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24/08/2020 - Precisamos de credibilidade para pegar no tranco a partir de dezembro, diz Campos Neto

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Presidente do Banco Central reconhece que a recuperação da economia deve suavizar com o fim do auxílio emergencial e outros programas governamentais O Banco Central (BC) está otimista com as perspectivas para a recuperação da economia, afirmou nesta segunda-feira o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. "Estamos otimistas", disse no evento virtual 'Estadão Live Talks'. "A perspectiva de médio prazo está melhor." Segundo Campos, as revisões para cima das projeções para a atividade neste ano não estão sendo feitas às custas de revisões para baixo no ano que vem. Ele mostrou preocupação, no entanto, com os impactos que o fim do pagamento do auxílio emergencial e outros programas governamentais podem ter sobre a atividade em 2021. "Precisamos de credibilidade para pegar no tranco a partir de dezembro", afirmou. Até aqui, a recuperação da economia teve um início em formato de V, "mas não é um V total", segundo ele. "Provavelmente a recuperação vai suavizar", disse. Entre os pontos positivos do Brasil destacados pelo presidente do BC, estão o fato de a queda na taxa básica de juros ter sido uma das maiores entre os emergentes e os "vários programas [de crédito emergencial] funcionando ao mesmo tempo". Ele ainda afirmou que há dúvidas sobre quanto da recuperação pode ser atribuída a um auxílio emergencial "maior do que a média" em relação aos demais países e quanto ao fato de o pagamento ter sido feito de forma eficaz. Em relação ao 'lower bound', como é conhecido o limite para cortes da taxa básica de juros, Campos afirmou que não necessariamente ele é "intransponível" no Brasil. "Não dizemos que é intransponível", afirmou. "Dizemos que precisamos de cautela." Ele repetiu que, na visão do Comitê de Política Monetária (Copom), a economia precisa de "estímulo extraordinariamente elevado". Mas lembrou que no Brasil e em outros países emergentes o limite nunca havia sido experimentado até a crise. Entre os fatores que influenciam o 'lower bound', está o risco prudencial, citado pelo Copom em sua última ata. "[Com os juros baixos], você muda a estrutura de financiamento do sistema financeiro", disse, destacando a migração recente "muito forte" de recursos para a poupança, por exemplo. Questionado sobre como avaliava a atuação dos bancos centrais em meio às situações excepcionais criadas pela pandemia, Campos alertou para os riscos de que as autoridades monetárias se aproximem cada vez mais de atuarem na área de política fiscal. Isso, segundo ele, geraria uma perda de credibilidade difícil de recuperar para essas instituições. "Tenho brigado o máximo possível para manter esse princípio de separação", afirmou. Campos Neto, presidente do BC: "A perspectiva de médio prazo está melhor" José Cruz / Agência Brasil Provável saída de Paulo Guedes Campos Neto também disse, nesta segunda-feira, que nunca foi sondado para a vaga do ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, os rumores de que poderia assumir o Ministério da Economia em uma eventual saída de Guedes são "uma distração". "Nunca fui sondado para nada", garantiu Campos, em entrevista à CNN. O presidente do BC afirmou que tem um "alinhamento muito grande" com Guedes e que, portanto, "não faria sentido" assumir o Ministério da Economia. "Não vejo sentido nessa [suposta] proposta que está sendo feita", afirmou. Nas últimas semanas, voltaram a circular rumores de que Guedes estaria de saída do cargo. O nome de Campos Neto foi um dos mais citados como possível substituto. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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