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08/09/2020 - Se foco for popularidade, desaparece preocupação com neutralidade fiscal, diz Pastore

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Economista disse em webinar que preocupação hoje está com a flexibilização do teto de gastos O economista Affonso Celso Pastore, da AC Pastore, disse nesta terça-feira que a criação de programa de renda mínima preocupado em ?manter elevada popularidade? do presidente Jair Bolsonaro pode criar uma noção de que se perdeu a neutralidade fiscal no país. ?Se o objetivo do programa for manter elevada popularidade do presidente com foco nas eleições de 2022, perde-se a noção da neutralidade fiscal e aparece noção que pode aumentar gastos?, disse Pastore, ao participar de debate sobre a recuperação econômica e a política monetária em webinar transmitido pelo canal do YouTube da Fundação Getulio Vargas e no site do Valor. ?Minha preocupação hoje em dia está com a flexibilização do teto de gastos?, acrescentou. Para ele, se a criação do programa de renda mínima do governo tiver como objetivo apenas reduzir a pobreza extrema e diminuir a flutuação da renda de informais, isso poderia ser feito com remanejamento de recursos de outros programas existentes, cumprindo o teto dos gastos. Mercados estão funcionando; desafio agora é estímulo a economias, diz José Julio Senna Recuperação é heterogênea; setor de serviços vem mais lento, diz Mesquita Pastore afirmou que o risco é assistir a novos déficits primários. Ele questionou se o país tem condições de administrar dívida pública alta e crescente. Ele acrescentou que a flexibilização do teto dos gastos leva a prazos médios de vencimento mais baixos por reação do Banco Central (BC) e também eleva prêmios de riscos do país. Para ele, seria primeiro sintoma de intolerância à dívida. Outro sintoma seria a inflação mais elevada, mencionou. ?O prêmio de risco se manifesta na inclinação da curva a termo de juros e no câmbio?, disse ele. ?Política monetária sem uma âncora fiscal perde a sua capacidade?, acrescentou Pastore. Ele lembrou que desde que o país perdeu grau de investimento, a participação de estrangeiros na dívida vem caindo e está abaixo de 9%, com ?nítida tendência de queda? Sobre a recuperação da economia, Pastore disse que as famílias têm poupança retida por conta das decisões de postergar consumo. Ele disse que essa poupança seria ?circunstancial? e que não haveria segurança de que esses recursos serão gastos no próximo ano. Reformas O teto de gastos não vai se sustentar se o país não realizar reformas, especialmente a administrativa, disse o economista. Ele lembrou que apenas os gastos com INSS e o Regime Próprio de Previdência representam 59% dos gastos primários do país. ?Não é possível termos salários no setor público significativamente acima do setor privado e com regras de reajuste que não têm a ver com méritos. Precisamos das reformas que permitam controlar os gastos?, afirmou Pastore. ?Se não fizermos reformas, não tem como sustentar o teto de gastos. Armínio [Fraga, ex-presidente do Banco Central] tem razão quando diz que o teto não se sustenta, mas queremos tratar o programa com gambiarras ou reformas??, acrescentou o economista. Para ele, o país busca ?saídas fáceis e não há saídas fáceis?. Reprodução/Youtube SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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