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19/08/2020 - Scioli, novo embaixador da Argentina, apresenta credenciais a Bolsonaro

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A solenidade representa, nos meios diplomáticos, a habilitação do embaixador para o exercício pleno de suas funções O novo embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, apresentou nesta quarta-feira (19) suas cartas credenciais ao presidente Jair Bolsonaro. A solenidade representa, nos meios diplomáticos, a habilitação do embaixador para o exercício pleno de suas funções. Ex-governador da Província de Buenos Aires e candidato derrotado à Casa Rosada nas eleições de 2015, ele foi recebido no Palácio do Planalto por Bolsonaro e pela cúpula da política externa brasileira: o chanceler Ernesto Araújo, o assessor internacional Filipe Martins e o secretário-geral do Itamaraty, Otávio Brandelli. As cartas credenciais ? que têm origem na expressão francesa "lettre de créance" ? designam formalmente o representante de um país perante outra nação. Elas são dirigidas pelo chefe de um Estado soberano para outro, pedindo-lhe para dar "credibilidade" ao nome escolhido para representá-lo. Uma das cartas (não selada) é entregue ao Ministério das Relações Exteriores e outra (selada) diretamente ao presidente ou monarca de onde servirá o novo embaixador. Com um discurso de que os dois países podem cultivar relações "maduras e de respeito", sem que as diferenças ideológicas de seus governos comprometam a agenda bilateral, Scioli propõe revitalizar o comércio e atuar conjuntamente em áreas como turismo e promoção das exportações em terceiros mercados. Tido como um kirchnerista moderado, afeito ao diálogo entre correntes políticas distintas, Scioli foi escolhido pelo presidente Alberto Fernández diante da dificuldade de interlocução dos dois principais líderes do Mercosul. Até hoje eles não tiveram nenhum encontro pessoal. Durante a campanha eleitoral de Fernández, no ano passado, trocaram farpas. Farpas Na última reunião de cúpula do Mercosul, que ocorreu pela primeira vez de forma virtual, o governo brasileiro reagiu mal a duas posturas de Fernández. Ao saudar os presidentes do bloco, ele não citou nominalmente Bolsonaro ? algo visto como proposital no Planalto. Depois, levantou-se em protesto ao discurso da presidente interina da Bolívia, Jeanine Ánez, que tem adiado seguidamente a data das eleições. Brasil e Argentina também divergem sobre a sucessão no comando do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O Brasil tinha pretensões de lançar um nome próprio, mas resolveu apoiar o candidato dos Estados Unidos, Mauricio Claver-Carone, indicado pelo presidente Donald Trump. Por um acordo informal entre os sócios, a instituição jamais foi presidida por um americano. A Argentina manteve a candidatura do secretário de Assuntos Estratégicos, Gustavo Beliz, e tem o apoio de países como o México. Por causa da pandemia, um bloco de países europeus ? sócios, mas não beneficiários do BID ? propõe o adiamento das eleições. Em nota divulgada ontem, o Itamaraty e o Ministério da Economia defenderam a escolha em setembro, como estava planejado. Agenda comum Na audiência de hoje, Scioli disse que o presidente argentino quer deixar "desencontros" para trás e atuar em parceria com o governo brasileiro. Ao deixar o Palácio do Planalto, o representante diplomático relatou ter recebido palavras ?alentadoras? de Bolsonaro em uma conversa ?franca?. "Trouxe mensagem do presidente Alberto Fernández sobre a vontade de trabalharmos juntos com o presidente Bolsonaro e sua equipe, deixando para trás desencontros", relatou o embaixador argentino no Brasil. Bolsonaro apoiava a reeleição de Mauricio Macri e criticou de forma reiterada a vitória do atual presidente, que é de um partido de esquerda e já manifestou admiração pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a entrevista, Scioli ainda revelou ter pedido a Bolsonaro uma "linha direta" com integrantes do governo para tratar de uma agenda comum, que envolve, por exemplo, projetos de infraestrutura e a produção de vinhos. Também entregaram as cartas credenciais a Bolsonaro hoje os embaixadores da Alemanha, Heiko Christofh Thoms, e da Armênia, Arman Akopian. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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