Home / Notícias / 04/09/2020 - Bolsonaro construiu maioria no Congresso e não deve cair, diz Lula

04/09/2020 - Bolsonaro construiu maioria no Congresso e não deve cair, diz Lula

SyndContentImpl.value=
Ao falar sobre 2022, ele defendeu que o PT tenha candidato próprio e colocou-se à disposição O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o presidente Jair Bolsonaro conseguiu construir maioria no Congresso e por isso deverá permanecer no cargo até o fim do mandato. A possibilidade de um impeachment ?já passou da hora?, afirmou, sobretudo por articulação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). ?Não sou daqueles que acham que Bolsonaro vai cair. O impeachment já passou da hora. Tinha mais de 46 pedidos de impeachment e Rodrigo Maia não teve coragem de colocar em votação. Se ele não colocar em votação, não vai ter impeachment nunca?, disse Lula em entrevista ao site Fórum, transmitida pela internet. ?Bolsonaro teve tempo para construir maioria no Congresso?, completou. Ao falar sobre a sucessão presidencial em 2022, o ex-presidente defendeu que o PT não desista de ter candidato próprio e colocou-se como uma das opções. ?O PT pode até fazer aliança política. As pessoas não podem querer que o PT desista. O PT não pode pagar o preço histórico pela sua grandeza?, afirmou. Ricardo Stuckert Na sequência, demonstrou seu desejo de candidatar-se novamente. ?Se chegar na hora e eu estiver saudável, forte e bonito, quem sabe alguém me convença a ser candidato porque a situação exija que eu seja candidato?, disse. Lula, no entanto, foi condenado em segunda instância nos casos do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia e, se as condenações não forem anuladas (o Supremo Tribunal Federal deverá julgar a alegada suspeição do ex-juiz Sergio Moro), não poderá ser candidato em 2022, de acordo com a Lei da Ficha Limpa. O ex-presidente citou outros nomes do PT com potencial eleitoral para disputar a Presidência, como o ex-prefeito Fernando Haddad e os governadores Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará) e Wellington Dias (Piauí) e pôs em dúvida a construção de uma frente ampla de centro-esquerda. ?Não sei se vai ter aliança, qual [vai ser] a conjuntura política?, disse. O petista citou também o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) como presidenciáveis. Sobre Ciro, que se tornou um de seus críticos, Lula disse que eles não precisam se gostar, mas ao menos devem se respeitar. ?O PT sempre teve dificuldade de fazer frente?, disse, citando que em 1989, 1994 e 1998 disputou a Presidência com apenas um aliado, o PCdoB, e só em 2022 conseguiu apoio do então PL ao indicar o empresário José de Alencar como seu vice. ?Vamos amargar? Lula sinalizou que a situação do PT em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, não será fácil. ?Estamos vivendo uma entressafra na política de São Paulo e de algumas cidades e vamos amargar?, afirmou. Sem aliados, o partido lançará o ex-deputado federal Jilmar Tatto, que enfrenta resistência de parte de petistas. ?Difícil convencer Jilmar Tatto não ser candidato, porque o cara passou a vida sonhando com isso, se acha no direito de ser candidato. Venceu uma prévia interna. Como é que convence que não vai ser candidato? A única possibilidade de ter candidatura única é se tivesse uma figura acima de todos?, disse Lula. ?Essa figura poderia ter sido Haddad, mas temos que respeitar que ele não quis ser candidato e temos que respeitar?, completou. O ex-presidente demostrou ceticismo também em relação a uma eventual vitória do coordenador Movimento dos Trabalhadores Sem Teto Guilherme Boulos (Psol), com quem tem boa relação. ?Esses meninos estão na disputa e todos acham que vão ganhar. Jilmar acha, Boulos acha... Quando terminar as eleições, essas pessoas vão ter o choque de realidade.? ?Se ganhar, ótimo. Mas, se não ganhar, a gente tem que saber que, na próxima, a gente tem que fazer as coisas mais corretamente, mais certa, mais planejada e não permitir que o individualismo supere os interesses partidários?, disse Lula. Ele afirmou também que não houve possibilidade de criar uma frente ampla em São Paulo e que o PT precisa defender a candidatura petista: ?Vamos ter que ir para as ruas defender Jilmar Tatto. Se não ganhar, fica a lição. Fica a lição para ele, para mim, para o PT e para a história política dessa cidade?. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

Atendimento

COTAÇÃO ONLINE

Envie sua solicitação. A Miller Torres liga para você.

ONDE ESTAMOS

Rua 104 nº 192 St. Sul
Goiânia-GO, Brasil
CEP 74083-300

ATENDIMENTO

Telefone: (62) 3093-8080
Horário de atendimento:
Segunda a Sexta-feira
das 8:30h às 18:00h

NEWSLETTER