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20/08/2020 - Maia diz trabalhar para manter veto a reajuste, mas condena crítica de Guedes

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Para o presidente da Câmara, aumento no salário dos servidores pode comprometer outros projetos, como o socorro para empresas de transporte O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou hoje que está trabalhando junto com os partidos pela manutenção do veto ao reajuste do salário dos servidores públicos federais, estaduais e municipais e que a derrubada pode comprometer outros projetos planejados pelo governo por causa do impacto nas contas públicas, como o repasse de R$ 4 bilhões para as empresas de transporte público. Maia organizou uma entrevista à imprensa junto com os líderes do governo e de vários partidos, desde os mais alinhados ao Executivo, como PP e PL, até outros que se declaram independentes, como DEM, MDB e PV, para dizer que ?é muito importante? manter o salário dos servidores congelados. ?Estamos trabalhando para manter o veto?, disse. O presidente da Câmara elencou também, como possível projeto prejudicado, a medida provisória que deu aumento para os policiais civis do Distrito Federal e os servidores dos antigos territórios federais. ?Não é ameaça. Mas se o veto cair, essa MP pode ser prejudicada. Não sabemos se o governo terá dinheiro para manter esse e outros projetos?, disse. Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, condenou as críticas feitas por Guedes ao Senado Najara Araujo/Câmara dos Deputados O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que outra decisão que pode ser comprometida é a extensão do auxílio emergencial para os trabalhadores informais e desempregados. O Ministério da Economia estima que os reajustes podem aumentar os gastos do governo, Estados e municípios em R$ 130 bilhões. ?O presidente vai anunciar hoje a prorrogação do auxílio emergencial e a derrubada desse veto pode interferir no prazo?, disse Barros. O presidente da Câmara disse que os servidores públicos precisam ajudar o país nesse momento de crise, onde os gastos com o combate a pandemia já estão em R$ 500 bilhões e devem chegar a R$ 800 bilhões até dezembro. ?Caminhamos para dois milhões de desempregados só no período da pandemia. Não dá para o setor público não dar sua contribuição?, comentou. Ele lembrou que defendia a redução de salário e de jornada dos servidores, mas que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que isso é inconstitucional. Ele também destacou que governadores e prefeitos têm conversado com os deputados para convencê-los a manter o veto - uma contrapartida ao repasse de recursos para compensar a queda na arrecadação e combater o coronavírus. "Os líderes têm conversado com governadores e prefeitos e todos eles estão pedindo a manutenção desse veto", disse. Maia condenou, porém, as críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, à derrubada do veto pelo Senado. ?Quero reafirmar nosso respeito ao Senado Federal. Não é porque o Senado fez votação que eu pessoalmente tenho divergência com o resultado que devemos atacar o Senado?, disse. ?Não nos ajuda o ministro da Economia atacar o Senado. Isso inclusive atrapalha e pode contaminar o processo de votação ?, afirmou Maia. Adiamento O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), disse que o adiamento da sessão, com o objetivo de ganhar tempo para convencer os parlamentares, ?vai depender da articulação?, mas que a decisão é do deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que presidirá a sessão. ?A gente não trabalha com esse cenário porque o cenário é contar votos, convencer no argumento e vencer na votação?, afirmou. Para Gomes, a posição majoritária hoje na Câmara é pela manutenção do veto e manutenção do congelamento de reajuste aos servidores até dezembro de 2021. O aval ao aumento de salários para algumas categorias foi dado pelo Congresso durante a tramitação do pacote de socorro financeiro a Estados e municípios, mas foi vetado por Bolsonaro. Em sessão ontem, senadores votaram para reverter a decisão do presidente. Bolsonaro afirmou hoje que será ?impossível governar o Brasil? se a Câmara acompanhar a decisão do Senado e reverter o veto ao reajuste. Nos cálculos do Ministério da Economia, a derrubada do veto compromete uma economia fiscal entre R$ 121 bilhões e R$ 132 bilhões. Para que o veto seja derrubado, é necessário o apoio de 257 deputados. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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