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20/08/2020 - Líder fala em quebra de acordo e senadores se irritam com críticas

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Senadores que votaram pela derrubada do veto se irritaram com as críticas de integrantes da equipe econômica e questionam contas de Guedes O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), acusa algumas bancadas de terem quebrado um acordo com governadores em torno do veto presidencial ao reajuste de salários de servidores. Segundo ele, havia sido combinado com os governadores que o Congresso não permitira o reajuste de categorias de servidores públicos, em troca da destinação de recursos públicos para o combate à pandemia. Agora o Palácio do Planalto tenta reverter a derrota na Câmara dos Deputados, onde o assunto deve ser avaliado a partir das 15h. Para que o veto seja derrubado, é necessário o apoio de 257 deputados. Ontem, o Senado votou pela derrubada do dispositivo, o que surpreendeu negativamente o governo. Diante do revés, aliados do presidente Jair Bolsonaro conseguiram que a análise pelos deputados fosse adiada para hoje, com o objetivo de organizar a base e reverter a derrota. Segundo apurou o Valor PRO, a expectativa de lideranças da Câmara, até mesmo entre os mais alinhados ao governo, é que o veto ?dificilmente será mantido?. Além da percepção de que senadores têm demonstrado mais ?lealdade? ao Palácio do Planalto, parlamentares avaliam que, com a sinalização positiva do Senado aos servidores, os deputados ficariam intimidados com a possibilidade de tomar uma decisão impopular sozinhos. Nos cálculos do Ministério da Economia, a derrubada do veto compromete uma economia fiscal entre R$ 121 bilhões e R$ 132 bilhões. Após a votação pelos senadores, o ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou o resultado e classificou a decisão como ?um crime contra o país?. Senadores se irritam com críticas Senadores que votaram pela derrubada do veto se irritaram com as críticas de integrantes da equipe econômica. Os parlamentares justificam que, antes do veto, o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus - como é o conhecido o projeto original - foi aprovado nas duas Casas a partir de uma negociação entre Legislativo e Executivo. Além disso, eles questionam as informações de que pode haver aumento de R$ 132 bilhões nos gastos públicos em até dois anos. Na época da aprovação da matéria, em maio deste ano, o texto que foi vetado recebeu votação unânime e relatório favorável do próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que teria negociado todos os termos do texto tanto com o Palácio do Planalto quanto com o Ministério da Economia. "Isso é fazer terrorismo econômico. De onde tiraram esse valor de impacto financeiro? Tem que se certificar sobre esses cálculos. Quem é que apresentou a emenda na Câmara ampliando o número de categorias profissionais [a serem beneficiadas pelo reajuste]? Foi o líder do governo, o Major Vitor Hugo", ironizou o senador Espidirião Amin (PP-SC). "O texto que saiu do Senado não tinha tantas categorias, elas foram incluídas na Câmara pelo próprio líder do governo. O relator do projeto foi o Davi Alcolumbre. Se alguém fez acordo com os governadores foi o relator", complementou. Espiridião Amin é um dos parlamentares que votaram pela derrubada do veto. Ele rejeitou a pecha de "irresponsável" que integrantes do Executivo estariam tentando colocar na imagem dos senadores. "Não tem ninguém que tenha sido mais responsável do eu", rebateu. O partido de Espiridião Amin é o PP, cujo líder é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos principais nomes do Centrão. Apesar de ter se aproximado do governo nos últimos meses, Nogueira não conseguiu garantir os votos de Amin e da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) a favor do veto. As críticas elevaram as cobranças também sobre um posicionamento do presidente Davi Alcolumbre, que está em silêncio até agora. Isso porque Alcolumbre foi relator da matéria que recebeu o veto e participou de toda a costura para a votação da medida. Os senadores têm destacado também que Alcolumbre não apareceu na sessão do Congresso de ontem. "Não estou entendendo [acusações de quebra de acordo]. Vamos reformular. O projeto demorou para ser votado porque o presidente Davi Alcolumbre entrou como relator para negociar com o governo. O texto foi votado por unanimidade com aval da equipe econômica", enfatizou um dos parlamentares, em caráter reservado. "Lamentável todos comprarem narrativa do (ministro Paulo) Guedes sem contextualizar e sem a leitura política por trás do texto. Quem desonrou o acordo? Onde estava Davi que nem presidiu a sessão?? Senadores em sessão remota Pedro França/Agência Senado SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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