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03/09/2020 - Pela 2ª vez seguida, parcela de famílias endividadas bate novo recorde, diz CNC

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Em agosto, a fatia de famílias endividadas subiu para 67,5% Pixabay A parcela de famílias com débitos cresceu na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), anunciada há pouco pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No levantamento, a fatia de famílias endividadas subiu para 67,5% em agosto, ante 67,4% em julho - sendo que, em agosto do ano passado, era de 64,8%. Foi, pela segunda vez consecutiva, a maior proporção de endividados da série histórica da pesquisa iniciada em 2010, detalhou a CNC. Além disso, os indicadores de inadimplência da pesquisa pioraram. De julho para agosto, a parcela de famílias endividadas que declararam atraso em seus débitos subiu de 26,3% em julho para 26,7% em agosto. Em igual mês em 2019, era de 24,3%. Já a fatia de famílias endividadas inadimplentes que declararam sem condição de quitar empréstimo passou para 12,1% em agosto, ante 12% em julho - sendo que, em agosto do ano passado, era de 9,5%. A modalidade de dívida mais lembrada permaneceu sendo o cartão de crédito, sendo citado por 77,8% das famílias endividadas entrevistadas, seguida por carnês (17,3%) e financiamento de carro (10,6%). Em comunicado sobre a pesquisa, a CNC detalhou ainda que a proporção das famílias que se declararam muito endividadas caiu para 14,6% em agosto ante 15,5% em julho, a primeira queda desde janeiro deste ano, embora seja mais intensa do que a observada em agosto de 2019 (13,8%). Porém, especificamente entre as famílias de menor renda, o endividamento continua crescendo. Para as que recebem até 10 salários mínimos, o percentual alcançou novo recorde na série em agosto (69,5%, contra 69%, em julho, e 66,1%, em agosto de 2019). No caminho inverso, entre as famílias com renda acima de 10 salários, esta mesma proporção diminuiu para 57,8%, em agosto, ante 59,1%, em julho, e 59,2% em agosto de 2019. Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, os resultados refletem cenário em que as famílias com maior renda têm aumentado a poupança em detrimento do consumo, principalmente de serviços, enquanto a necessidade de crédito segue maior para as famílias com renda mais baixa. ?Os benefícios emergenciais têm impactado positivamente o consumo, especialmente dos itens considerados essenciais, e auxiliado o pagamento de despesas, ainda que parcialmente, entre os brasileiros de menor renda?, afirma Tadros. ?As transferências emergenciais, conjuntamente às taxas de juros baixas e à inflação controlada em níveis também historicamente menores, são fatores que favorecem o crédito e o poder de compra dos consumidores", completou ele, em informe sobre a pesquisa. Inadimplentes recorrentes A crise na economia originada da pandemia levou o volume de inadimplentes recorrentes, ou seja, aqueles com contas em atraso e sem condição de quitação, ao maior patamar em dez anos, pela segunda vez consecutiva, segundo a pesquisa. No levantamento, a parcela de famílias endividadas e sem condições de pagar empréstimos ficou em 12,1% em agosto desse ano, acima de julho (12%) e de agosto do ano passado (9,5%). Para Izis Ferreira, economista da CNC, pode se considerar que essa parcela ficou estável, entre julho e agosto ? mas admitiu que o patamar dessa faixa se posiciona nível alto. Na análise da especialista, é preciso acompanhar impacto dos programas emergenciais de renda do governo, bem como redução no valor do auxílio emergencial, para mensurar tendência clara na evolução dos indicadores de inadimplência e endividamento, nos próximos meses. A especialista comentou que a estabilidade no volume de inadimplentes recorrentes entre julho e agosto pode ser considerada boa notícia na pesquisa. Outro ponto positivo no levantamento foi o tópico parcela de renda média mensal comprometida com dívida, que caiu de 30,3% para 30% - embora seja ainda acima de agosto de 2019 (29,8%). Para a especialista, esses dois resultados comprovam melhora em capacidade de pagamento em parte da população. Mas o cenário atual é de crise muito forte, e nem todos conseguem lidar com compromissos sem recorrer a empréstimo, notou ela. Ao ser questionada qual seria a trajetória de endividamento e de inadimplência para os próximos meses, a técnica comentou ser preciso esperar para saber como o consumo vai reagir com auxílio emergencial em patamar menor, na faixa de R$ 300 - e não de R$ 600 conforme delineado no início da pandemia. "A manutenção do auxílio, por si só, é uma boa notícia para consumo. Mas precisamos ver ainda como vai reagir o consumo a esse novo patamar, para termos visão mais clara [do andamento dos indicadores]", comentou ela. SyndContentImpl.interface=interface com.sun.syndication.feed.synd.SyndContent SyndContentImpl.type=text/html SyndContentImpl.mode=null Leia mais

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