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03/09/2020 - Setor de serviços permanece em contração em agosto, diz IHS Markit

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O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços para o Brasil registrou 49,5 no mês, acima do valor observado em julho, mas ainda abaixo da marca de 50 Apesar de melhora marginal, o setor de serviços brasileiro permaneceu no campo contracionista em agosto, aponta a consultoria IHS Markit. O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços para o Brasil registrou 49,5 no mês, feitos os ajustes sazonais, acima do valor de 42,5 observado em julho, mas ainda abaixo da marca de 50, o que aponta retração da atividade. "Apesar desta ter sido a melhor leitura desde fevereiro, os dados mais recentes estenderam o atual período de contração para seis meses", diz o relatório. Segundo a Markit, os serviços se contraíram em agosto porque a pandemia de covid-19 seguiu pesando sobre o setor. As empresas continuaram relatando que a situação global estava pressionando a atividade, com algumas unidades sendo fechadas devido a níveis baixos de entrada de novos negócios. "Porém, houve alguns desenvolvimentos positivos no que se refere à demanda, já que os níveis de novos trabalhos aumentaram pela primeira vez em seis meses", observa a Markit. "O crescimento foi modesto, mas as empresas mencionaram uma retomada estável da atividade de mercado e indicações de uma melhoria na demanda." Os ganhos, contudo, foram especificamente impulsionados por clientes nacionais, com as empresas sinalizando outra deterioração acentuada de novas vendas para exportação. A demanda externa cai por oito meses consecutivos. O crescimento no volume de novos negócios, ainda que modesto, ?traz um pouco de esperança para o futuro?, comenta, no relatório, Paul Smith, diretor de economia da IHS Markit. ?Será necessário que isso se repita para que a economia de serviços passe por uma verdadeira recuperação nos próximos meses." Carga de trabalho Apesar de um crescimento, de modo geral, na carga de trabalho, o que ajudou a empurrar para cima os volumes de pedidos em atraso pela primeira vez em quase cinco anos e meio, os provedores brasileiros de serviços registraram outro mês de queda no nível de empregos em suas unidades, segundo a Markit. "Têm sido registradas perdas de empregos por seis períodos consecutivos de pesquisa e, apesar de ter diminuído e atingido o seu ponto mais baixo nesta sequência, a taxa de contração foi novamente acentuada." Questões de custos foram mencionadas como sendo um fator importante por trás da perda de empregos, com as empresas indicando que as despesas operacionais continuavam a crescer. "A inflação de preços de insumos se acelerou e atingiu um recorde de alta de cinco meses, em meio a relatos de preços mais elevados pagos por equipamentos de proteção pessoal (EPP) e por produtos de limpeza", diz a Markit. As tentativas de repassar o aumento de custos aos clientes, porém, foram, no geral, frustradas por pressões competitivas, por negociações por parte dos clientes no sentido de reduzir os preços e pelo clima de negócios desafiador. Embora apenas marginalmente, as taxas de preços cobrados diminuíram pelo quinto mês consecutivo em agosto. Analisando as perspectivas para os próximos doze meses, quase 50% dos entrevistados da pesquisa esperam um crescimento na atividade em relação aos níveis atuais. "Isso, no geral, ajudou a aumentar as expectativas das empresas, que atingiram o seu nível mais elevado desde fevereiro. Houve indicações dos entrevistados da pesquisa de que o contínuo processo de recuperação da pandemia deveria ajudar a impulsionar as vendas de novos negócios, e, como resultado, o nível de atividade, no próximo ano." Consolidado O Índice Consolidado de dados de produção da IHS Markit ? médias ponderadas dos índices comparáveis para o setor industrial e para o de serviços ? voltou a ficar acima da marca de 50, com 53,9 em agosto, ante 47,3 em julho, "indicando o primeiro crescimento desde fevereiro", observa o relatório. Além disso, o aumento da atividade, de um modo geral, foi o mais elevado desde o início de 2013. O setor industrial liderou a retomada, registrando o seu crescimento mais forte na história da pesquisa. ?Devido ao impacto mais severo da pandemia na economia de serviços do que no setor industrial, provavelmente não é surpresa ver o setor de serviços continuar a perder terreno para o desempenho dos produtores de mercadorias, mas a ligeira queda de agosto na atividade do setor de serviços é, ainda assim, decepcionante?, diz Smith. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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