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18/08/2020 - Minério de ferro impulsiona inflação pelo IGP-M, aponta FGV

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Segunda prévia do indicador em agosto registrou a maior taxa desde dezembro de 2002 O minério de ferro mais caro no atacado impulsionou a segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que acelerou de 2,02% em julho para 2,34% em agosto, a mais forte desde dezembro de 2002 (3,26%). Segundo o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) André Braz, a alta do minério representou, sozinha, um terço da inflação atacadista mensurada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M. O indicador subiu de 2,72% para 3,15% entre a parcial de julho e a de agosto, sendo que metade dessa aceleração foi originada do minério, acrescentou. Como a alta do minério não dá sinais de ceder, Braz não descartou que o IGP-M de agosto se encerre acima da taxa da segunda prévia - mesmo em cenário de pandemia, de demanda enfraquecida. Leo Pinheiro/Valor O técnico da FGV comentou que, da segunda prévia de julho para segunda prévia de agosto, a alta do minério de ferro acelerou de 7,98% para 9,24%. O produto representa, sozinho, quase 10% do IPA, e está com forte demanda da China, maior comprador global do minério brasileiro, lembrou o técnico. A China tem apresentado sinais de retomada na economia após a crise causada pela covid-19, observou o técnico, o que acaba por acelerar o ritmo de exportações daquele país, como a do minério brasileiro. Esse cenário de minério de ferro mais caro ocorre em um momento em que as commodities operam com alta de preços, influenciadas por câmbio em alta, acrescentou o técnico. Além do minério, o IPA na segunda prévia de agosto contou com a soja 4,73% mais cara, e com bovinos 3,25% mais caros, acrescentou o especialista. Outro aspecto citado por ele que também ajudou a manter em alta o IPA na segunda prévia de agosto é a alta do petróleo no mercado internacional. Isso influencia reajustes de derivados no mercado interno, observou o especialista, e deixou o óleo diesel 7,57% mais caro, acrescentou. Em contrapartida, o varejo não dá sinais de aceleração, pelo contrário. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) abrandou de 0,49% para 0,41% da segunda prévia de julho para igual prévia em agosto. Braz comentou que, mesmo com o avanço de preços dos alimentos - cuja demanda aumentou durante a pandemia -, de 0,01% para 0,50%, outros fatores contribuíram para a taxa menor do IPC, no período. No caso do varejo, como a demanda opera a ritmo fraco devido à crise atual, há muitas quedas e desacelerações de preços que ajudam a "ancorar" para baixo o indicador de varejo, notou ele. Mas o IPC representa 30% do total do IGP-M, menos que o IPA, lembrou o técnico. Assim, na prática, caso o minério continue a subir de forma expressiva, isso vai impulsionar aceleração no IPA. Ele não descartou continuidade desse fenômeno para setembro. "Enquanto essa alta [do minério] durar, isso vai influenciar os resultados [dos IGPs] para frente", afirmou. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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