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06/12/2016 - Varejo paulista deve iniciar recuperação em 2017 e expectativa é de aumento real de 1% no faturamento, estima FecomercioSP

De acordo com a Entidade, mesmo com a recuperação da confiança de empresários e consumidores,…

Após dois anos consecutivos de queda (2014 e 2015) e a projeção de estabilidade para este ano, o faturamento do comércio varejista no Estado de São Paulo deve registrar crescimento de 1% em 2017, segundo estimativa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). No próximo ano, a receita total de vendas deverá alcançar R$ 583,4 bilhões.

Segundo a Entidade, a recuperação das vendas deve ser um processo longo e bem gradual e não são esperados resultados expressivos em 2017, dada a profundidade da atual recessão, a forte corrosão observada na renda das famílias, principalmente as de menor poder aquisitivo e o tempo necessário para maturação de novos investimentos. A aprovação da política de teto para os gastos públicos e a manutenção de um ciclo de queda nas taxas básicas de juros, de acordo com a Federação, tendem a restaurar a confiança dos agentes econômicos, estimulando novos investimentos e criando as bases para um melhor controle da inflação, que tende a lentamente convergir para o centro da meta.

Para o Estado de São Paulo é esperada uma recuperação mais rápida do que para o Brasil. A economia paulista deve se beneficiar mais intensamente de uma eventual melhoria da indústria e do comércio externo, que têm impactos positivos mais intensos sobre a renda.

Entre as 16 regiões analisadas pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), da FecomercioSP, Araraquara (8%), Marília (6%) e Litoral (6%) apresentarão os melhores desempenhos em 2017. Já as regiões de Osasco (-14%), Bauru (-3%) e Guarulhos (-1%) serão as únicas que devem exibir retração nas vendas no próximo ano.

Varejo em 2016
O comércio varejista do Estado de São Paulo deverá apresentar, no final de 2016, uma taxa nula de crescimento, com faturamento real acumulado de R$ 580 bilhões, montante similar ao obtido em 2015. Apesar de o resultado estar muito aquém do desejável, o setor conseguiu superar os prognósticos negativos traçados no início do ano, quando se estimava nova queda anual de vendas ao redor de 5%, após ter registrado uma retração de 6,3% em 2015, o pior desempenho anual da história recente do varejo paulista.

Segundo a FecomercioSP, diferentemente de 2015, quando o varejo em todas as regiões apresentou quedas anuais nas vendas, em 2016 a estimativa é que 11 das 16 regiões registrarão crescimento no faturamento real acumulado no ano.

As regiões do Litoral e Araraquara devem registrar os melhores desempenhos em 2016. Segundo as projeções da FecomercioSP, o varejo do Litoral deve encerrar o ano com alta de 7,1% no faturamento, que alcançará R$ 22,4 bilhões. Já em Araraquara, as vendas no comércio varejista devem registrar aumento de 5,7% em 2016 e faturamento real de quase R$ 16,0 bilhões.

Em contrapartida, o varejo das regiões de Osasco e Bauru provavelmente fecharão o ano com os piores resultados no Estado. A região de Osasco deve registrar forte queda de 12,8% em 2016, em comparação com o ano anterior, perda de R$ 7,3 bilhões no faturamento. Já o comércio varejista da região de Bauru deve apresentar retração de 2,3% no ano, com faturamento real estimado para 2016 de pouco mais de R$ 17 bilhões - R$ 410 milhões a menos que no ano anterior.

Quatro das nove atividades analisadas pela pesquisa devem evitar perdas anuais no faturamento em relação a 2015, com destaque para farmácias e perfumarias (11%) e supermercados (6%), que devem atingir o faturamento real de R$ 43,8 bilhões e R$ 203,2 bilhões, respectivamente.

Por outro lado, as quedas mais agudas devem ser registradas nos segmentos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-15%) e de lojas de móveis e decoração (-7%), que devem registrar receitas de R$ 40,8 bilhões e R$ 7,6 bilhões, respectivamente.

