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19/08/2020 - Capital Economics revisa PIB do Brasil em 2020 de -7% para -5%

SyndContentImpl.value= Consultoria cita dados melhores do que o previsto da atividade A Capital Economics revisou sua estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2020 de -7% para -5%, citando que dados recentes sugerem uma recuperação da economia até agora mais rápida do que esperado. Menos espaço para políticas, fraqueza do mercado de trabalho e a contínua disseminação do novo coronavírus significam, porém, que a recuperação daqui para frente será muito mais lenta, afirma a casa. Nas estimativas da Capital Economics, o PIB do segundo trimestre deve ter se contraído 10,5%, ante os três meses anteriores, enquanto a economia poderá se expandir 7% no terceiro trimestre. Segundo William Jackson, economista-chefe para mercados emergentes, cresce o sentimento de otimismo em relação às perspectivas econômicas para o Brasil. Ele cita como exemplo o indicador de atividade do Banco Central, que indica que, até junho, a economia havia recuperado cerca de 40% das perdas entre fevereiro e junho. "Dados mais recentes ? como as sondagens publicadas pela FGV e números de geração de energia ? sugerem que a recuperação continuou em julho e agosto", diz Jackson. Segundo o economista, o indicador de mobilidade da Capital Economics, que mede, por exemplo, visitas a pontos de venda e locais de trabalho e o uso de transporte público, sinaliza que a recuperação da atividade no Brasil está mais à frente do que a de seus pares latino-americanos. "É certo que nem tudo são boas notícias. As importações permaneceram fracas (refletindo volumes menores ao invés de menores preços de bens importados), o que pode ser um sinal de continuidade da baixa demanda doméstica. E alguns setores como viagens aéreas e hospedagem, embora se recuperem, ainda estão muito fracos. Mesmo assim, a economia do Brasil até agora se saiu melhor do que esperávamos inicialmente", afirma Jackson, citando que isso provavelmente reflete a natureza relativamente limitada das medidas de restrição no país, além de "uma resposta fiscal substancial". Cautela A recuperação, porém, deve "perder ímpeto", afirma Jackson. Por um lado, ele diz, a contínua propagação do vírus, provavelmente, terá efeitos duradouros. "Embora as autoridades não pareçam inclinadas a apertar as medidas de restrição (como aconteceu em outras partes da região), um alto número de casos de coronavírus resultará em comportamento cauteloso, atingindo os setores de recreação e transporte em particular", afirma. Além disso, Jackson observa que o mercado de trabalho "também está se enfraquecendo?. Citando pesquisa semanal do IBGE, ele diz que a taxa de desemprego "aumentou acentuadamente", refletindo a perda de cerca de três milhões de empregos entre o início de maio e a última semana de julho. "A renda familiar aumentou pelo apoio fiscal (que ajuda a explicar a recuperação nas vendas no varejo), mas é improvável que isso perdure." Reconhecendo que há pressões para que o governo amplie gastos e rompa o teto, a Capital Economics diz que seu cenário base ainda é de que "o governo seguirá os planos de austeridade no próximo ano, o que implica cortes de gastos em outras áreas e possíveis aumentos de impostos". Segundo Jackson, isso aliviaria as preocupações sobre a trajetória da dívida pública, permitindo ao BC manter a taxa básica de juros em seu nível atual baixo até 2022 e preservando a confiança do investidor. "Mas isso viria ao custo de uma demanda mais baixa", ele pondera. Por isso, Jackson diz que "após a queda relativamente modesta" projetada para o PIB neste ano, a Capital Economics espera crescimento de apenas 3% em 2021 e 2% em 2022 - antes, a projeção era de 2,5% em ambos os anos. "Com base nessas previsões, o nível do PIB real ainda estaria cerca de 6% abaixo de sua tendência pré-crise no final de 2022", afirma o economista. Com o rompimento do teto de gastos, a postura fiscal poderia ser mais frouxa, o que traz um "risco positivo" para a projeção do PIB em 2021, observa Jackson. "No entanto, dada a problemática dinâmica da dívida governamental do Brasil, isso também resultaria em um prêmio de risco mais alto, uma moeda mais fraca e, provavelmente, desencadearia aumentos nas taxas de juros. Rendimentos de títulos nas pontas curta e longa da curva, provavelmente, subiriam, e as condições financeiras se estreitariam, o que compensaria parcialmente o impulso de uma postura fiscal mais flexível." SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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