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20/08/2020 - Ministros do STF dizem que relatório sobre opositores foi pedido no dia em que Moro deixou governo

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Em nota, ex-ministro da Justiça afirmou desconhecer ?qualquer relatório de inteligência sobre movimentos antifascistas produzido durante a sua gestão? Durante o julgamento nesta quinta-feira (20), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) apontaram que o relatório do Ministério Justiça e Segurança Pública contra servidores identificados como integrantes do "movimento antifascismo" foi requisitado em 24 de abril, dia em que Sergio Moro pediu demissão da Pasta. Em nota, o ex-juiz da Lava-Jato negou relação com o dossiê. Em uma dura fala, o presidente do STF, Dias Toffoli, saiu em defesa do atual titular da pasta, André Mendonça, e, sem citar Moro, afirmou que não se pode "fazer injustiças com pessoas que dedicam a vida pública ao Estado brasileira de maneira correta". Sergio Moro negou ter conhecimento da produção de dossiês contra opositores do governo no sua gestão Marcello Casal JrAgência Brasil/ MArcello Casal Jr/Agência Bras ?Há muitas pessoas que, às vezes, aparecem na imprensa bem na foto, mas são péssimas na vida pública e nas vidas que elas têm, criando fundos para administrarem, criando inimigos políticos para depois serem candidatos, e afastando as pessoas da vida pública e querendo galgar depois eleições futuras?, disse. O ministro Gilmar Mendes também apontou que o relatório foi produzido antes da chegada de Mendonça ao comando da pasta, o que, segundo ele, indica que é uma prática que vem ocorrendo há algum tempo no governo. Em sua fala, o ministro Edson Fachin afirmou o relatório foi requisitado no dia 24 de abril, data em que Moro pediu demissão. "Parece-me importante anotar que o relatório inicia com pedido de busca no dia 24 de abril deste ano, não me parece ser muito ao acaso esta data. Sabe-se, bastando folhear os periódicos, do dia 24 de abril deste ano, e portanto não era ainda ministro da Justiça o doutor André Mendonça", disse. A Secretaria de Operações Integradas (Seopi), apontada como a responsável pelo dossiê, foi um setor criado por Moro, quando tomou posse, em janeiro de 2019. Em nota, porém, a assessoria de imprensa de Moro diz que ele desconhece ?qualquer relatório de inteligência sobre movimentos antifascistas produzido durante a sua gestão?. ?O relatório divulgado na imprensa seria de junho de 2020 e teria sido requisitado após a sua saída do ministério." O texto diz ainda que "causa estranheza a suposta requisição de um relatório, justamente no dia 24 de abril, dia em que Sergio Moro deixou o governo". "O trabalho do ex-ministro sempre foi pautado pela legalidade, ética e respeito à Constituição Federal", afirma a nota. Nesta quinta-feira, por 9 votos a 1, o Supremo determinou a suspensão imediata da produção de dossiês sobre a vida pessoal de cidadãos, funcionários públicos e professores que fazem oposição ao governo Jair Bolsonaro. O Tribunal analisou ação do partido Rede Sustentabilidade, que questionou a produção de um relatório sigiloso pelo Ministério da Justiça. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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