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24/08/2020 - Continuidade de retomada na confiança do consumidor é incerta, alerta FGV

SyndContentImpl.value= Em agosto, a alta da confiança em agosto foi puxada mais por expectativas do que por melhora em consumo no momento presente A confiança do consumidor se aproximou, em agosto, do patamar pré-pandemia, mas a continuidade da retomada da confiança no consumo é incerta, nas palavras da economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Viviane Seda Bittencourt. Ela fez a observação ao comentar a alta, anunciada hoje pela FGV, de 1,4 ponto no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de agosto ante julho, para 80,2 pontos - mesmo nível de março, quando começou a pandemia. A técnica alerta que ainda há muitas incertezas na condução de política econômica nos próximos meses, que podem afetar a trajetória de recuperação do ICC. Viviane comentou que, em agosto, a alta da confiança em agosto foi puxada mais por expectativas do que por melhora em consumo no momento presente. Nos dois sub-indicadores componentes do ICC, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu apenas 0,5 ponto de julho a agosto, para 71,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 2 pontos, para 87,1 pontos. Isso evidencia a importância da confiança no futuro para manter trajetória de alta do índice, observou a pesquisadora. No entanto, os próximos meses estão cada vez mais com maior patamar de dúvidas em relação à economia, notou ela. A técnica comentou que não há, por exemplo, informação sobre valores de quanto seria o auxílio emergencial, estabelecido durante a crise iniciada pela pandemia e que deve se estender até o fim do ano. Ao mesmo tempo, novo programa assistencial deve ser anunciado, como o Renda Brasil - mas ainda não se sabe valor e período desse programa. Esses aspectos conduziram a uma mudança no perfil de confiança do consumo em agosto, informou a especialista. Antes, a retomada do ICC era comandada por todas as faixas de renda; mas, em agosto, a faixa de renda mais baixa e a faixa de renda mais alta inibiram avanço do índice. Em agosto, o ICC caiu 1,6 ponto ante julho em consumidores com ganhos até R$ 2.100,00 mensais; e, nos que ganham acima de R$ 9.600,00, o índice caiu 0,3 ponto em agosto. "Nos extremos do consumo, a confiança está caindo" resumiu ela. No caso dos mais pobres, as dúvidas em relação ao auxílio emergencial elevaram cautela no consumo, afirmou a economista. E, no caso dos mais ricos, que têm maior leitura de noticiário macroeconômico, há dúvidas em relação à trajetória da economia até o fim do ano, completou ela. Para a técnica, somente uma boa notícia em medidas de governo no combate à pandemia, ou melhora expressiva no mercado de trabalho, poderia conduzir o indicador a uma retomada sustentável de alta nos próximos meses. "É importante frisar que o ISA está praticamente estável, e o IE sobe, mas a alta está desacelerando", afirmou Viviane. "Se o ISA se mantiver estável e o IE continuar desacelerando, a confiança do consumidor pode voltar a cair", alertou ela. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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