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21/11/2016 - Emprego na saúde suplementar mostra resiliência mesmo durante a crise

Estudo inédito do IESS constata criação de postos de trabalho no setor mesmo quando o…

Trabalho produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), disponível em www.iess.org.br demonstra que o emprego na cadeia produtiva da saúde suplementar (que financia planos de saúde, rede de atendimento e fornecedores de materiais e medicamentos, entre outros insumos) se mostra mais estável e resiliente à crise econômica brasileira do que o conjunto da economia do País.

No inédito ?Relatório de Emprego na Cadeia da Saúde Suplementar?, o IESS calculou, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), um indicador do estoque de pes­soas empregadas no setor e o comparou ao conjunto da economia brasileira, tendo como base o ano de 2009, e analisou a evolução do estoque de pessoas empre­gadas até maio de 2016. O índice adota como ?base-100?, ou ponto de partida, o ano de 2009, e avalia o crescimento do estoque de empregos até abril de 2016.

O resultado indica que a cadeia de saúde suple­mentar manteve o ritmo de crescimento desde 2009, atingindo, em abril de 2016, índice evoluiu para 132, enquanto o conjunto da economia brasileira registrava, no mesmo mês, 112.

?O indicador mostra que, a partir do segundo semestre de 2014, os demais setores da economia começam a apresentar queda no saldo de empregos e, por outro lado, o saldo da cadeia produtiva atrelada à saúde suplementar continuou crescendo. Note que, no período de setembro de 2014 a abril de 2016, mais de 1,5 milhão de beneficiários saíram dos planos de saúde e, mesmo assim, o setor continuou contratando?, analisa o superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro.

Segundo o relatório, o setor de saúde suplementar emprega aproximadamente 3,3 milhões de pessoas no Brasil, o que representa 7,6% da força de trabalho empregada no País em maio de 2016. A maior parte desses postos de trabalho (71,4%) é preenchida por prestadores de serviço. No total, são 2,3 milhões de médicos, enfermeiros e demais prestadores de serviço em clínicas, hospitais, laboratórios e estabelecimentos de medicina diagnóstica que atendem diretamente os beneficiários de planos de saúde. Os fornecedores de materiais médicos, equipamentos e medi­camentos, ou seja, a indústria de materiais e medicamentos, é responsável por empregar outros 802,5 mil profissionais. O que equivale a 24,1% dos postos de trabalho gerados pela cadeia produtiva de saúde suplementar. Por fim, as Operadoras de Planos de Saúde (OPS) respondem por 4,4% dos empregos do setor, ou 147,8 mil postos de trabalho.

Na opinião de Carneiro, a resiliência da saúde suplementar decorre de diversos fatores, mesmo em momentos de crise. O principal deles é o processo de aumento de proporção de idosos no total da população brasileira. O envelhecimento populacional gera mais demanda por serviços de saúde. A complexidade da cadeia produtiva da saúde também demanda investimentos de contratação e qualificação de mão de obra. ?Mesmo com a crise, o mercado de saúde tenta, ao máximo, não demitir porque, quando a economia retomar o crescimento e houver o reingresso de beneficiários, toda a cadeia terá de estar pronta para atender. Não ter mão de obra qualificada significa ineficiência, desperdício e problemas de atendimento?, explica. Pelos mesmos motivos, a expectativa do IESS é a de que o ano feche com o volume de empregos estabilizado.

Carneiro destaca também que quase 70% dos beneficiários são vinculados aos planos coletivos empresariais, um benefício concedido pelas empresas a seus colaboradores. Por isso, ele admite a hipótese de o temor do desemprego ter aumentado a demanda por atendimentos na cadeia da saúde suplementar. ?É evidente que se o trabalhador sabe do risco de perder o emprego e, por extensão, também o benefício do plano de saúde, ele vai antecipar consultas e exames. E essa demanda atípica também exige a mobilização de toda a estrutura do setor para prestar atendimento, o que pode ter estimulado a continuidade das contratações?, comenta.

De acordo com o Mapa Assistencial da ANS, o número médio de consultas por beneficiário foi de 5,4 em 2015. Resultado superior ao de países como Reino Unido (5,0) e Noruega (4,2). Além disso, no mesmo ano, a taxa de internação foi de 166 para cada grupo de 1.000 beneficiários. Já na OCDE a média é de 155.

Sobre o IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar baseados em aspectos conceituais e técnicos que colaboram para a implementação de políticas e para a introdução de melhores práticas. O Instituto busca preparar o Brasil para enfrentar os desafios do financiamento à saúde, como também para aproveitar as imensas oportunidades e avanços no setor em benefício de todos que colaboram com a promoção da saúde e de todos os cidadãos. O IESS é uma referência nacional em estudos de saúde suplementar pela excelência técnica e independência, pela produção de estatísticas, propostas de políticas e a promoção de debates que levem à sustentabilidade da saúde suplementar.

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