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22/11/2016 - Uber do Seguro? Quem escreveu esse título não conhece de corretagem

ARMANDO LUIS FRANCISCO
Taxista e corretor são bem diferentes. E Uber não se parece em nada com aquilo…

Taxista é um profissional esmerado e competente, e merece todo nosso respeito, inclusive, na concorrência com a Plataforma Uber. Entretanto, em nada se compara a dinâmica aplicada pelo Uber ? admirada pela maioria - e a hipótese daquela empresa digital.

No seguro há empresas de corretagem digitais. Corretoras que vendem na web, exclusivamente. E ninguém, de modo algum, está querendo tirá-las do mercado de seguros.

Entretanto, há 4 anos, aproximadamente, houve um GT da Corretagem que quis tratar o assunto com primazia, ficando numa minuta que foi arquivada por conter muitas inovações. E a minha sugestão à Susep é desenterrá-la. A discussão, antiga, poderá dar base jurídica à normatização, ao demonstrar que a preocupação com o consumidor sempre foi a primazia da autarquia.

Mais: Os corretores de seguros são muito bem resolvidos. E os números são impressionantes: 90% dos seguros vendidos no Brasil são intermediados por profissionais autorizados a comercializar os produtos dessa indústria, depois de educados na Ciência do Seguro.

Ademais, eu sempre achei que, na defesa dos interesses dos consumidores, deveria haver somente uma porta de entrada na angariação do seguro: Escolarização na Ciência do Seguro, Exame de Habilitação, Controle Ético, Atuação em relação as necessidades do segurado. E o motivo é simples: Um contrato bilateral intermediado a favor da parte que menos conhece as regras muito técnicas do seguro.

Não obstante a clareza da necessidade do corretor na ponta, a própria legislação ?proíbe? o corretor do vínculo empregatício com as seguradoras, bancos e órgãos públicos, a fim de demonstrar que o corretor intermedia, com o conhecimento adquirido, a própria necessidade de um consumidor, o que seria inviabilizado com àquele vínculo descrito anteriormente.

Outrossim, se a Fenacor estivesse mesmo interessada no monopólio do corretor de seguros, apenas para seguir em fomento da massificação de larga escala, não pediria ao ministério público para interferir na relação empresarial com o consumidor. Afinal, justamente para isto foi a empresa de larga e rica escala foi criada, mas com uma venda que não decepciona o cliente em virtude do pouco conhecimento deste mesmo candidato a segurado vendido de forma não ortodoxa.

E o que eu vi foi um pedido claro de respeito ao mercado de seguros. Pois a atuação e a comercialização são diferentes da venda de bananas na feira de vilas. E um seguro mal vendido pode tornar-se a miséria do consumidor e sua família. Aliás, como uma empresa pública e social quer tirar o agente do bem da relação bilateral?

A atuação forte da Fenacor, na defesa de toda a indústria do seguro, tem despertado a atenção dos profissionais da área securitária. E a complementação feita no Legislativo tornou-se interessantíssima para todos os corretores. A parte que cabe a indicação do superintendente da Susep - na cota dos direitos de representação - mostrou-se não superficial ou amena em virtude do célere conhecimento do gestor. E a tríade superou em poder e beneficência o que poderia ser danosa à população brasileira.

Ao modelo Fenacor interessa, assim, sugerir o despertar da necessidade de um único canal de vendas, sob o prisma da defesa do interesse da sociedade. No quesito legislativo, o endurecimento de Leis que promovam o conteúdo da segurança jurídica e financeira do consumidor. Na atuação da Susep, as normas que interferem nas ações de toda a indústria do seguro. Em tudo isso, os 3 poderes podem se unir ao ?quarto poder?, que promova a atuação ética em direitos e obrigações do profissional da corretagem.

Aliás, falando desse outro poder - nas prateleiras, mas não disponível ainda na efetividade - há uma crise de identidade que poderá ser revertida nos próximos dias. A troca de comandos, no dançar das cadeiras, mostra a preocupação com o sucesso da medida não romântica. A nova direção demonstra capacidade para entender a adesão, solucionando dilemas importantes ao engajamento.

Voltando ao assunto, a presença da Fenacor foi decisiva para que as autoridades judiciárias barrassem, por enquanto, a venda de seguro sem corretor. Ponto para eles.

A diferença para o Uber é que eles são completos no que fazem. Não deixam brecha.

E quem quiser ser Uber no seguro, tem que ser um profissional corretor de seguros.         

 

Armando Luis Francisco

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