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24/08/2020 - Não dá para furar o teto uma vez, porque pode desmontar, afirma Maia

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Presidente da Câmara reforçou preocupação do Parlamento com o gasto público e voltou a descartar a avaliação de processos de impeachment em meio à pandemia O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a defender nesta segunda-feira a manutenção do teto de gastos públicos e alertou que uma eventual ?brecha? poderia gerar precedentes para uma ampliação descontrolada dos gastos. Ele classificou a manutenção do veto presidencial ao reajuste de salários de servidores como uma ?vitória da sociedade? e destacou que o Parlamento tem votado ?com preocupação grande com o crescimento do gasto público?. ?Depois que você abre uma brecha para um reajuste, abre o caminho para qualquer coisa. Tudo é uma questão de princípio. Não dá para furar o teto uma vez, porque, se o fizer, o teto pode desmontar. A gente precisa de equilíbrio?, disse Maia, em entrevista à Rádio Gaúcha. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a descartar a avaliação de impeachment em meio à pandemia Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados Principal articulador da manutenção do veto presidencial, o parlamentar do DEM lembrou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a afirmar, meses atrás, que a Câmara dos Deputados era ?irresponsável? e que o Senado ?resolveria tudo?. Maia ironizou o fato de os deputados terem evitado uma derrota para o Palácio do Planalto na análise do veto sobre os reajustes na semana passada. ?Sabe qual é o problema? Ninguém pode achar que é o dono da verdade?, disse Maia, acrescentando não acreditar que o impacto da medida, de R$ 120 bilhões estimado pela equipe econômica, fosse real. ?A conta que Guedes fez, ele estava indo no limite máximo?, completou. Para Maia, o sistema bicameral é importante para que uma Casa possa revisar alguma decisão da outra Casa. Indagado sobre o ataque do presidente Jair Bolsonaro ao repórter de ?O Globo?, que o questionou sobre os depósitos feitos pelo ex-assessor Fabrício Queiroz nas contas da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, Maia criticou o chefe do Poder Executivo. ?Espero que o episódio de ontem não se repita. Não é bom, não ajuda e gera tensionamento. Claro que muitas vezes as perguntas que vocês fazem, a gente não gosta, fica com raiva. É da natureza humana. Não cabe uma reação desproporcional como a do presidente ontem. Uma frase com esse impacto vindo da figura mais importante da política brasileira gera impacto negativo internamente e externamente?, disse Maia. ?Os últimos meses foram muito positivos e seria bom que a gente seguisse esse mesmo caminho, sempre tratando a liberdade de imprensa como algo inegociável?, acrescentou. O parlamentar do DEM não quis comentar as investigações sobre os depósitos feitos por Queiroz e disse que ?cabe à Justiça tratar desse assunto?. ?Não cabe ao presidente da Câmara comentar.? Impeachment Maia reforçou que não é o momento de avaliar os pedidos de impeachment contra Bolsonaro e disse que os esforços devem estar voltados ao combate à pandemia e para reduzir os impactos econômicos da crise do coronavírus. ?[Impeachment] Não é um instrumento para ser utilizado a qualquer momento. Não cabe forcarmos nossos esforços para ampliar crise política?, disse Maia, explicando que um processo dessa natureza precisa ser sustentado por um crime de responsabilidade ligado ao mandato. Ele descartou que os supostos depósitos de Queiroz poderiam dar suporte ao afastamento do presidente. ?O que acho é que o julgamento do impeachment é político, não só jurídico. Temos que tratar com cuidado para não ampliar e gerar mais crise na política brasileira e tirar o foco do mais importante neste momento, que é combater a pandemia?. Sobre a pressão nas redes sociais para que acate um dos pedidos de impeachment, o presidente da Casa disse que a sociedade tem direito de pressionar, mas destacou novamente que o foco deve ser o combate à pandemia e a seus efeitos econômicos. Em relação a sua postura menos ofensiva de responder ao ataques já feitos por Bolsonaro contra o Congresso, Maia afirmou que ?a sociedade não pode pagar a conta dos conflitos, das brigas entre políticos, entre Poderes?. ?Não posso transferir para o cidadão as críticas que, muitas vezes, não são corretas, que recebi no ano passado e no inicio desse ano. Brigo com o presidente, ele me ataca e o cidadão paga a conta? Eu tenho uma visão diferente?. Durante a entrevista, o parlamentar do DEM repetiu ter convergência com as pautas econômicas do governo, com exceção da criação de impostos. Ele reforçou que sempre sinalizou não ter a mesma disposição em pautar a agenda de costumes defendida pelo Poder Executivo. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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