Natal
As vendas do comércio varejista no Estado de São Paulo devem registrar leve queda de 0,3% em dezembro em relação ao mesmo período de 2015, e o faturamento real deve atingir R$ 59,1 bilhões no mês. De acordo com a FecomercioSP, mesmo com o início da reversão do ciclo de quedas nas vendas observado a partir de junho, não há elementos que sustentem uma previsão otimista para o movimento varejista em dezembro de 2016. A persistência do quadro de retração da renda e elevada taxa de desemprego, aliadas as altas taxas de juro e dificuldade de acesso ao crédito, devem desestimular as vendas no Natal.

Entre as regiões analisadas, estima-se que Osasco e Bauru apresentem os piores resultados no período. A expectativa é que as vendas apontem quedas de 16,7% e 4,7%, respectivamente. Juntas, as regiões devem somar um faturamento real de R$ 6,4 bilhões.

As regiões de Araraquara e Sorocaba devem registrar os melhores desempenhos do varejo em dezembro, com altas de 8,5% e 7,4%, respectivamente. As receitas somadas nestas regiões devem alcançar R$ 5,1 bilhões.

Das nove atividades que englobam a pesquisa, as quedas mais expressivas comparadas a dezembro de 2015 devem ser observadas em eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-19,3%) e lojas de móveis e decoração (-11,1%). Os segmentos que deverão registrar os melhores desempenhos no mês do Natal são farmácias e perfumarias (9,2%) e autopeças e acessórios (7,7%).

Para a assessoria econômica da Entidade, o elemento mais importante para sustentação da expansão sazonal que ocorre em dezembro em comparação aos demais meses é o ingresso do 13º salário que, em 2016, tende a ser inferior em 2,8% ao volume pago em 2015, em termos reais, já descontada a inflação.

Serviços
O faturamento real do setor de serviços na cidade de São Paulo registrou queda de 3,6% no acumulado do ano, terminado em setembro, sendo a 21ª queda consecutiva neste comparativo. As informações são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), apurada mensalmente pela FecomercioSP em parceria com a Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico de São Paulo.

A expectativa para os últimos três meses do ano é que ocorra uma desaceleração no ritmo de queda das receitas reais, principalmente porque a base de comparação é baixa e também porque houve uma recuperação dos índices de confiança e intenção de consumo no período recente. Assim, o setor deve encerrar 2016 com um faturamento real de R$ 262,3 bilhões, queda de 3,3% em relação ao ano anterior.

Comércio Eletrônico
O comércio eletrônico paulista registrou faturamento real de R$ 3,4 bilhões no terceiro trimestre do ano, queda de 6,6% em relação ao mesmo período de 2015. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE), e revelaram uma redução da participação do comércio eletrônico sobre o total das vendas do comércio varejista paulista. No primeiro trimestre a representatividade do comércio eletrônico era de 2,7%, passando para 2,6% no segundo e, finalmente, 2,4% no terceiro. O ticket médio das transações, seguiu a mesma tendência e também se reduziu, passando de R$ 389,29 no primeiro trimestre do ano para R$ 387,04 no segundo e R$ 373,60 no terceiro.

Segundo a FecomercioSP, os resultados da PCCE, até o terceiro trimestre do ano, evidenciam os efeitos negativos do aumento no nível de desemprego, de juros elevados e das altas nos preços de produtos e serviços básicos, sobre a renda das famílias e consequentemente sobre o consumo. Com isso, o consumo de bens essenciais passa a ser priorizado, em detrimento dos demais e o varejo sente este arrefecimento. No último trimestre, porém, a Federação aponta ser possível uma recuperação no faturamento real do segmento, já que é o mês da Black Friday, período em que há forte estímulo para a realização de compras pela internet e a injeção do décimo terceiro na renda das famílias.

Sobre a FecomercioSP
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é a principal entidade sindical paulista dos setores de comércio e serviços. Congrega 157 sindicatos patronais e administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). A Entidade representa um segmento da economia que mobiliza mais de 1,8 milhão de atividades empresariais de todos os portes. Esse universo responde por cerca de 30% do PIB paulista - e quase 10% do PIB brasileiro - gerando em torno de 10 milhões de empregos.

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