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21/08/2020 - Dólar passa de R$ 5,60 pressionado por exterior

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Esta é a primeira vez desde 20 de maio que a taxa de câmbio encerra acima de R$ 5,60 O ambiente mais arisco para a tomada de risco no exterior impediu qualquer recuperação do real após a Câmara manter, ontem, o veto a uma brecha que permitia a possibilidade de reajuste de salários de servidores públicos. Ao contrário de outros ativos, como os juros futuros, a moeda americana se manteve pressionada durante toda a sessão e encerrou em alta de 1,00%, a R$ 5,6078. Esta é a primeira vez desde 20 de maio que a taxa de câmbio encerra acima de R$ 5,60. Na semana, o dólar também acumulou alta de 3,29%. O fato de o real não ter tido sequer um suspiro de alívio após a decisão da Câmara - pelo contrário, sua desvalorização foi apenas amenizada com nova intervenção do Banco Central, que injetou US$ 650 milhões no mercado à vista -, joga luz a uma dinâmica que tem chamado a atenção recentemente, a de que o mercado de câmbio parece ter só uma direção, sem participantes que se atrevam a entrar na mão contrária, vendendo moeda americana. Essa dificuldade persiste mesmo com o real sendo um ativo extremamente barato na comparação com outras moedas, o que, a princípio, abre espaço para arbitragem entre elas. No ano, a moeda brasileira acumula depreciação de 28,5%. A lira turca, segunda pior divisa de 2020, tem desvalorização de 18,92% no período. Nesse cenário, há quem defenda uma atuação mais enfática por parte da autoridade monetária, o único player relevante nessa ponta. ?O BC não precisa ter regra para atuar e pode continuar com atuações mais erráticas, mas poderia vir com mais força, às vezes, e quebrar a dinâmica de alta?, diz Joaquim Kokudai, gestor da JPP Capital. ?Deveria vir mais forte em alguns momentos, quando tem um descolamento sem motivo. Aí pode pesar a mão. São oportunidades para fazer isso?, acrescenta. Embora reconheça a dinâmica negativa para o real, o executivo-chefe da Armor Capital, Alfredo Menezes, ressalta que a necessidade dos bancos de comprar, até o final do ano, uma quantidade expressiva de dólares para se adequarem às novas regras do 'overhedge' pode ser um dos fatores que limita a ação da autoridade monetária. "Como temos cerca de US$ 15 bilhões que os bancos precisarão comprar até dezembro, não faz sentido o BC por um caminhão de dinheiro agora e derrubar o dolar sabendo que vai outro fluxo de saída. Seria só fazer um movimento em V", diz Menezes, que já comandou as tesourarias do Bradesco e do BCN. "Nesse sentido, talvez seja melhor soltar aos poucos, até para limitar a volatilidade. Se não tivesse overhedge, o BC até poderia entrar mais pesado." Sobre a ausência do participantes na ponta vendedora, Menezes observa que, além das preocupações relativas à política e a trajetória fiscal -que naturalmente fazem o investidor buscar a segurança do dólar -, mudanças normativas nos últimos anos retraíram a participação de duas figuras antes importantes naquele lado. De um lado, as tesourarias de bancos estrangeiros passaram a arbitrar menos as diferenças entre moedas após a implementação das regras de Basileia 3. De outro, os exportadores deixaram de repatriar integralmente suas receitas após a gestão Guido Mantega do BC permitir que eles mantivessem suas divisas fora do Brasil. Na época, a medida foi desenhada justamente para amenizar a sobrevalorização do real. Mesmo assim, havia interesse em trazer esses recursos e aproveitar o ganho da Selic. "Com os juros nesse patamar, eles não estão mais internalizando dólares. Agora é só por questões de fluxo de caixa", diz. Erminio Lucci, CEO d BGE Liquidez, diz que é difícil tecer críticas à atuação do BC em um momento de forte questionamento sobre a trajetória fiscal. ?Se olharmos outros parâmetros, como a conta corrente, já vemos que já espaço para melhora. O nosso risco é totalmente macro e político?, diz. ?A direção do dólar mostra que, apesar das declarações do governo de que o teto será mantido, o mercado ão está comprando esta história. O BC, nessa questão, não tem ingerênia alguma. Só pode atuar para reduzir volatilidade.? Daniel Acker/Bloomberg SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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