Home / Notícias / 24/08/2020 - Em novo ataque, Bolsonaro diz que jornalista 'bundão' tem mais chance de morrer por covid-19

24/08/2020 - Em novo ataque, Bolsonaro diz que jornalista 'bundão' tem mais chance de morrer por covid-19

SyndContentImpl.value=
Desrespeitosamente, o presidente disse que as chances de os jornalistas morrerem se contraírem a doença são maiores do que as dele Bolsonaro Reprodução / TV Brasil Um dia após ameaçar um jornalista do jornal "O Globo", o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar a imprensa. Dessa vez, em um evento ocorrido no Palácio do Planalto nesta segunda-feira, Bolsonaro usou o termo "bundões" para se referir a jornalistas. Ao discursar em uma cerimônia em prol da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, o presidente relatou um suposto episódio em 1978, em que teria resgatado um colega de Exército que estava se afogando, para destacar seu ?histórico de atleta?. Ao fazê-lo, provocou os repórteres que cobriam o evento, a quem se referiu desrespeitosamente como ?bundões?, dizendo que as chances de os jornalistas morrerem se contraírem a doença são maiores do que as dele. ?Sempre fui atleta das Forças Armadas. Aquela história de atleta, né? Que o pessoal da imprensa vai para o deboche, mas, quando pega num bundão de vocês, a chance de sobreviver é bem menor. Só sabe fazer maldade, usar a caneta com maldade, em grande parte?, disse. Bolsonaro utilizou o termo "histórico de atleta" em março, em um pronunciamento em rede nacional de televisão e rádio, ao afirmar que, se contraísse o coronavírus, não precisaria se preocupar. "No meu caso particular, pelo meu histórico de atleta, caso fosse contaminado pelo vírus, não precisaria me preocupar, nada sentiria ou seria, quando muito, acometido de uma gripezinha ou resfriadinho", disse o presidente na ocasião. No último domingo, Bolsonaro atacou um repórter de ?O Globo? ao ser questionado sobre depósitos feitos pelo ex-assessor Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. ?Estou com vontade de encher a tua boca na porrada, tá??, respondeu Bolsonaro, durante visita à Catedral Metropolitana de Brasília. Em nota, ?O Globo? repudiou o ataque feito pelo presidente, afirmando que o repórter ?apenas exercia sua função, de forma totalmente profissional?. Segundo a nota, ?tal intimidação mostra que Jair Bolsonaro desconsidera o dever de qualquer servidor público, não importa o cargo, de prestar contas à população?. E completa, afirmando que ?durante os governos de todos os presidentes, o ?Globo? não se furtou a fazer as perguntas necessárias para cumprir o papel maior da imprensa, que é informar os cidadãos. E continuará a fazer as perguntas que precisarem ser feitas, neste e em todos os governos?. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) condenou o ataque, assim como o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. No início do mês, a revista "Crusóe" mostrou que Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho do presidente, repassou R$ 72 mil em cheques a Michelle Bolsonaro, entre 2011 e 2016. Os dados foram revelados a partir da quebra do sigilo bancário do ex-assessor. Além disso, o jornal "Folha de S. Paulo" informou que Márcia Aguiar, mulher de Queiroz, repassou R$ 17 mil para Michelle em 2011. Pazuello não foi ao evento pró-cloroquina A cerimônia intitulada ?Brasil Vencendo a Covid-19?, que foi realizada no momento em que o país soma 114,7 mil mortes pela doença, não contou com a presença do ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, que cumpre agenda no Ceará, onde acompanha o início das operações da Unidade de Apoio ao Diagnóstico da covid-19, na Fiocruz. Em seu discurso, Bolsonaro elogiou a gestão do interino e reclamou da conduta de seu primeiro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que o contrariou sobre uso da hidroxicloroquina. Além disso, o presidente disse que muitos óbitos poderiam ter sido evitados se ?a hidroxicloroquina não tivesse sido politizada?. ?No meio militar, aprendi que pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão?, disse Bolsonaro, defendendo o medicamento contraindicado para o tratamento da covid-19. ?Vocês [médicos que defendem uso de hidroxicloroquina] salvaram, no meu entendimento, milhares e milhares de vidas no Brasil. Se a hidroxicloroquina não tivesse sido politizada, muitas destas vidas poderiam ter sido salvas, destas 115 mil.? O Brasil é o segundo país do mundo em número de infecções (3,6 milhões) e mortes registradas por covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos. A média de pessoas mortas por dia em decorrência da doença no Brasil, estagnada há três meses, ainda é umas mais altas do mundo. Além de Bolsonaro, outros integrantes do governo e médicos convidados defenderam o uso do medicamento, que, além de não ter eficácia comprovada contra a covid-19, aumenta o risco de o paciente desenvolver arritmia cardíaca, o que pode levar à morte. Ao final do evento, profissionais de saúde se aglomeraram no entorno do presidente para cumprimentá-lo. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

Atendimento

COTAÇÃO ONLINE

Envie sua solicitação. A Miller Torres liga para você.

ONDE ESTAMOS

Rua 104 nº 192 St. Sul
Goiânia-GO, Brasil
CEP 74083-300

ATENDIMENTO

Telefone: (62) 3093-8080
Horário de atendimento:
Segunda a Sexta-feira
das 8:30h às 18:00h

NEWSLETTER