diesel (3,58%). Novamente, diz o especialista, esses aumentos não têm relação com alguma recuperação da atividade econômica. Encontram explicação na desvalorização cambial e na política de reajuste de preços do segmento, atrelada ao preço do barril do petróleo. Para Braz, os combustíveis devem continuar como fator de sustentação da inflação nos próximos meses. Ele afirma que o componente de demanda só é verificado com maior clareza na alta do preço dos artigos de residência, entre os quais os itens TV, som e informática tiveram alta de 2,50% no período. "O trabalho ou educação remotos obrigou as famílias a se equiparem e aí, sim, houve uma demanda maior que estimulou o repasse de preços. Todos os equipamentos eletrônicos também ficaram mais caros por conta da desvalorização cambial, que incide sobre os componentes importados", diz André Braz. O economista desassocia desse fenômeno o encarecimento de eletrodomésticos e equipamentos (0,94%) no início de agosto, que estariam ligados a um aumento dos custos para os produtores em função da escalada no preço do minério de ferro. Entre as âncoras, observa Braz, a mais conjuntural aconteceu nos serviços de Educação, cujos preços recuaram 3,27%, devido a reajustes nas mensalidades. Com o isolamento social, escolas e universidades migraram para a modalidade de ensino à distância, o que inspirou descontos que incidiram sobre os pagamentos de agosto. Só isso teve um peso negativo de 0,21 pontos percentuais (p.p.) no índice, que, portanto, teria chegado a 0,44% na comparação com julho, caso o segmento tivesse experimentado estabilidade. De fato, o IBGE detectou que os preços dos cursos regulares recuaram 4,01% no período. A maior queda foi observada na pré-escola (-7,30%), seguida por cursos de pós-graduação (-5,83%), de educação de jovens e adultos (-4,74%) e de ensino superior (-3,91%). Além disso, afirma Braz, outras âncoras foram passagens aéreas (- 1,88%), transporte por aplicativo (-0,75%) e seguro para veículos (-1,92%), cuja sinistralidade teria recuado em linha com a baixa circulação de carros. "Não há o menor indício de pressão inflacionária no momento. A atividade econômica permanece muito fraca, contratando pouco e levando a taxas de desemprego altas. Isso deixa menos renda para consumo e não abre espaço para repasses de preços. Serviços é um bom termômetro para acompanhar essa retomada da atividade e da inflação", afirma. Como exemplo, ele cita alimentação fora de casa, cujos preços recuaram 0,30%. "Quem perdeu emprego não come fora de casa ou consome outros serviços por razões óbvias de restrição de renda. E quem ainda está empregado, ou tem medo de sair de casa pela doença ou, receoso, tem feito opções mais baratas, como comer em casa", afirma. Para o especialista, com a inflação em doze meses (2,28%) ainda abaixo do piso da meta do Banco Central (2,5%) e a expectativa de uma queda no PIB entre 5,5% e 6,0%, está colocado um freio na renda das famílias que impede aumentos expressivos nos preços em 2020. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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