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17/11/2016 - Os esquecidos

Leia o novo artigo do consultor financeiro: Álvaro Modernell

Revirei arquivos, busquei na memória, viajei na web e não achei nada. Nem em dezenas de artigos que escrevi, nem em centenas de artigos de outros autores que li. Nada!
Nunca vi nada dirigido aos ?zero a zero?. Talvez porque representem pequena parcela da população. Talvez porque represente desafio menos instigante do que os demais grupos. Talvez porque não paguem por consultorias. Talvez porque tenham sido simplesmente esquecidos. Apenas isso.

Textos sobre finanças pessoais geralmente são dirigidos a pessoas endividadas ou para potenciais investidores. Varia a temática, a profundidade, mas o público gravita nesses dois extremos. O terceiro, o dos zero a zero, pessoas que nunca se endividam, tampouco conseguem juntar dinheiro, sempre foram deixadas de lado.

O perfil indica pessoas disciplinadas o bastante para não gastarem mais do que ganham, o que as levaria ao endividamento. Porém, indica, também, que apesar de resistirem às tentações, não demonstram ser motivadas o bastante para juntar dinheiro, um pouco que seja, o que as tornaria potenciais investidores.
Para esse grupo, dos esquecidos, talvez funcione a regra 3 x 3. Três produtos simples, com três características importantes. O prazo entra na mesma regra, se não dá para ser por três anos, que seja por trimestres, ou três meses.

Melhor que nada! Pensei em poupança, capitalização e Tesouro Direto. São simples, populares e previsíveis.

Quando se fala em perfil, a ênfase recai sobre conservadores ou arrojados. Grandes e pequenos investidores ou endividados. E os que estão à margem desses grupos, os esquecidos, gente que não deve, mas também não investe?

Não me agrada quando o foco das avaliações é voltado apenas para a rentabilidade. Isso funciona para quem tem dinheiro, para quem já venceu as etapas mais difíceis. Três, cinco, dez por cento da população? E para a turma do zero a zero? Há milhões de brasileiros nessa situação. É preciso que rompam a inércia. Para o lado positivo, claro!

Quando atendo pessoas, grupos ou famílias de baixa renda isso fica evidente. Fico mais satisfeito quando vejo suas reservas crescerem, mesmo com baixa rentabilidade, seja na poupança e na capitalização, do que ao ver gente que ganha de um lado e gasta do outro. Ótima rentabilidade sobre 100, mas pagando juros sobre 200. E o patrimônio cada vez menor.

Cansei de ver carteiras de clientes e matérias sobre ganhos de rentabilidade acima da média, mas com retiradas de capital superiores aos novos aportes. Na prática, é como ficar com metade de uma pizza brotinho e achar melhor do que três fatias de uma pizza gigante.

Por essas e outras, passei a valorizar mais a simples e tradicional poupança e os antes combatidos títulos de capitalização. Para camada expressiva da população, aqui representados pelos esquecidos, é o que funciona, na prática. Ambos possuem papel fundamental para atrair, manter e ajudar a crescer suas reservas. Essas pessoas contam mais com seus próprios esforços do que com rendimentos das suas teóricas aplicações. Simuladores e índices de rentabilidade não botam dinheiro pra dentro. Depósitos, aportes, sacrifícios, disciplina, motivação é que o fazem.

Para quem duvida, fica a provocação: o que faria mais diferença na vida de uma família de baixa renda, obter o dobro do rendimento que a poupança oferece sobre um saldo de cem ou quinhentos reais, ou ter motivação e disciplina para poupar todos os meses uma parte da sua renda, ou dos seus gastos, seja qual for, e seja em que instrumento financeiro for?

E para quem tem mais dinheiro? Aí são outros quinhentos.

FONTE: Cnseg

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