Home / Notícias / 03/09/2020 - ?Um problema é que parte do PSDB namora o Bolsonaro?, afirma FHC

03/09/2020 - ?Um problema é que parte do PSDB namora o Bolsonaro?, afirma FHC

SyndContentImpl.value=
Ex-presidente disse que partido deve estar na oposição, mas reconheceu dificuldades O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou nesta quinta-feira que o PSDB tem dificuldade de fazer oposição ao governo Jair Bolsonaro porque parte de seu partido ?namora? o presidente. Além disso, para FHC, Bolsonaro é politicamente forte, sabe se comunicar com a população e tem chances reais de se reeleger em 2022. Ao mesmo tempo, o ex-presidente cobrou mudanças na comunicação do PSDB e a definição de um nome do partido para liderar a oposição ao governo com vistas à próxima eleição presidencial. ?Há um pressuposto que pode levar ao autoritarismo em nome da salvação nacional, de um projeto grandioso, em nome do bem estar da maioria. Temos que fazer isso de forma democrática, antes que façam de forma não democrática. Há esse risco. Há risco real de que isso aconteça no Brasil. Bolsonaro é um sintoma disso aí?, disse FHC. ?[O presidente] é candidato. Bolsonaro pode ganhar a eleição de novo, dependendo da forma como atuemos. Se ficarmos só com as nossas ideias e só entre nós, ele ganha?, afirmou o ex-presidente, ao participar de um debate sobre ?Brasil e o mundo pós pandemia?, promovido pelo PSDB e pelo Instituto Teotônio Vilela, órgão de formação política do partido. FHC defende que PSDB tenha identidade e discurso de oposição Silvia Zamboni/Valor Para o ex-presidente, Bolsonaro sabe falar com o ?homem comum?, explora o discurso da defesa da ordem, que é um desejo da população, e tem o domínio das redes sociais. ?Ele chegou lá porque ele é o homem comum. Ele estoura, fala bobagem de uma maneira rude. Isso toca as pessoas, que são a maioria, que é parecida com esse estilo?, disse o tucano. A população está com ?raiva? dos políticos, completou, e isso abre espaço para a demagogia e o populismo de direita, que tende ao autoritarismo. Para Fernando Henrique Cardoso, o PSDB precisa ter sua identidade e construir um discurso de oposição. ?Perder identidade não é conjuntural, pode ser letal?, disse. ?Temos que organizar o discurso. Ver como ser contra Bolsonaro.? ?Isso depende de muito de quem vai falar em nosso nome, é fundamental. Quem vai falar e o que vai falar. Um problema é que parte do PSDB namora o Bolsonaro. Temos que falar em nome do interesse do Brasil contra o Bolsonaro. O enigma político é esse. Temos que unificar nossa linguagem nessa direção?, afirmou. Às lideranças nacionais do PSDB, FHC disse que o partido precisa de ?pessoas que guiem e deem o caminho?. ?Precisa de pontos de referência. A escolha de quem vai ser candidato é sempre importante. Quem fala, orienta os demais?, disse, sem defender um nome para a eleição presidencial de 2022. O tucano disse ainda que o partido precisa ?expressar o sentimento que não seja da classe dominante?. ?Temos que unificar nosso discurso e ter consciência de que sozinhos não vamos chegar lá. O homem [Bolsonaro] é forte.? O ex-presidente afirmou que o partido, ao escolher o líder tucano contra o presidente, deve apoiá-lo e prestar ?continência? a ele. ?Se ficar disputando comando, vai perder.? Ele defendeu ainda a ampliação do diálogo com os militares: ?Quando a onça bebe água, você chama os militares. A aspiração por alguma ordem existe na sociedade. Quem convive com a não ordem são os intelectuais. A população quer ordem. Os militares resguardam essa ordem, mas eles não podem ser juízes.? Durante o debate, o senador Tasso Jereissati (CE) reforçou que o partido perdeu sua identidade. ?Agora não somos nada porque não somos nem uma coisa nem outra. Dentro de nossos quadros, existe uma salada de frutas muito grande. Uma mistura de muita gente completamente diferente e que não tem absolutamente nada a ver com nossos princípios.? ?Precisamos começar tudo de novo se é que queremos sobreviver. Começar a pensar muito rapidamente, sem nenhum tipo de melindre ou constrangimento, no momento de nos reinventarmos, termos alguém para simbolizar alguém que vai sair daí. Não podemos ter constrangimentos daquilo que pode ser nova cara?, afirmou Tasso. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

Atendimento

COTAÇÃO ONLINE

Envie sua solicitação. A Miller Torres liga para você.

ONDE ESTAMOS

Rua 104 nº 192 St. Sul
Goiânia-GO, Brasil
CEP 74083-300

ATENDIMENTO

Telefone: (62) 3093-8080
Horário de atendimento:
Segunda a Sexta-feira
das 8:30h às 18:00h

NEWSLETTER