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19/08/2020 - Dólar volta a fechar acima de R$ 5,50 com risco fiscal e Fed

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A valorização do dólar chamou a atenção do BC, que leiloou mais 10 mil contratos de swap cambial, mas acabou tendo efeito praticamente nulo sobre a cotação da moeda As preocupações com a trajetória fiscal no curto prazo, que continuam a pesar sobre o mercado de câmbio local, se somaram à recepção negativa da ata da última reunião do Federal Reserve, que mostra dirigentes ainda inseguros com o rumo dos estímulos monetários nos Estados Unidos. Essa combinação levou o dólar a superar o patamar de R$ 5,50 novamente, do qual não retrocedeu mesmo com novo leilão extraordinário de swap cambial. No encerramento do pregão, a moeda americana foi negociada em alta de 1,14%, a R$ 5,5287, perto da máxima intradiária de R$ 5,5384. A valorização do dólar chamou a atenção do BC, que leiloou mais 10 mil contratos de swap cambial, mas acabou tendo efeito praticamente nulo sobre a cotação da moeda. Segundo a ata, dirigentes do Fed voltaram a discutir que passos adicionais podem dar no sentido de prover mais estímulos à economia americana. No entanto, foi comentado que o controle da curva de juros (YCC, na sigla em inglês), uma das opções à mesa, oferecia benefícios "modestos" no atual ambiente. Houve também um tom mais negativo que o esperado sobre os riscos que rondam a recuperação da economia americana, em especial os relativos a uma possível segunda onda e covid-19 no país. "Os dirigentes temem o custo potencial do YCC, incluindo "a possibilidade de uma expansão excessivamente rápida do balanço e dificuldades em comunicar a estratégia de retirada da política"". notam economistas do ING. "No entanto, caso os rendimentos dos Treasuries voltem a subir de forma significativa - talvez através de uma emissão mais rápida do Tesouro, que precisa financiar seu déficit recorde - esta opção volte à mesa de discussão. Lá fora, o tom mais cauteloso que o esperado do Fed levou o dólar a ampliar ganhos contra moedas desenvolvidas e desacelerar perdas contra emergentes. No mesmo horário, ele operava estável contra o peso mexicano. cedia 0,34% frente ao rand sul-africano e subia 0,29% contra o rublo russo. Internamente, pesam ainda as discussões para estender os gastos criados na crise, que parecem cada vez mais concretos. Segundo apurou o Valor, ganha força no Senado e, em menor medida, na Câmara, a ideia de estender uma segunda vez o auxílio emergencial no valor de R$ 600 e, dali em diante, continuá-lo, porém em parcelas menores, até a aprovação do Renda Brasil, o programa com que o governo pretende substituir o Bolsa Família. "A negociação do dólar continua bem tensa, com o mercado ainda formando sua cabeça sobre como vai ficar a questão fiscal e ainda com receio de uma possível saída do [ministro da Economia] Paulo Guedes caso este não aguente a pressão da ala que quer mais gastos", diz Vanei Nagem, diretor de câmbio da Terra Investimentos. Outro fator que pressionou o câmbio hoje, diz o profissional, foram os dados do fluxo cambial, que continuam a mostrar a saída do estrangeiro do país. Segundo o Banco Central, o Brasil registrou uma saída líquida de US$ 1,934 bilhão na semana passada. Com isso, o saldo negativo do fluxo cambial no ano até o último dia 14 subiu para US$ 15,186 bilhões. A conta de capital registra saída líquida de US$ 44,351 bilhões. Já a conta comercial tem entrada líquida e US$ 29,165 bilhões. Nesse ambiente, alguns participantes de mercado notam que o real já parece andar novamente descolado dos demais emergentes. "O dólar segue entre R$ 5,40 e R$ 5,50, completamente dissociado do mercado externo. Há chances de a tendência de médio prazo reverter enquanto o dólar seguir acima da região de R$ 5,40", diz a WIA Investimentos em nota. O mau desempenho do real foi notado pelo próprio Federal Reserve. Em seu comentário sobre a situação financeira global feita, o BC americano lembra que da reunião de 9 e 10 de junho para o encontro de 28 e 29 de julho o real teve depreciação de quase 5% em relação ao dólar. Isso ocorreu ?em meio aos contínuos cortes de juros pelo Banco Central do Brasil, escalada nos casos de coronavírus e turbulências políticas no Brasil?. stock.xchng SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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