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08/09/2020 - Depósito remunerado é útil, mas uso para reduzir dívida é ?truque?, diz Senna

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Diferente das operações compromissadas, instrumento é tido como operação monetária sem natureza fiscal, mas "é dívida do governo do mesmo jeito", aponta A implementação de depósitos remunerados no Banco Central como alternativa às operações compromissadas da autoridade monetária visando redução estatística da dívida é um ?truque? e ?absurdo?, avalia José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV). Ambos os instrumentos seriam formas de o BC retirar o excesso de dinheiro da economia e, assim, manter a taxa Selic na meta fixada. Mas uma diferença importante é que as operações compromissadas são consideradas pelo BC um passivo e entram no cálculo da dívida bruta do país. Já os depósitos remunerados são tidos como operações apenas monetárias, sem natureza fiscal. "No fundo, é um truque, porque na verdade o BC é propriedade do governo", disse Senna ao participar de webinar transmitido pelo canal do YouTube da Fundação Getulio Vargas e no site do Valor. "É dívida do governo do mesmo jeito, porque o BC está devendo para o sistema bancário." Reportagem do Valor de hoje mostra que o governo tenta usar a substituição das compromissadas por depósitos voluntários remunerados das instituições financeiras como moeda de troca para ter apoio da oposição no projeto de autonomia do BC. Mercados estão funcionando; desafio agora é estímulo a economias, diz José Julio Senna Se foco for popularidade, desaparece preocupação com neutralidade fiscal, diz Pastore Recuperação é heterogênea; setor de serviços vem mais lento, diz Mesquita Para Senna, seria bom para o BC ter a possibilidade de trabalhar com depósitos remunerados, mas não deveria haver diferença significativa entre os instrumentos do ponto de vista fiscal. "Na estatística, vai aparecer que a dívida caiu, mas não é uma coisa real. Acho que é útil ter o instrumento, outros países têm, não vejo por que não ter. Mas pensar em implementar isso de olho em redução da estatística de dívida é um absurdo mesmo", afirma. Reprodução/Youtube SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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